domingo, 26 de janeiro de 2014
N° 40 LADRÕES E SALTEADORES !
Convite à Loucura Nº40 Ladrões e Salteadores!
Em João 10.10, está escrito: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” Quantas vezes ouvimos ou lemos esse texto sendo aplicado a Satanás, que ele é esse ladrão que veio pra matar e destruir, mas não é bem assim. Ele não está se referindo exclusivamente a Satanás como muitos pensam; e sim à religião, aos donos dos templos, aos chefes da religião, aos construtores de tradições humanas, aos cobradores dos impostos da alma, àqueles que determinam o modo como o ser humano deve ser.[1] Sim, aos religiosos.
Esta denúncia foi feita por Jesus ao sistema religioso e a certos líderes da sua época, que causavam tantos males às pessoas, em nome de Deus. Hoje, ambos continuam promovendo muito dano. Jesus chama esse sistema religioso de “ladrão”, com as características de matar, roubar e destruir.
No grego: kle/pthj (kléptis), Ladrão, e se refere aquele que furta com astúcia e dolo, enquanto o salteador usa a força para apoderar-se de bens alheios. Ladrões e salteadores são imagens daqueles que se apresentam em nome de Deus, mas não cuidam das pessoas às quais foram enviados. João 10.8, “Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido.” Um dos sistemas mais utilizado para matar, roubar e destruir denunciados por Jesus continua, atualmente, arrebanhando muita gente sincera. Muitos se deixam levar pela aparência e pelas belas palavras que esses falsos mestres proferem sem examinar nas Escrituras se o que dizem e fazem tem o apoio de Deus. Mas as Escrituras dizem que os falsos mestres são:“...semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” Mateus 23.27.
O Senhor Jesus foi muito preciso em advertir contra as obras do engano, porque os homens maus sabem elaborar muito bem os seus disfarces. Disse Jesus: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.” Mateus 7.15. É fato que os piores inimigos de Deus raramente são as pessoas mundanas. Os principais inimigos dos justos são muitas vezes as pessoas religiosas! Os falsos intérpretes da religião, também, são chamados de “guias cegos” (Mateus 15.14). “Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.”
No Antigo Testamento, os principais inimigos dos profetas eram os falsos profetas. No Novo Testamento, os principais oponentes de Jesus eram fariseus; os de Paulo, os judaizantes; e a igreja primitiva tinha de contender constantemente com os falsos mestres. Hoje, nós do Convite à Loucura, somos também constantemente atacados por essa galera que ama o dinheiro e vive da religião para saciar sua sede de poder.
Muitos continuam escravos de um sistema que mata, rouba e destrói, achando que está tudo certo, e acabam vivendo debaixo de uma falsa segurança.
Folheto Nº15 e Nº34
No Folheto Nº15, escrevi sobre a desgraçada teologia da prosperidade e seus ministros amantes do dinheiro e servos do deus “mamom. [2]” Mostrei que Deus já deu aos cristãos toda sorte de bênçãos; “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo...” Efésios 1.3. (João 1.16; Romanos 8.28; 2Pedro 1.3).
Com sua mensagem de paz e prosperidade os falsos profetas sempre atraem multidões sedentas de milagres e resolução de seus problemas. Isso acontece desde sempre! Jeremias 14.13-14. “Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.” 2 Timóteo 3.13.
No Folheto Nº34, escrevi que Jesus nos preveniu sobre os servos de Mamom, e sua advertência ecoa até hoje.
A Origem dos hereges.
Os falsos profetas ou falsos mestres ou aqueles que distorcem a palavra de Deus tem como início de suas heresias o começo dos tempos e como protagonista o próprio satanás!
Uma manifestação de satanás aparece pela primeira vez antes da queda dos seres humanos em forma de serpente, Gênesis 3.1-7, (Leia todo o texto). O que ele faz é a reinterpretação daquilo que Deus disse, para alinhá-lo com os desejos humanos. “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.” (Gn 3.4). Podemos ver uma repetição disso nas figuras dos falsos pregadores da Palavra de Deus dos dias atuais.
Eva encontrou aí um “pregador” que distorce a palavra de Deus deixando-a atraente, irresistível. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.” (Gn 3.6).
Satanás questionou a ordem de Deus, perverteu seu significado e persuadiu Eva a aceitar sua interpretação inovadora.
A Bíblia adverte que viria dias em que, até mesmo, dentro das reuniões da Igreja, estaria cheia de mestres que desviariam as pessoas de ouvirem a verdade (2Timóteo 4.3-4) “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” As pessoas também seriam culpadas, pois elas mesmas se cercariam de mestres, sustentando-os e seguindo-os. Não é isso que vemos hoje?
As seitas heréticas assim como a teologia da prosperidade têm origem no mesmo engano, sempre têm algum guru ou profeta que supõe ter um novo ou exclusivo entendimento do que Deus realmente falou. Todos esses falsos profetas oferecem em bandejas diferentes a mesma mentira em que Eva acreditou e que a maioria gosta de ouvir: que podem escapar dos sofrimentos, da doença, da pobreza das aflições que esse mundo proporciona. No entanto, disse Jesus: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16.33b).
Tudo que é feito nas instituições é pervertido e mostrado com uma roupagem piedosa.
O Novo Testamento contém inúmeras advertências contra falsos ensinos e falsos mestres. A Bíblia recomenda que... “Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas...” (Hebreus 13.9a ). E também; “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.” (Gálatas 1.6-7). “Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.” (Efésios 4.14).
A verdade é que estamos vivendo uma era de religiosidade sem igual. Mas a religião de nossa época é tão contrária ao cristianismo bíblico quanto foi o humanismo secular no passado, e está determinada a destruir a fé no Deus das Escrituras.
A modernidade é caracterizada por uma busca intensa por preenchimento, e, não só de coisas materiais. Muitos procuram poderes dos quais esperam obter “salvação”. Salvação que significa, muitas vezes, terapia psicológica e cura holística e não um lugar no céu.
Nos retiros e atividades temáticas apresentam Jesus como um sujeito legal que tanto pode usar piercing como andar de skate. As escolas dominicais cada dia ficam mais especializadas em sessões de aconselhamento de grupo permeado de técnicas de psicologia. Oferecem qualquer coisa menos o Evangelho simples, que afirma; “...que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...”(2Coríntios 5.19ª ).
Esse é o quadro que encontramos no meio evangélico atual.
Se você quer continuar confiando em homens e fazendo do braço humano a tua força, o problema é seu; “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!” Jeremias 17.5. “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.” 2Coríntios 11.3. Paulo comparou o perigo que ameaçava os coríntios ao engano de Eva por Satanás. O resultado trágico seria o abandono da simples devoção deles à Cristo em favor do erro sofisticado dos falsos apóstolos. Esse perigo ainda continua!
Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho
[1] Convite à Loucura Nº06
[2] MAMOM, grego; mamwna=j (mamonas), Não há certeza sobre a derivação original dessa palavra, mas, de acordo com teólogos respeitados, parece significar “aquele no qual alguém confia”, como objeto de fé e confiança. Provavelmente, em sua origem, era um termo caldeu (mas também usado pelo siríaco e pelo púnico), com o sentido de “riquezas.” Segundo a mitologia grega “mamon” equivaleria a “Plutão”, o deus das riquezas. Jesus usou a palavra personificada a fim de indicar o deus das riquezas carnais em contraste com o Deus dos céus, que possui as verdadeiras riquezas e que quer dá-las a homens que vivam de acordo com suas regras. Os servos de mamom são aqueles que servem ao dinheiro e vivem por ele.
sábado, 16 de novembro de 2013
É certo o cristão se comunicar com os mortos?

[1] [2] A palavra oculto se origina do latim, “occultus”, que significa coisas que são escondidas, esotéricas,
ocultas ou misteriosas. Para quem pratica, o ocultismo
representa a interferência com a natureza física, usando conhecimentos ocultos,
como práticas não convencionais, entre elas recitar fórmulas, fazer gestos,
misturar elementos incompatíveis, realizar encantamentos de cura, ou cerimônias
secretas, tentando alterar a natureza física.
A extensão do
envolvimento do oculto é universal. A guerra espiritual está à nossa volta, e
se Satanás não puder nos impedir de conhecer a Cristo, ele irá tentar nos
conter, atraindo-nos ao engano.
Não podemos negar
que há séculos, magos, bruxas, médiuns e alquimistas afirmam receber
informações ou instruções de espíritos. Poucos têm a consciência que esse tipo
de espiritualidade oculta é um movimento histórico e global de enorme poder
cultural que, há séculos, busca dominar o mundo.
Tanto o epiritismo Kardecista[3] como a LBV (Legião da Boa Vontade) e
cultos afro-brasileiros, são todos espíritas. Eles fazem parte de uma doutrina
filosófica-religiosa baseada na crença da comunicação com os mortos e na
reencarnação; doutrinas antibíblicas e anticristãs.
Eles usam,
entre muitos outros, o texto de 1Samuel 28.3-19. Arvorizam-se nesse texto pelo
fato de Saul ter se comunicado com um suposto Samuel. E dizem: “Ora, se Saul comunicou-se com Samuel depois
deste ter morrido, então podemos nos comunicar com os mortos.” Será mesmo que a consulta aos mortos é uma
prática apoiada pela Bíblia? Vamos analisá-la! Para compreender-mos melhor esse
assunto precisamos, primeiro, entender duas coisas sobre Samuel e sobre a Lei
de Deus!
[4] Samuel, um profeta Irrepreensível!
De acordo com a Bíblia, Samuel é
considerado um profeta do Antigo Testamento muito importante, sendo comparado
até com Moisés (Jeremias 15.1-5). Um homem que nunca se achou culpa alguma em
suas atitudes (1Samuel 12.1-5). Confirmado como profeta do Senhor cujo suas
profecias nunca caíram por terra, ou seja; todas as palavras de Samuel, de
fato, se cumpriram (1Samuel 3.19-20). “O homem ou mulher que sejam necromantes [5] ou sejam feiticeiros serão mortos; serão
apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles.” Levítico 20.27.
O
que diz a Lei do Senhor?
De acordo com
as Sagradas Escrituras, é extremamente proibido consultar aqueles que já
morreram (Deuteronômio 18.10-12; Isaías 8.19-20).
A mediunidade
é absolutamente proibida pela Bíblia (Levítico 19.31; 1Crônicas 10.13). Não
podemos negar que a necromancia era praticada em Israel (2Reis 21.6; Isaías
8.19). Sabemos também que a tentativa de se comunicar com os mortos era
bastante conhecida em todo o Oriente Médio. As leis contra tais atividades na
Bíblia indicam que práticas como estas eram bem conhecidas, embora proibidas,
em Israel. Justamente por isso o próprio Saul havia determinado a expulsão e
morte de todos os necromantes e adivinhos de Israel de acordo com a Torá, Lei
de Deus dada a Moisés, 1Samuel 28.3;9.
O próprio
Deus, por boca de Isaías, fez severas exortações ao povo, condenando suas
práticas ocultistas e filosofias religiosas que não estivessem de acordo com a Palavra
de Deus, (Isaías 8.19-20).
Vamos à Bíblia!
Analisando o
texto, podemos ver que quem apareceu a Saul, não podia ter sido Samuel!
Vejamos:
1-
Deus
havia parado de responder a Saul (1Crônicas 10.13-14; 1Samuel 28.6). Todo
profeta falava em nome de Deus (Deuteronômio 18.22). Se Deus havia parado de
falar com Saul, por meios convencionais, como iria respondê-lo através de
Samuel, depois de morto, desobedecendo sua própria palavra?
2-
O
versículo 14 nos diz que foi uma dedução de Saul de que quem lhe falava havia
sido Samuel. A Bíblia não diz que foi Samuel, mas, que: “Entendendo Saul que era
Samuel...”, apartir daqui a Bíblia, por razões gramaticais, passa a
referir-se ao espírito como se fosse Samuel.
3-
Samuel,
ainda que fosse possível, jamais se permitiria cometer um pecado grotesco
desses. Um profeta que sempre foi justo (1Samuel 12.3-4), pecaria gravemente
se, tendo estado no paraíso (seio de Abraão, Lucas 16.22;27-31)[6],
desobedecesse a Deus dessa forma.
4-
As
pseudoprofecias transmitidas pela pitonisa não resistem ao menor julgamento,
são todas ambíguas e imprecisas: Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus.
Ele, na verdade, se suicidou (31.4), indo parar nas mãos dos homens de Jabes
Gileade (31.11-13). Não morreram todos os filhos de Saul, como insinua a médium
(28.19). Sobreviveram pelo menos três deles: Is-Bosete, Armoni e Mefibosete
(2Samuel 2.8-10; 21.8). Nem mesmo Saul morreu no dia seguinte, como indica o
estilo ambíguo do falso Samuel interpretado pela pitonisa (28.19). Ele morreu
alguns dias depois (30.1). Lembrando também que as palavras do verdadeiro
Samuel sempre se cumpriram fielmente 1Samuel 3.19. Sendo assim quem respondeu a Saul?
No texto estudado, no versículo 13, a
mulher diz: “Observo um ser divino, que sobe
da terra! (King James). “Vejo um
deus que sobe da terra”. (Almeida Revista e Atualizada). Ou: “Vejo
deuses que sobem da terra,”
(Almeida Corrigida Fiel aos textos originais). Ou: “Vejo um ser que sobe do chão,” (Nova Versão Internacional).[7]
Esses seres
ou deuses só podiam ser demônios, passando-se por espíritos de luz ou
adivinhadores (2Coríntios 11.13-14). O diabo pode transfigurar-se, ou seja;
transformar-se em anjo de luz. Outro fato que se deve observar é que, como os
mortos não sabem o que acontece nesta vida (Eclesiástes 9.5), tal prática, de
consultar os mortos, coloca as pessoas em contato com os espíritos enganadores
(1Timóteo 4.1; 2Coríntios 11.14). Os que morreram em Cristo estão com ele no
céu e não podem voltar à terra (2Samuel 12.23; 2Coríntios 5.6-8; Filipenses
1.21-23). Os espíritos dos mortos não retornam à terra.
Baseado no que foi estudado, as
manifestações espíritas que se apresentam como sendo espíritos de mortos são,
na verdade, demônios. Por isso que o Senhor nos proíbe tal prática.[8]
Também por isso o resultado dessa consulta foi trágica para Saul (1Crônicas
10.13).
Conclusão:
A Bíblia ensina que existe um mundo de
espíritos enganadores e perigosos, que distorce a realidade e destroi as vidas
humanas. Apesar da fraude completa, todos nós precisamos saber que o oculto ou
paranormal é real. A Bíblia é clara e real, como Saul descobriu, ao encontrar a
adivinha de En-Dor, e não devemos ignorar os ardis de Satanás. Se Deus é real, o Diabo também é.
Envolver-se com o oculto é envolver-se com as obras do Diabo, e como pode levar
a resultados muito graves, espiritual e psicologicamente, devemos nos lembrar
de que a Bíblia condena todas as práticas ocultas. O caminho para o oculto
é largo e sempre destrutivo. O caminho para Cristo é estreito, mas sempre
conduz à vida eterna.
Se alguém quer viver a vida tendo como
base recados, ensinos e conselhos de demônios, o problema é dele, o nosso
conselho é que deixem isso de lado e aceite Cristo como o único Senhor e
Salvador, passando assim, a ser orientado pelo Espírito Santo. Mas se não
querem, nada podemos fazer! O que não permito é que torçam a Palavra de Deus
para dar respaldo a essas práticas satânicas.
Deus se revelou em Cristo para nos
trazer salvação. Quem está vivo deve ter o nosso amor, quem já morreu em Cristo
foi para o paraíso ( Lucas 23.43;
Eclesiástes 12.7) e nada sabe do que se passa nesse mundo ( Eclesiástes 9.5-6),
e não podem voltar pra esse mundo, porém nós um dia estaremos com eles (
2Samuel 12.22-23).
Se alguém quer viver sua vida baseada em
recados, ensinos e conselhos de demônios o problema é dele, meu conselho é que
deixem isso de lado e aceitem a Cristo como Senhor e Salvador e passe a ser
orientado pelo Espírito Santo. Mas se não querem, nada posso fazer! O que não
permito é que usem a palavra de Deus para dar respaldo a essas práticas ocultas
e satânicas.
Deus se revelou em Cristo para nos
trazer salvação. Quem está vivo deve ter o nosso amor, quem morreu em Cristo
vai para o paraíso ( Eclesiástes 12.7) e nada sabem do que se passa nesse mundo
(Eclesiastes 9.5-6), não pode voltar, porém nós um dia estaremos com eles (2Samuel 12.22-23).
Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho
[1]
Foto1 : Esse é o medalhão do
olho de Horus, um deus pagão.
[2]
Foto 2 : Uma Médium e sua bola
de cristal.
[3]
Religião espírita criada por
Allan Kardec, também conhecida como o espiritismo de mesa.
[4]
Foto 3: Uma ilustração do olho
de Horus, um deus pagão cultuado pelos antigos egípsios.
[5]
Necromantes são pessoas que,
tomadas por demônios, agem como “intermediários” para supostamente contatar, comunicar-se
com os espíritos dos mortos
[6]
Depois da morte não há como
voltar a terra dos vivos 2Pedro 2.9; Hebreus 9.27; Mateus 25.41; 46; Apocalipse
20.14-15. A Bíblia condena toda e qualquer prática de ocultismo, adivinhação e
feitiçaria Levítico 19.26.
[7]
Essa palavra traduzida por:
“ser divino”, “um deus”, “deuses” ou “ser”, em hebraico é elohim.
[8]
As Escrituras nos permitem
entender que cada um de nós tem pelo menos dois anjos que nos acompanham
sempre: um bom (Salmos 34.7; Mateus 18.10; Atos 12.15; Lucas 15.10), que anota
todas as nossas atitudes numa espécie de diário-relatório e depois de nossa
morte apresenta-o diante de Deus (Apocalípse 20.12); e um anjo mau, que após a
nossa morte assume a nossa identidade e se faz passar por nossas pessoas através
de seus médiuns.
sábado, 19 de outubro de 2013
A "igreja" é um sucesso.
Convite à Loucura Nº38 A “igreja” é um Sucesso.
Hoje em dia,
templo cheio é sinônimo de aprovação de Deus. Quanto mais gente em um culto,
mais é dito que ali o Senhor está agindo; mas, será que é assim mesmo?
Vamos
à Bíblia!
Quando o verdadeiro Evangelho era pregado
havia muitos adversários[1]
(1Coríntios 16.9). Todos que vivem uma vida para a glória de Deus
experimentarão o ódio e o antagonismo do mundo; pelo menos é o que a Bíblia
afirma; João 15.18-20; 2Timóteo 3.12. O cristão fiel deve esperar
perseguição e o sofrimento nas mãos de um mundo que rejeita Cristo. “Meus
irmãos, não vos admireis se o mundo vos odeia.” [2]
1João 3.13. Isso não deve nos surpreender tendo em vista que o pai dos
incrédulos é o odioso Satanás, 1João 3.10.
“Vamos
raciocinar”
Veja que,
muitas vezes, quando o verdadeiro Evangelho foi pregado, era recebido com
hostilidade.
Jesus deu sua
Palavra aos discípulos e o mundo os odiou.[3]
Veja também que, ao contrário disso, hoje, o mundo ama àqueles que,
supostamente, deveriam estar pregando essa palavra. Não vê que alguma coisa
está errada?[4]
A conclusão óbvia é que; ou a Bíblia
está errada ou o que se está pregando, hoje em dia, não é a verdadeira Palavra
de Deus.
Como nós
cremos cem por cento no que a Bíblia diz, concluímos então que o que está sendo
pregado por aí não é o verdadeiro Evangelho.
A
popularidade de algumas figuras do mundo evangélico atual, só demonstra o
quanto eles estão distantes do verdadeiro Evangelho de Cristo. O próprio Jesus
disse: “Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porquanto, foi assim também que
agiram os vossos antepassados com os falsos profetas.” Lucas 6.26.
Serão
julgados por Deus, não somente os que buscam tal popularidade, apresentando ao
povo o que eles desejam ouvir, mas também os que os apóiam. Todos terão que
prestar contas. Por outro lado todos não nos surpreende; “Meus irmãos, não vos admireis se
o
mundo
vos odeia.”
1João
3.13.
A História está repleta de história de perseguição aos santos crentes por parte
do mundo (Hebreus 11.36-40).
Quando o
mundo ama, é por que o que se é amado faz parte desse mundo. Se o mundo ama a
igreja institucionalizada é por razão dela fazer parte desse sistema mundano. Assim
falou o nosso Senhor Jesus, João 15.18-19. “Se o mundo [5] vos odeia, sabei que, antes de vós, odiou a
mim. Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele.
Entretanto, não sois do mundo; mas Eu vos escolhi e vos libertei do mundo; por
essa razão, o mundo vos odeia.” Ou Jesus está errado?
De acordo com
a Bíblia, os que são aplaudidos pelo mundo, são do mundo! “Eles são mundanos; por isso
falam como quem pertence ao mundo, e o mundo os compreende.” 1João 4.5 [6].
João diz aqui que os falsos profetas de seus dias eram desse mundo e, por isso
estavam preocupados com os assuntos desse mundo, e nisso, o mundo lhes prestava
atenção. Os falsos profetas, de seus púlpitos só pregam palavras de auto-ajuda,
ou seja; o que interessa a esse mundo. Interesses materiais e não as boas novas
do alto (Colossenses 3.1-2).
A Verdadeira pregação bíblica.
Veja em Atos
23. Paulo é julgado no sinédrio; depois os judeus armam uma cilada para acabar
com sua vida (23.12-15). O sobrinho de Paulo o avisou sobre essa cilada, e em
seguida ao comandante Lísias que o tirou das garras dos judeus e o enviou ao
Governador Félix (23.16-25). Cinco dias depois foi acusado novamente e
novamente apresentou sua defesa. O Governador Félix adia seu julgamento
conservando-o preso, (24.1-22). Alguns dias depois o Governador e sua esposa
Drusila vem ouví-lo a respeito da fé em Cristo Jesus, (24.24-25).
O que Paulo pregou?
A pregação de
Paulo foi, “justiça, domínio próprio e juízo vindouro.” Paulo
poderia ter clamado por sua libertação ou preparado uma mensagem suave e de
bons presságios, como se faz hoje. Contudo, ele falou da parte do Senhor sobre
o que Félix e Drusila mais necessitavam: arrependimento e salvação.[7]
Que diferença das pregações de hoje; que só
falam de “conforto, auto-ajuda e bênção.”
Qual pregador moderno perderia a oportunidade
de bajular o Governador Félix e prometer-lhe bênçãos e prosperidade, numa
situação semelhante? Conheço alguns que até se ofereceriam para ser o profeta
particular de seu governo, que é o que acontece hoje com os pastores e
políticos bem sucedidos!
Qual a reação de Félix?
A reação de
Félix foi a mesma de todos àqueles que ouvem o Evangelho quando estão em falta
com Deus. A conscientização de que um dia iria enfrentar o “juízo vindouro” o
alarmou, e, por isso, despediu Paulo imediatamente. Esse é o efeito do
Evangelho original, e não o louvor do pregador. Hoje os pregadores são louvados
pelo seu público, contradizendo o efeito natural que o Evangelho causa.
Pregações
melosas de auto-ajuda atraem louvor e glória para o pregador e sua
instituição. Pregação verdadeiramente bíblica atrai temor, respeito e glória ao
Senhor.
Ai de vós, quando todos vos louvarem!
Lucas 6.26ª.
Qual pregador
televisivo de hoje em dia não aceitaria ser proclamado como um líder mundial?
Qual deles rejeitaria ser proclamado rei? Nenhum!
Contudo o
nosso exemplo maior, Cristo, não agiu dessa maneira. Quando o povo quis
proclamá-lo rei, e obrigá-lo a usar uma coroa, ele rejeitou e retirou-se (João
6.15). Porém, quando vieram para obrigá-lo a levar a cruz, ele se ofereceu
porque veio à este mundo para sofrer, e voltou ao outro mundo para reinar.
Enquanto
muitas instituições religiosas querem ser o próprio reino de Deus neste mundo.
O verdadeiro Reino de Deus não o é de maneira nenhuma deste mundo. Em João
18.36 o próprio Cristo disse: “O meu Reino não é deste mundo.”
“Até hoje,
estamos passando fome, sede e necessidade de roupas; somos afrontados e
esbofeteados [8], e não temos
morada certa. Nos afadigamos de trabalhar arduamente com as próprias mãos.
Quando somos ofendidos, abençoamos; quando perseguidos, não revidamos; quando
caluniados, respondemos fraternalmente. Até esse momento, somos considerados a
escória da humanidade, o lixo [9] do mundo.” 1Coríntios
4.11-13.
Nesse texto
de 1Coríntios, Paulo considera a si mesmo louco, fraco, desprezível, lixo e
escória (1Coríntios 4.10-13). Não do ponto de vista de Deus, mas dos homens,
Paulo e seus companheiros pregadores eram assim designados.
Será que Deus não agia na vida de Paulo?
Pergunto assim, já que se um pregador não for adorado pelo povo, muitos dizem
que é por não ter a unção de Deus. Ou se um templo tiver poucos membros é sinal
da desaprovação de Deus. Eu já digo o contrário; onde tiver mais gente, é sinal
de que ali não se prega o verdadeiro Evangelho.
Quando foi
criado o sistema eclesial, no espírito da igreja católica, pelo imperador,
pagão, Constantino; o mundo aplaudiu. Contudo a verdadeira Igreja nunca deixou
de existir, o próprio Jesus prometeu que as forças demoníacas jamais venceriam
a sua Igreja, (Mateus 16.18). Depois de sua ressurreição ele apareceu à sua
Igreja e prometeu está com ela até a consumação dos séculos (Mateus 28.18-20).
Veja o que o Apóstolo Paulo, disse em (Efésios 3.21).
Creio que a
Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nunca morreu. Ela estará na
terra pregando a Palavra de Deus até a volta do Senhor Jesus.
Mesmo na
época de “glória” da igreja católica, conhecida como a era das trevas, (antes
da reforma protestante), sempre houve aqui e acolá grupos de irmãos pregando a
Palavra de Deus fielmente como nós do Convite à Loucura estamos fazendo. Essa é
a verdadeira Igreja de Deus. (A Igreja não significa um lugar ou edifício,
mas o ajuntamento, a assembleia ou a reunião dos fiéis seguidores de Cristo com
o objetivo de adorar a Deus, estudar sua palavra, cooperar e encorajar uns aos
outros na fé).
Se as igrejas de hoje fossem realmente de Deus
não seriam “um sucesso”. Sendo elas “um sucesso” no âmbito material, secular e
mundano é mais do que uma prova de que elas não são de Deus!
Em Cristo
Francisco
Rodrigues Filho
[1]
O termo grego usado aqui é antikei/menoi (antikeimenoi)
que é o particípio presente médio de anti/keimai (antikeimai) e significa opor-se a alguém, ficar contra alguém, resistir. Paulo está
dizendo aqui que quando ele pregava em Éfeso havia muitas pessoas que ficavam
contra ele.
[2]
Estamos usando a versão da
Bíblia King James de 1611, publicada pela primeira vez a 400 anos atrás pelos
50 mais notáveis exegetas e biblistas britânicos, súditos do rei evangélico
James I (Tiago Primeiro).
[3]
“Eu lhes tenho transmitido a
tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não pertencem ao mundo, como Eu
não sou do mundo.” João 17.14.
[4]
Na mentalidade de muitos,
pregadores ungidos por Deus são aqueles que todos aplaudem. Mas a Bíblia diz
outra coisa.
[5]
Nesse texto a palavra MUNDO, grego: ko/smoj , (kósmos)
é o sistema econômico, político, cultural, tecnológico e religioso que
determina o estilo de vida dos povos. Os crentes são como Jesus: estrangeiros
em sua própria terra. Considerando que Satanás domina o sistema ímpio do mundo
em rebelião contra Deus (João 14.30), o resultado é que o mundo odeia a Jesus
bem como aos que o seguem (2Timóteo 3.12).
[6]
dia\ tou=to (diá touto), “por
essa razão” ou “por isso”. akou/ei, (akouei), é o presente indicativo ativo
seguido pelo genitivo, o mundo os “ouve” no sentido de compreender; “prestar
atenção a,” “ouvir”. O mundo reconhece seu próprio povo e ouve e compreende uma
mensagem que se origina em seu próprio círculo. Isto explica a popularidade dos
falsos profetas da época de João e de muitos “ministérios” dos dias de atuais.
[7] De acordo com Tácito ( historiador romano, que viveu entre 55 d.c.- 120
d.c.), Félix havia persuadido a Drusila a abandonar o marido dela a fim de
casar-se com ele. E também empregou assasinos para matar o sumo sacerdote
Jônatas, e bem poderia ter medo da pregação sobre o juízo vindouro. Félix
obviamente não possuía “justiça” e “domínio próprio”.
[8]
Paulo usa aqui o termo kolafizo=meqa , (kolafizometha), que é o presente indicativo passivo de kolafi/zw , (kolafizô), que é bater com os punhos, esbofetear, não apenas em
defesa, mas de modo insultante (como se bate em escravo ou em uma pessoa
condenada). No serviço do Reino de Deus os pregadores eram tratados como
escravos e condenados; que diferença dos astros evangélicos de hoje.
[9]
Lixo, grego: perika/qarma,(perikátharma) aquilo que é removido mediante uma limpeza completa;
isto é, lixo, refugo. A palavra também era usada para indicar os criminosos
condenados das classes mais baixas, que eram sacrificados como oferendas para a
purificação de uma cidade. Será que os pregadores itinerantes de hoje
continuariam pregadores se fossem tratados como lixo ou como condenados pelo
mundo?
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Convite à loucura - 37
O mundo moderno tem rejeitado cada vez
mais os valores cristãos. Para muitos, a Bíblia é apenas um livro de valor histórico. Alguns dizem que
acreditam na Bíblia, mas não em tudo, algumas coisas não dá pra acreditar, para
essas pessoas. Outras dizem que a Bíblia é somente um livro humano, já que é
escrito por homens.
Mas para o
cristão verdadeiro a Bíblia é a Palavra de Deus. Sua
mensagem inconfundível tem abençoado e transformado bilhões de seres humanos ao
longo dos anos. Suas profecias têm se cumprido fielmente. Suas verdades mudaram
nações e sua influência é crescente em vários setores da sociedade. Se você crê
somente no que gosta da Bíblia e rejeita o que não gosta, não é na Bíblia que
você crê, mas em você mesmo. Se a Bíblia fosse somente um livro humano, não
exporia todo o mal da humanidade e a necessidade de um arrependimento por parte
de todos nós. Se a Bíblia fosse somente um livro humano, seria então um livro
de auto-ajuda, dizendo que o homem é perfeito e que poderia fazer tudo somente
com suas próprias forças. O único motivo por que tantos estão contra a Bíblia é
porque sabem que a Bíblia está contra eles. A leitura deste folheto renovará em nosso
coração o desejo ardente de proclamar as verdades eternas do Livro Santo.
Qual
o Tema Central da Bíblia?
Escolhemos um livro e o lemos tendo em
vista o propósito do autor. De quê se trata? É um livro de ciência ou de
história ou um romance para entreter? É uma obra de prosa ou poesia ou uma
controvérsia? Antes de comprarmos um livro passamos algum tempo analisando
essas informações. É, ou não é?
Então por que muitas pessoas leem a
Bíblia sem ter o mínimo de compreensão do propósito geral do livro? A maioria
nem se preocupam em saber do quê trata o tema central da Bíblia.
Um
Livro de Salvação!
A Bíblia não é um livro, mas, uma
biblioteca de 66 livros. Ela foi escrita por autores diferentes em épocas
diferentes em ocasiões diferentes e com assuntos diferentes, mas, com um único
autor com um único tema unificador. 2Pedro 1.20-21.
2Timóteo 3. Paulo escrevendo a Timóteo diz que nos últimos dias surgirão
homens maus; são mestres (v.1-2) na própria igreja que irão enganar e
conquistar aqueles que não são igreja (v.6-7); Paulo continua dizendo que nem
ele, nem Timóteo, nem nenhum crente verdadeiro deve ser como estes (v.10;
12-13), já que os verdadeiros crentes estão bem enraizados na Palavra de Deus,
como os judeus que tinham como costume comum de obrigarem os pais a darem
início ao treinamento sério de seus filhos, nas Escrituras, já desde o quinto
ano de idade (v.14-17). Essas sagradas letras do (v.15), era o Velho Testamento
e elas podiam, e podem, fazer qualquer um sábio para a salvação, pela fé
que há em Cristo Jesus.
O propósito supremo da Bíblia. Paulo
escreve à Timóteo, é instruir seus leitores “para a salvação”.
Primeiro,
o propósito da Bíblia não é científico.[1]
Falamos de ciência e não de “teorias
científicas”. Ciência é um corpo de conhecimento adquirido pela observação,
experimentação e indução. O propósito de Deus na Escritura,
entretanto, foi revelar verdades que não podem ser descobertas por esse método
científico. O método de Deus revelar suas verdades é chamado pelos cientistas
de “método empírico”. Cremos pela fé Hebreus 11.1, que é acreditar em algo sem
prova concreta, 1Coríntios 2.9-11, mas não sem razão.
Em
segundo lugar, o propósito da Bíblia não é literário.
O Novo Testamento foi em grande parte
escrito em grego koinh[2], (koinê) a
linguagem cotidiana do mercado e do trabalho, e muito dele carece de
refinamento literário, até mesmo exatidão gramatical. O propósito da Bíblia
está em sua mensagem, não em seu estilo.
Em
terceiro lugar, o propósito da Bíblia não é filosófico.
É verdade que a Escritura contém sabedoria
profunda, na verdade, a sabedoria de Deus. A Bíblia é um livro mais prático do
que teórico. Está mais interessada em nos dizer como suportar os sofrimentos e
vencer o mal do que em filosofar sobre sua origem e propósito.
A Bíblia não é, portanto, basicamente um
livro de ciência, nem de literatura, nem de filosofia, mas de salvação.
A sujeira oculta em nosso coração somente
será exposta mediante a exposição da Palavra de Deus. Satanás tem sido muito
eficiente na sua estratégia de silenciar a Bíblia Sagrada, que é o instrumento
necessário para levar os homens até Cristo e sua salvação[3].
Quem não compreende a Bíblia, a Palavra de
Deus, Jesus! Nunca poderá compreender, pois não podem ouvir sua Palavra. Assim,
quanto mais se explica “em verdade, em verdade” menos se é entendido. Pois é
impossível compreender a linguagem de Deus sem crer na Palavra dele.
Assim, ele pergunta e responde:
“Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois
incapazes de ouvir a minha Palavra”. João 8.43.
Ninguém jamais entenderá nada do Evangelho a
menos que creia na Palavra de Jesus, em razão de poder ouvi-la, dando sempre
razão a Deus[4].
Jesus;
Apenas um Mestre, ou Deus?
A autoridade de Jesus confirma a
autoridade da Bíblia. Se ele é o Filho de Deus, então a Bíblia é a Palavra de
Deus. Na verdade, se Jesus fosse somente um profeta ou um mestre, como algumas
pessoas crêem, então ele seria um louco ou o maior mentiroso de todos os
tempos. Sim, essas palavras são duras, mas são verdadeiras!
Ora! Se Cristo diz que é Deus, João 10.30[5],
e SENHOR, João 13.13, e se ele não é mentiroso nem louco então ele deve ser
mesmo Deus, e se ele é Deus, a Bíblia é a sua Palavra, e nunca será destruída,
Mateus 24.35, nem pode falhar, João 10.35.
Se Jesus fala a verdade, é verdade que a
Bíblia é a Palavra de Deus. Agora se você não acredita que Jesus é Deus, não
venha com essa baboseira de dizer que ele foi um grande mestre ou sábio ou
qualquer outra coisa. Ou você reconhece que ele é Deus, ou admiti que ele foi
um louco ou um grande mentiroso, e viva com as consequências de suas decisões!
Quem
tem coragem de morrer por uma mentira?
O profeta verdadeiro não podia ser
comprado. Como o profeta que foi tentado confessou: “Eu não poderia transpassar o
mandado do SENHOR, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande”
(Números 22.18). O que Deus falava, o profeta tinha que declarar, apesar das
consequências. Quem faria isso por uma mentira? Muitos profetas foram ameaçados
e até martirizados, mas nunca renunciaram à verdade. Jeremias foi colocado na
prisão por suas profecias inconvenientes (Jeremias 32.2; 37.15) e até ameaçado
de morte (Jeremias 26.8; 24). Outros foram mortos (Mateus 23.34-36; Hebreus
11.32-28). Pedro e os onze apóstolos assim como Paulo (Atos 28.16-22), foram
todos aprisionados, e a maioria foi posteriormente martirizada por seu
testemunho (2Timóteo 4.6-8; 2Pedro 1.14). Na verdade, ser “fiel até a morte”
era identidade da convicção cristã primitiva (Apocalipse 2.10).
Às vezes pessoas morrem por causas falsas
que acreditam ser verdadeiras, mas poucas morrem pelo que sabem ser falso. Mas
as testemunhas bíblicas, que estavam em posição de saber o que era verdadeiro,
morreram por proclamar que a sua mensagem veio de Deus. Isso é no mínimo
evidência prima facie[6]
de que a Bíblia é o que eles afirmaram ser; a Palavra de Deus.
A Bíblia foi escrita durante um período de
mais de 1.500 anos. Durante mais de 40 gerações, por mais de 40 autores,
envolvidos nas mais diferentes atividades, de todo tipo de classe social como;
reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, boiadeiros, estudiosos,
médicos, rabinos e generais. Escrita em diferentes lugares como desertos,
masmorra, palácio e prisão. Em três continentes: Ásia, África e Europa. Em três
idiomas: Hebraico: a língua
do Antigo Testamento. Aramaico:
a “língua franca” do Oriente Próximo até a época de Alexandre o Grande (século
VI a.C.- século IV a.C.). Grego:
a língua do Novo Testamento. Foi o idioma de uso internacional à época de
Cristo.
Agora pense! Uma coleção de livros que
foram escritos em um período de tempo tão grande, por um número tão grande de
pessoas, diferentes, em épocas diferentes, de língua, costumes e classe social
diferentes, no entanto traz um tema unificador, nos mostrando que existe uma
única mente por trás da autoria desse livro que é o Espírito Santo, 2Timóteo
3.16-17; 2Pedro 1.20-21.
De acordo com a história a arqueologia e
até a ciência, você pode pegar sua Bíblia e dizer que o que tem em suas mãos é
uma cópia altamente confiável do original, que nos veio das penas dos profetas
e dos apóstolos. Quem duvidar; pesquise, estude e mostre que não é assim ou
creia e se renda a Jesus e a sua salvação.
Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho
[1]
Apesar de conter muita verdade
científica nela, já que seu autor, Deus, foi quem criou a verdadeira ciência.
[2]
Koinh: é a forma feminina do adjetivo
grego
koinoj, que aqui é
usado no sentido de “comum”. O Novo Testamento não foi escrito em uma linguagem
espiritual, uma língua especial, nem no grego clássico,que era escrito as obras
mais importantes daquela época, mas foi escrito na língua comum que era a mais
falada e usada em toda aquela região! A língua do povão. Que Deus maravilhoso!
[3]
O povo até que anda com a
Bíblia debaixo do braço, mas não a lê. Alguns líderes já não usam mais a
Bíblia, mas, livros de auto-ajuda, dispositivos eletrônicos, promessas de uma
vida melhor, etc... . Não é exagero afirmar que, desde o tempo em que a
invenção da imprensa deu a Bíblia ao povo comum... nunca houve uma geração de
cristãos tão analfabetos, religiosamente falando, quanto a nossa.
[4]
Ninguém entende as Escrituras
de forma espiritual se Deus não lhes abrir o entendimento. Leia Lucas 24.45.
[5]
EU E O PAI SOMOS UM. O termo
grego que aqui é traduzido por “UM” é, en, que é neutro e significa: “uma só coisa”, não uma só
pessoa. Os dois (Jesus e o Pai) são iguais quanto à essência ou natureza, mas
não são pessoas idênticas. Os judeus entenderam que Jesus está, aqui, reivindicando
sua deidade. Por isso queriam apedrejá-lo, (v.31-33).
[6]
Prima facie; é uma expressão latina que significa “a primeira vista”.
Essa frase é muito utilizada em filosofia.
sábado, 20 de abril de 2013
Convite a loucura - 36
Convite à Loucura Nº36 A Verdadeira Comunhão Bíblica.
“Não
deixemos de congregar-nos, como é o costume de alguns, antes façamos
admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima[1].” Sempre que se fala
da importância da comunhão, os camaradas institucionais, citam esse versículo
de Hebreus; interpretado por eles como, “necessidade
vital de se juntar em um prédio com liderança clerical.”
Para os chefes
da religião, os construtores de templos, a única comunhão que Deus aceita como
verdadeira, é aquela que se faz debaixo dos seus domínios. Que lástima!
A Verdade.
Precisamos nos unir, juntando o nosso peso ao dos demais, a fim de
deixar uma boa impressão sobre esse mundo de trevas.
Não pense que somos contra, ou vivemos
sem, comunhão. Devemos sim nos reunir como Igreja. Mas, isto não implica que
deve ser em um serviço da “igreja” templo ou evento congregacional. Pode ser em
casa, numa lanchonete, em um jantar na casa de um amigo cristão. De fato, não
há versículo nas Escrituras que ligue os conceitos de adorar a Deus, a uma
“reunião da igreja”. Não podemos deixar de nos reunir, mas isso, não tem que
ser em uma instituição religiosa; debaixo de ordens de ninguém; ou tem?
A verdadeira comunhão bíblica é quando
pessoas de todas as idades, raças e classes sociais estão unidas em um mesmo
amor pelas Palavras do Evangelho. E não precisa ser muitas pessoas, Mateus
18.20.[2]
Geralmente nas reuniões das instituições o
que se vê é; muitas pessoas reunidas em um só lugar, mas com interesses
diversos.
Os interesses são muitos: É cantar
dando um show egocêntrico. É agradar o pastor. São filhos querendo agradar seus
pais. São pais tentando acostumar seus filhos numa vida que acham ser melhor
para eles. São jovens introvertidos tentando encontrar um namoro. É outros
jovens extrovertidos que não suportam o tédio de suas casas. São pessoas
pressionadas a não perderem o status que possam ter na instituição que
frequentam. É tudo que se possa imaginar, menos a verdadeira comunhão em torno das palavras do Evangelho.
Só
Podemos Fazer parte de uma Igreja
Peço a todos que usem de inteligência.
Esqueça um pouco as tradições que colocaram em sua cabeça e pensem!
Só existe uma Igreja. Denominações existem
muitas. Cristo só tem uma noiva e um corpo que é a sua Igreja. A Igreja[3]
é o corpo de Cristo, Colossenses 1.18; 24. A Bíblia não lhe orienta ser de
nenhuma denominação. De qual Paulo fazia parte? Ou qualquer outro apóstolo? Não
faço parte de nenhuma denominação, mas faço parte da Igreja de Cristo.
Igreja
é composta por todo aquele que crer no Senhor Jesus, João 1.12.
Em, 1Coríntios 12.12, podemos ver que o
corpo é um. Nesse texto Paulo usou o corpo humano como uma analogia para falar
de unidade da Igreja em Cristo. A Igreja é uma, mas, os membros são muitos.
Apesar de haver vários membros há apenas um corpo.
1Coríntios 12.27; juntos, todos os irmãos,
formam o corpo de Cristo. E individualmente cada um é apenas um membro.
Precisamos
da Igreja, precisamos congregar, precisamos da comunhão com outros irmãos, o
que não precisamos é de uma denominação, de uma instituição religiosa com suas
mentiras, hipocrisias, autoritarismos e rejeição de todo aquele que não se
submeter às suas ordens.
Hebreus 10.25a. “Não deixemos de congregar-nos,
como é costume de alguns;...”
Não precisamos de uma denominação para
cumprir esse conselho; os primeiros cristãos não tinham denominações e
certamente cumpriam bem mais esse conselho do que nós.
E
O Templo?
Para a Igreja não existe um templo, nem é
necessário um lugar específico para adorar a Deus. Templo é algo da antiga
aliança. Em João 4.21-24, fala de uma mulher que queria saber onde se deveria
adorar a Deus: se no monte onde Jacó adorou ou em Jerusalém. Jesus respondeu a
ela: “Mulher,
podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém[4]
adorareis o Pai. (...) Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros
adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai
procura para seus adoradores[5].” Essas
palavras de Jesus são para serem levadas a sério!
Podemos nos reunir para adorar em qualquer
lugar, mas, este local nada tem de especial, não é um lugar sagrado, e não
precisamos ter um vínculo com ele, nosso vínculo tem que ser com os membros do
corpo de Cristo, não com um lugar físico.
O denominacionalismo[6]
não glorifica a Deus, pois ele divide o corpo de Cristo em várias denominações.
Só que não existe divisão no corpo de Cristo. 1Coríntios 12.25; João 10.16.
Não existe divisão, não existe mais de uma
verdadeira Igreja, só existe uma Igreja!
E
a verdadeira comunhão dessa Igreja é em torno das palavras do Evangelho. A
pergunta agora é...
O
Que é o Evangelho?
Quem vive no espírito institucional acha
que evangelho é o que se ouve dentro dos círculos do templo, que ser evangélico
nada mais é do que participar de todos os programas da instituição.
Mas na verdade, o que é o Evangelho?
Evangelho é o fato real de que todo aquele que crê em Jesus, por meio de Jesus,
alcança Graça em plenitude absoluta total; graça que nos justifica, nos salva,
nos santifica e nos unge! Graça que, não só nos torna aceitáveis diante de
Deus, mas que também nos capacita, nos fortalece, nos condiciona na justiça,
nos educa na verdade para que possamos andar conforme o Evangelho. Mas o que é o Evangelho?
1.
Evangelho
é a certeza de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo,
não imputando aos homens as suas transgressões.2Coríntios 5.19.
2.
Evangelho
é o fato de que nós o amamos, quem quer que de nós o ame, porque ele nos amou
primeiro, Romanos 5.8; 1João 4.19.
3.
Evangelho
é a certeza de que não há negócios nem trocas a fazer com Deus. E que está tudo
consumado e pago. Que o grito definitivo de “está consumado”, (grego: tetelestai[7] ), (está
pago) de Jesus, na cruz, cancelou todas as coisas, todas as culpas, todas as
dívidas, João 19.30.
4.
Evangelho
é a maravilhosa notícia de que está tudo feito, porque se Deus não tivesse
feito em nosso lugar, não haveria nada que pudéssemos fazer que realizasse
qualquer coisa em nosso favor.
5.
Evangelho
é a certeza de que o escrito de dívida da lei de Moisés, lei moral, cerimonial
de qualquer outra natureza, foi cancelado inteiramente e cravado na cruz. E com
esse ato, Jesus, derrotou os principados e potestades do seu poder, triunfando
sobre eles na cruz, Colossenses 2.13-15.
O Evangelho não é um conjunto de regras,
como se ensina por aí. Se tivéssemos que reduzir o Evangelho em uma só coisa; o
Evangelho é amor à Deus e ao próximo, e é tratar o próximo como agente quer que
o próximo nos trate; com amor com graça com misericórdia. É isso! Mateus
22.37-40; Romanos 13.8-10; Gálatas 5.14; Tiago 1.26-27; 2.8.
O
Protestantismo.
O protestantismo está sobre juízo, e
esse movimento que agente chama de evangélico, tem tudo, menos o Evangelho. O
que se anuncia ali é o anti-evangelho, é pura macumba, o deus que está
instaurado é mamom, o altar é aquele ao qual agente só se ajoelha com
expectativa de receber alguma coisa, se puser grana, se participarmos das
campanhas, todas elas baseadas no Velho Testamento; aí tem que ser baseado em
Gideão em Sansão em Jefté nos juízes, na pancadaria na maldição; porque no
espírito do Novo Testamento eles, os falsos mestres, sabem que não dá pra
sobreviver com isso que eles chamam de “igreja”. O diabo conseguiu fazer as pessoas
procurarem o cristianismo não em busca da justificação, mas em busca de algum
proveito secular. Porque grande número de igrejas se apóia na atividade
carismática, fazendo ou prometendo milagres instantâneos ou a curto prazo,
bastando a fé em Jesus Cristo e o pagamento do dízimo.
Conclusão.
Existem aqueles que
ainda se perguntam: “Como podemos ter
comunhão sem um ajuntamento institucional?” Meu camarada, onde menos se vê
comunhão, é em uma instituição religiosa tida como igreja.
Veremos comunhão verdadeira e bíblica
quando cada casa vier a ser uma Igreja, Atos 2.46; 8.3; 20.20;; Romanos 16.5;
1Coríntios 16.19; Colossenses 4.15; Filemom
1.2; 2João 10, cada indivíduo se vendo como Igreja, cada dois ou três reunidos
em nome de Jesus, sendo ali um lugar onde ele está e sendo um ajuntamento
Igreja; cada família se abrindo pra se transformar em um lugar desses, de
graça, de amor, de inclusão, de leitura de Palavra, de compreensão do
Evangelho, de maturidade, de estímulo uns aos outros para que cresçam na graça
e no amor de Deus. Quando isto
acontecer, nós vamos ver uma outra revolução daquilo que Jesus chamou de Igreja
acontecendo no planeta. Aí sim; experimentaremos a verdadeira comunhão bíblica
em nosso meio! Mas receio que isso seja uma impossibilidade tendo em
consideração “aquele dia” que se aproxima. Que Deus abençoe a todos!
Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho
[2]
“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em
meu nome, ali estou no meio deles”. Aqui, Cristo prometeu estar presente no meio de um rebanho
ainda menor ( as duas ou três testemunhas reunidas em seu nome com propósitos
de disciplina). Se em questão de disciplina, dois ou três, bastava para que
Cristo estivesse em seu meio. Assim também é na adoração.
[3]
Quando falo em “Igreja” com I
maiúsculo, é o que Jesus e o Novo Testamento definem como Igreja; ou seja, o encontro com Deus e uns com os outros em torno
do nome de Jesus e em acordo de fé com o Evangelho. Quando falo “igreja” com i
menúsculo, me refiro a representação histórico-institucional do fenômeno
histórico, social, econômico, político e culturalmente autodefinido como
“igreja”. Aquela que tem uma hierarquia, sigla, geografia-fixa e membros
sócios!
[4]
Nem neste monte, nem em Jerusalém. Não precisamos debater onde devemos
adorar; pois lugar nenhum tem alguma função nas vidas de quem adora
verdadeiramente a Deus. Com a vinda de Cristo, as diferenças que haviam entre
verdadeiros e falsos adoradores baseados em localizações geográficas desapareceram.
[5]
Os verdadeiros adoradores são
todos aqueles que adoram a Deus de coração por meio do Filho em qualquer lugar
(Filipenses 3.3).
[6]
Denominacionalismo é aquele
espírito que confina, encerra, enclausura as pessoas em um prédio designado por
uma nomenclatura tal como: “igreja fulana de tal, etc...” Veja que esse tipo de
partidarismo já existia no tempo de
Paulo 1Coríntios 1.12-13, a nada nem a ninguém, nem mesmo a um apóstolo,
como esse texto mostra, deve ser dada a fidelidade que pertence somente ao
Senhor. Nem Cristo, nem seu corpo - a Igreja – está dividido.
[7]
Esse termo tetelestai é o
perfeito indicativo passivo de telew, que
significa: terminar, completar, concluir, pagar (uma conta), realizar. Tetelestai indica que
essa ação, de consumação, foi concluída no passado, mas que tem resultados
continuados. Foi pago para sempre. Este verbo carrega a ideia de cumprir a
tarefa e, em contextos religiosos, expressa a ideia de cumprir obrigações
religiosas. Toda
a obra da redenção fora completada. Essa palavra tetelestai, foi encontrada
em papiros, sendo colocada em recibos de impostos, significando “totalmente
pago”.
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