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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Convite à loucura - 37


Convite à Loucura Nº37, A Bíblia Sagrada.
     O mundo moderno tem rejeitado cada vez mais os valores cristãos. Para muitos, a Bíblia é apenas  um livro de valor histórico. Alguns dizem que acreditam na Bíblia, mas não em tudo, algumas coisas não dá pra acreditar, para essas pessoas. Outras dizem que a Bíblia é somente um livro humano, já que é escrito por homens.
     Mas para o cristão verdadeiro a Bíblia é a Palavra de Deus. Sua mensagem inconfundível tem abençoado e transformado bilhões de seres humanos ao longo dos anos. Suas profecias têm se cumprido fielmente. Suas verdades mudaram nações e sua influência é crescente em vários setores da sociedade. Se você crê somente no que gosta da Bíblia e rejeita o que não gosta, não é na Bíblia que você crê, mas em você mesmo. Se a Bíblia fosse somente um livro humano, não exporia todo o mal da humanidade e a necessidade de um arrependimento por parte de todos nós. Se a Bíblia fosse somente um livro humano, seria então um livro de auto-ajuda, dizendo que o homem é perfeito e que poderia fazer tudo somente com suas próprias forças. O único motivo por que tantos estão contra a Bíblia é porque sabem que a Bíblia está contra eles.  A leitura deste folheto renovará em nosso coração o desejo ardente de proclamar as verdades eternas do Livro Santo.

Qual o Tema Central da Bíblia?
      Escolhemos um livro e o lemos tendo em vista o propósito do autor. De quê se trata? É um livro de ciência ou de história ou um romance para entreter? É uma obra de prosa ou poesia ou uma controvérsia? Antes de comprarmos um livro passamos algum tempo analisando essas informações. É, ou não é?
      Então por que muitas pessoas leem a Bíblia sem ter o mínimo de compreensão do propósito geral do livro? A maioria nem se preocupam em saber do quê trata o tema central da Bíblia.
Um Livro de Salvação!
      A Bíblia não é um livro, mas, uma biblioteca de 66 livros. Ela foi escrita por autores diferentes em épocas diferentes em ocasiões diferentes e com assuntos diferentes, mas, com um único autor com um único tema unificador. 2Pedro 1.20-21.
     2Timóteo 3. Paulo escrevendo a Timóteo diz que nos últimos dias surgirão homens maus; são mestres (v.1-2) na própria igreja que irão enganar e conquistar aqueles que não são igreja (v.6-7); Paulo continua dizendo que nem ele, nem Timóteo, nem nenhum crente verdadeiro deve ser como estes (v.10; 12-13), já que os verdadeiros crentes estão bem enraizados na Palavra de Deus, como os judeus que tinham como costume comum de obrigarem os pais a darem início ao treinamento sério de seus filhos, nas Escrituras, já desde o quinto ano de idade (v.14-17). Essas sagradas letras do (v.15), era o Velho Testamento e elas podiam, e podem, fazer qualquer um sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus.
     O propósito supremo da Bíblia. Paulo escreve à Timóteo, é instruir seus leitores “para a salvação”.

     Primeiro, o propósito da Bíblia não é científico.[1]
     Falamos de ciência e não de “teorias científicas”. Ciência é um corpo de conhecimento adquirido pela observação, experimentação e indução. O propósito de Deus na Escritura, entretanto, foi revelar verdades que não podem ser descobertas por esse método científico. O método de Deus revelar suas verdades é chamado pelos cientistas de “método empírico”. Cremos pela fé Hebreus 11.1, que é acreditar em algo sem prova concreta, 1Coríntios 2.9-11, mas não sem razão.
    Em segundo lugar, o propósito da Bíblia não é literário.
    O Novo Testamento foi em grande parte escrito em grego koinh[2], (koinê) a linguagem cotidiana do mercado e do trabalho, e muito dele carece de refinamento literário, até mesmo exatidão gramatical. O propósito da Bíblia está em sua mensagem, não em seu estilo.
   Em terceiro lugar, o propósito da Bíblia não é filosófico.
   É verdade que a Escritura contém sabedoria profunda, na verdade, a sabedoria de Deus. A Bíblia é um livro mais prático do que teórico. Está mais interessada em nos dizer como suportar os sofrimentos e vencer o mal do que em filosofar sobre sua origem e propósito.
    A Bíblia não é, portanto, basicamente um livro de ciência, nem de literatura, nem de filosofia, mas de salvação.
   
    A sujeira oculta em nosso coração somente será exposta mediante a exposição da Palavra de Deus. Satanás tem sido muito eficiente na sua estratégia de silenciar a Bíblia Sagrada, que é o instrumento necessário para levar os homens até Cristo e sua salvação[3].
    Quem não compreende a Bíblia, a Palavra de Deus, Jesus! Nunca poderá compreender, pois não podem ouvir sua Palavra. Assim, quanto mais se explica “em verdade, em verdade” menos se é entendido. Pois é impossível compreender a linguagem de Deus sem crer na Palavra dele.
   Assim, ele pergunta e responde: “Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha Palavra”. João 8.43.
   Ninguém jamais entenderá nada do Evangelho a menos que creia na Palavra de Jesus, em razão de poder ouvi-la, dando sempre razão a Deus[4].
Jesus; Apenas um Mestre, ou Deus?
     A autoridade de Jesus confirma a autoridade da Bíblia. Se ele é o Filho de Deus, então a Bíblia é a Palavra de Deus. Na verdade, se Jesus fosse somente um profeta ou um mestre, como algumas pessoas crêem, então ele seria um louco ou o maior mentiroso de todos os tempos. Sim, essas palavras são duras, mas são verdadeiras!
     Ora! Se Cristo diz que é Deus, João 10.30[5], e SENHOR, João 13.13, e se ele não é mentiroso nem louco então ele deve ser mesmo Deus, e se ele é Deus, a Bíblia é a sua Palavra, e nunca será destruída, Mateus 24.35, nem pode falhar, João 10.35.
     Se Jesus fala a verdade, é verdade que a Bíblia é a Palavra de Deus. Agora se você não acredita que Jesus é Deus, não venha com essa baboseira de dizer que ele foi um grande mestre ou sábio ou qualquer outra coisa. Ou você reconhece que ele é Deus, ou admiti que ele foi um louco ou um grande mentiroso, e viva com as consequências de suas decisões!
Quem tem coragem de morrer por uma mentira?
     O profeta verdadeiro não podia ser comprado. Como o profeta que foi tentado confessou: “Eu não poderia transpassar o mandado do SENHOR, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande” (Números 22.18). O que Deus falava, o profeta tinha que declarar, apesar das consequências. Quem faria isso por uma mentira? Muitos profetas foram ameaçados e até martirizados, mas nunca renunciaram à verdade. Jeremias foi colocado na prisão por suas profecias inconvenientes (Jeremias 32.2; 37.15) e até ameaçado de morte (Jeremias 26.8; 24). Outros foram mortos (Mateus 23.34-36; Hebreus 11.32-28). Pedro e os onze apóstolos assim como Paulo (Atos 28.16-22), foram todos aprisionados, e a maioria foi posteriormente martirizada por seu testemunho (2Timóteo 4.6-8; 2Pedro 1.14). Na verdade, ser “fiel até a morte” era identidade da convicção cristã primitiva (Apocalipse 2.10).
    Às vezes pessoas morrem por causas falsas que acreditam ser verdadeiras, mas poucas morrem pelo que sabem ser falso. Mas as testemunhas bíblicas, que estavam em posição de saber o que era verdadeiro, morreram por proclamar que a sua mensagem veio de Deus. Isso é no mínimo evidência prima facie[6] de que a Bíblia é o que eles afirmaram ser; a Palavra de Deus.

    A Bíblia foi escrita durante um período de mais de 1.500 anos. Durante mais de 40 gerações, por mais de 40 autores, envolvidos nas mais diferentes atividades, de todo tipo de classe social como; reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, boiadeiros, estudiosos, médicos, rabinos e generais. Escrita em diferentes lugares como desertos, masmorra, palácio e prisão. Em três continentes: Ásia, África e Europa. Em três idiomas: Hebraico: a língua do Antigo Testamento. Aramaico: a “língua franca” do Oriente Próximo até a época de Alexandre o Grande (século VI a.C.- século IV a.C.). Grego: a língua do Novo Testamento. Foi o idioma de uso internacional à época de Cristo.

      Agora pense! Uma coleção de livros que foram escritos em um período de tempo tão grande, por um número tão grande de pessoas, diferentes, em épocas diferentes, de língua, costumes e classe social diferentes, no entanto traz um tema unificador, nos mostrando que existe uma única mente por trás da autoria desse livro que é o Espírito Santo, 2Timóteo 3.16-17; 2Pedro 1.20-21.

       De acordo com a história a arqueologia e até a ciência, você pode pegar sua Bíblia e dizer que o que tem em suas mãos é uma cópia altamente confiável do original, que nos veio das penas dos profetas e dos apóstolos. Quem duvidar; pesquise, estude e mostre que não é assim ou creia e se renda a Jesus e a sua salvação.

       Em Cristo
       Francisco Rodrigues Filho




[1] Apesar de conter muita verdade científica nela, já que seu autor, Deus, foi quem criou a verdadeira ciência.
[2] Koinh: é a forma feminina do adjetivo grego koinoj, que aqui é usado no sentido de “comum”. O Novo Testamento não foi escrito em uma linguagem espiritual, uma língua especial, nem no grego clássico,que era escrito as obras mais importantes daquela época, mas foi escrito na língua comum que era a mais falada e usada em toda aquela região! A língua do povão. Que Deus maravilhoso!
[3] O povo até que anda com a Bíblia debaixo do braço, mas não a lê. Alguns líderes já não usam mais a Bíblia, mas, livros de auto-ajuda, dispositivos eletrônicos, promessas de uma vida melhor, etc... . Não é exagero afirmar que, desde o tempo em que a invenção da imprensa deu a Bíblia ao povo comum... nunca houve uma geração de cristãos tão analfabetos, religiosamente falando, quanto a nossa.
[4] Ninguém entende as Escrituras de forma espiritual se Deus não lhes abrir o entendimento. Leia Lucas 24.45.
[5] EU E O PAI SOMOS UM. O termo grego que aqui é traduzido por “UM” é, en, que é neutro e significa: “uma só coisa”, não uma só pessoa. Os dois (Jesus e o Pai) são iguais quanto à essência ou natureza, mas não são pessoas idênticas. Os judeus entenderam que Jesus está, aqui, reivindicando sua deidade. Por isso queriam apedrejá-lo, (v.31-33).
[6] Prima facie; é uma expressão latina que significa “a primeira vista”. Essa frase é muito utilizada em filosofia.


sábado, 13 de outubro de 2012

Convite à loucura - 30


Convite à Loucura Nº30 Função da Lei de Deus para o Cristão      
       No folheto Nº 20  escrevi,  e dei provas bíblicas  que o cristãos não precisa guardar o sábado, nem a lei do Velho Testamento afim de alcançar a salvação. Se quiserem obedecer à lei ao pé da letra que o façam, mas, não use isto como requisito para a salvação de suas almas, pois só através de Cristo é que podemos alcançá-la.
A Função da Lei.
      Pense na mulher pega em adultério (João 1-11). Ela havia violado o sétimo mandamento. A lei exigia seu sangue. Estava prestes a ser apedrejada. Essa é uma das funções da Lei: condenar!
     Você pode dizer: “Não podemos sair por aí condenando as pessoas.”
     É verdade! Nem precisamos! Elas já estão condenadas (João 3.18).
     Tudo o que a Lei faz é mostrar a própria pessoa quem ela realmente é.
     Quando você espana sua casa, depois você abre as janelas e vê o pó flutuando pelo ar, acaso foi a luz que criou o pó? Não! ...apenas expôs o pó. Quando a luz de Deus entra em nossa vida e ilumina nosso coração pecaminoso, a pessoa se vê de verdade, (Romanos 7.7-20). Resumindo esse texto; foi a Lei que mostrou o pecado de Paulo na sua verdadeira forma. Se alguém não conhece a Lei de Deus, não vai enxergar seu pecado como sendo extremamente pecaminoso e seu coração não vai estar preparado para o Evangelho da Graça.
Usando a Lei para Evangelizar!
      Quando você mostrar a um pecador que ele está longe de obedecer aos Dez Mandamentos. Ele vai reconhecer que realmente está longe de Deus e vai sentir necessidade da salvação de Cristo.
     Quem nunca adulterou? Alguém pode dizer: “Eu nunca fiz isso!” (Êxodo 20.14). Tem certeza? Veja que Jesus deixou esse mandamento ainda mais implacável, Mateus 5.27. Quem nunca roubou nada? Mesmo que seja algo insignificante? (Êxodo 20.15; Levítico 19.11; 13). Quem nunca mentiu? (Êxodo 20.16; Provérbios 19.5; 9). E quem nunca matou? (Êxodo 20.13). Agora sim, alguém pode dizer: “Eu nunca matei ninguém!” Mas quando alguém odeia seu próximo já é culpado de homicídio, Mateus 5.21-22; 1João 3.15.
     Muito bem, de acordo com a Bíblia os mentirosos, ladrões, adúlteros, assassinos e todos aqueles que violam os Mandamentos de Deus, irão para o inferno. Que é o mesmo que o lago de fogo e enxofre, Apocalipse 20.10; 14-15; mesmo que você seja uma pessoa boa e cumpra quase todos os mandamentos, nada disso vai adianta, eles têm que serem cumpridos na íntegra, Tiago 2.10-11.
A Lei cala a boca da Auto-justificação!
      A Lei de Deus está gravada no coração de todo homem, Romanos 2.12-16, e isto é justamente para que toda boca esteja calada diante de Deus. A rigorosidade da Lei é justamente para demonstrar que ninguém conseguirá obedecê-la inteiramente. Aqueles que dizem: “Eu sou pecador, mas têm gente pior do que eu!” ou “Deus conhece meu coração e sabe que eu sou uma pessoa boa.” Ainda têm aqueles que tentam se justificar dizendo: “Eu sou bom, procuro sempre fazer o bem!” Então, esse é o tipo de justificação que Deus não aceita e usa sua Lei para calar toda boca, para que todo o mundo seja culpável perante ele. (Romanos 3.19). E quando o homem reconhecer que é culpado e miserável, e que a perdição o espera, então a ele é revelado o Cristo, o Salvador que cumpriu toda a Lei de Deus, morreu na cruz, ressuscitou e está a direita do Todo Poderoso para nos justificar; Lucas 5.31-32; Romanos 5.6-21; 7.7-25; especialmente o versículo 20; e Efésios 2.4-8.
     Romanos 3.20, veja que esse versículo é claro; ninguém será justificado pelas obras da Lei. A Lei serve para trazer a tona o conhecimento do pecado. Gálatas 3.24, diz que a Lei nos serviu como um escravo que levava as crianças para a escola, assim a Lei serviu pra nos levar a Cristo e sua salvação! Já expliquei sobre esse termo grego no folheto Nº23.
     A Bíblia é clara quando diz que a Lei não justifica ninguém; Atos 13.39; Romanos 3.20; Gálatas 2.16; 3.10-11; 24.

Qual é a Finalidade da Lei, finalmente?
     A Lei mostra-nos o quanto é impossível obedecê-la totalmente, e assim nos leva a entender que precisamos urgentemente de ajuda (Gálatas 3.24) e essa necessidade de ajuda nos leva a Cristo, Romanos 3.28; 10.4.
    Esses que procuram ser justificados pela Lei separaram-se de Cristo; caíram de Graça; Leia Gálatas 5.4, e,  por isso está obrigado a guardar toda a Lei, Tiago 2.10. Nós os verdadeiros cristãos, fazemos parte da nova aliança Hebreus 8.6-13.
Mateus 5.17
      Uma pobre irmã alienada que guarda o sábado, mandou-nos esse texto com a vã esperança de nos calar. Se até os pobres teólogos da sua instituição ficaram doentes com o Convite à Loucura, quanto mais essa pobre alucinada que, segundo me disseram, nem a Bíblia lê! Pelo amor de Deus!
     Vou explicar melhor esse assunto! Os sabatistas (que guardam o sábado) citam esse texto na tentativa de provar, pela própria Bíblia, que Jesus não veio anular a Lei que, neste caso, conforme interpretam, refere-se aos Dez Mandamentos, nos quais se baseiam para ensinar que o sábado deve ser observado.
     Nesse texto Jesus não diz que cada letra da Lei permanecerá até que o céu e a terra passem, mas “até que tudo seja cumprido!” E em Lucas 16.16 diz que “a lei e os profetas duraram até João...” Ora, tanto um texto quanto o outro dão conta da transitoriedade da Lei. Ela passará depois do seu integral cumprimento. Visto que Jesus veio cumpri-la, e ele não falhou, a Lei já passou.
     Jesus não faz referência a uma duração perpétua da Lei, mas ao seu completo cumprimento (Lucas 24.44; Atos 13.29; Romanos 10.4). Quando Cristo morreu na cruz ele cumpriu o plano de redenção da humanidade. (João 19.30).

Lucas 16.16-17
     O ministério de João Batista marcou o ponto de mudança da história da redenção. Antes disso as grandes verdades de Cristo e seu reino estavam veladas nos tipos e sombras da Lei, bem como prometidas nos escritos dos profetas 1Pedro 1.10-12.
      Tanto aqui como em Mateus 5.17-18, mostra-nos que os grandes princípios morais da Lei, as verdades eternas contidas nos tipos e símbolos da Lei, bem como as promessas registradas pelos profetas, todos mantêm a sua força e não são anuladas pela mensagem do reino.
O que não se pode fazer é pegar a Lei ao pé da letra, como fazem esses alienados sabatistas; ou achar que a guarda da Lei está ligado a salvação eterna. Devemos sim, procurar guardar os princípios de toda a Lei em gratidão ao que Deus em Cristo fez por nós e não para barganhar com o Senhor e sua salvação pela Graça somente Efésios 2.8-9.
      Voltando a Mateus 5.17-18, e a questão da sabatista alienada; se eles acham que Jesus, nesse texto, se refere a duração perpétua da Lei, ao pé da letra, como eles ensinam, então temos que guardar todo aquele sistema de leis do Velho Testamento. Tudo mesmo, pois Jesus estava se referindo a “todo o sistema de leis do Velho Testamento,” e não somente o decálogo (Dez Mandamentos). Veja o v.38, que está em Levítico 24.20. Veja o v.43, que está em Levítico 19.18. Eles guardam todo o sistema de leis do Velho Testamento?      
      Voltando ao início do folheto; da mulher pega em adultério. A Lei exigia seu sangue. Estava prestes a ser apedrejada. Jesus o Senhor da Graça, longe de ser legalista, agracia aquela mulher com o perdão de seus pecados, João 8.11.
      Com toda certeza Jesus, apesar de ter guardado e cumprido a Lei, não era um sabatista!     
      “...temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.” Gálatas 2.16b.
      Um recado para os sabatistas! Creiam em Cristo e deixam a lei para os Judeus legalistas!

      Em Cristo
      Francisco Rodrigues Filho



sábado, 18 de agosto de 2012

Convite à Loucura Nº 26


Convite à Loucura Nº 26 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 2)
                 
       Esforcei-me o quanto pude, no folheto anterior, para mostra-lhes que no Livro de Atos está presente o verdadeiro dom de Línguas, que era os homens de Deus falando e pregando sua palavra em qualquer idioma sem precisar serem poliglotas. O Espírito Santo de Deus os capacitava de maneira inigualável a se expressarem em uma língua que eles não dominavam. Mostrei também o quanto é diferente aquele dom maravilhoso do que se vê hoje nos templos por aí!
        Vamos agora estudar 1 e 2 Coríntios. Pois, como disse Paulo: “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.” 1Coríntios 12.1.
Contexto histórico.
        Coríntios era uma cidade portuária muito importante da Grécia. Uma cidade extremamente devassa, que tinha um templo de Afrodite em cima de uma montanha; onde cultuavam falsos deuses com sexo intensamente devasso. Afrodite, no panteão grego, era a deusa do amor. Cerca de mil sacerdotisas, as quais eram prostitutas “religiosas”, viviam e trabalhavam lá e desciam para a cidade à noite a fim de oferecer seus serviços aos homens da cidade e aos visitantes estrangeiros. Mesmo pelos padrões pagãos de sua própria cultura, Corinto tornou-se tão corrupta moralmente que o seu próprio nome virou sinônimo de depravação: “corintianizar” representava imoralidade flagrante e libertinagem acompanhada de embriaguez. De acordo com estudiosos, Corinto era uma cidade de marinheiros de gente de várias culturas, viajantes que quando passavam por ali queriam dar uma de playboys da era antiga. Bacanal, orgias, devaneios sexuais; tudo isso ligado ao paganismo religioso.
       1Coríntios 12. 1-14.40. Essa seção concentra-se nos dons espirituais na igreja
A situação da falsa religião em Corinto provocava manifestações espirituais forjadas que tinham que ser confrontadas. O principal objetivo desta epístola (carta) é a correção do comportamento.
                                                       A Lista de Dons                         
       Paulo não escreveu essa lista de dons para dizer que todos os crentes em todas as épocas fariam, ou teriam esses dons maravilhosos. Qual era, então, a finalidade de Paulo? Era justamente repreender os Coríntios por enfatizar alguns dons e desprezar outros (v.14-20). Eles também estavam desprezando aqueles irmãozinhos que tinham outros dons, mas não eram espetaculares (v.21-26).

        Por meio da ilustração que Paulo faz de como cada parte do corpo humano é essencial para o funcionamento do todo. Alguns membros egoístas estavam descontentes com seus dons, almejando dons que não haviam recebido (v.11). Paulo ressalta que os dons não devem ser buscados, mas recebidos do Espírito “como lhe apraz”. É somente ele quem “opera” ou estimula, (v.6), todos os dons do modo como ele mesmo decide. Por isso é idiotice ficar buscando dons. Almejar um dom por razões egoístas é errado, já que eles foram soberanamente concedidos por Deus como lhe aprouve (v. 7; 11; 18; 28).

        As línguas que vimos em Atos, era o verdadeiro dom de línguas; já o que veremos aqui na carta aos coríntios e o que vemos nos templos, hoje, são línguas fajutas ou manifestações de êxtase causado pela emoção com uma “ajudazinha” dos demônios.

         É justamente isso que me proponho a mostrar, na Bíblia, daqui pra frente.
Os dons espirituais são capacitações divinas para o serviço (ministério) que o Espírito Santo dá em certa medida a todos os cristãos e devem estar totalmente sob o seu controle, bem como ser usados para a edificação de todos que fazem parte da Igreja para a glória de Cristo.

         O que estava acontecendo em Corinto era que a falsa religião estava provocando manifestações espirituais forjadas, e como já disse, tinham que ser confrontadas. Paulo ensinou que os verdadeiros dons devem ser diferenciados das experiências místicas denominadas “êxtase” que na realidade era comunhão sobrenatural e sensual com uma divindade e também “entusiasmo”, que eram adivinhações, sonhos, revelações e visões. Tudo isso era encontrado nas religiões pagãs de Corinto. Leia 1Coríntios 12. 1-11.
       É por isso e muito mais que não devemos estabelecer como regra de interpretação e nem como modelo de comportamento religioso, as crenças e o comportamento dos crentes de Corinto. A Bíblia nos diz que a igreja de Corinto tinha todo tipo de pecado, de irmãos que se embriagavam na celebração da ceia (1Coríntios 11.21), a irmãos que estavam tendo relações sexuais com a madrasta (1Coríntios 5.1).

        Diante disso nos questionamos; “Devemos imitar os coríntios?” É o que os faladores de línguas estranhas estão fazendo. ESSE FALAR EM LÍNGUAS QUE ESTAVA ACONTECENDO EM CORINTO NÃO É A MESMA DE ATOS. NO MÍNIMO É A MESMA QUE FALAM HOJE, NOS TEMPLOS, PENTECOSTAIS E NEO-PENTECOSTAIS.
        A igreja de Corinto que se tornou célebre na deturpação das práticas do cristianismo, foi a primeira a lançar a confusão que ainda hoje perdura.
       Essa língua falada em Corinto é totalmente diferente da de Atos. Aqui, essas línguas não passa de algaravias, ou seja; linguagem pouco inteligível. É uma língua extática, onde a pessoa se fala num estado de êxtase, fora de si. Ou era uma linguagem fraudulenta que nada tem a ver com o verdadeiro dom de língua de Atos. A Bíblia não apresenta nenhuma ocorrência de qualquer cristão falando a Deus em nenhuma outra língua a não ser na língua comum dos seres humanos.
1Coríntios 12
       Outra  prova Bíblica de que o batismo com o Espírito Santo, não tem nada a ver com o falar em outras línguas, é o capítulo 12 de 1 Coríntios.
      Veja 1Coríntios 12. 29-30, e observe essas sete perguntas que Paulo faz. Ele usou, no grego uma partícula interrogativa quando se espera uma resposta negativa; grego: “mi.”Exemplo; a primeira pergunta: “Porventura, são todos apóstolos?” grego: “mi pántes apóstoloi;”. Também podia se traduzir por: “Acaso, são todos apóstolos?”. Cada uma dessas sete perguntas retóricas esperava-se um “não” como resposta. Ou seja; os irmãos de Corinto tinham dons, mas, não eram todos apóstolos, nem todos eram profetas, nem mestres. Não eram todos que operavam milagres. Também não eram todos que curavam. Não falavam todos em línguas. Entendeu?
      Não eram todos os irmãos que falavam em línguas!
       Você pode me perguntar: “O que isso tem a ver?” Explico agora! Nem todos os irmãos de Corinto falavam em línguas. Contudo todos eles foram batizados com o Espírito Santo; leia 1Coríntios 12.13.
       Isso deixa claro que o batismo com o Espírito Santo, não tem nada a ver com o falar em outras línguas. Nem todos falavam em línguas, contudo, foram todos batizados com o Espírito Santo.
    Os que defendem as línguas estranhas pregam que; sempre que se é batizado com o Espírito Santo, o que prova esse acontecimento é a manifestação de se falar essas línguas estranhas. Ou seja todos que forem batizados no Espírito têm que falarem línguas estranhas. 1Coríntios 12.13, Esse texto da Bíblia descarta essa idéia. Alguns irmãos em Corinto não falavam em línguas, apesar de terem sido batizados com o Espírito Santo.      
       O fenômeno de línguas estranhas na igreja de Corinto, é de natureza diferente da de Atos. Aqui se trata de fala extática, ou seja; pessoas em êxtase, emitindo oralmente sons inarticulados, que não formam idiomas, ou pessoas imaturas querendo exibir-se e vangloriar-se de um dom que nunca receberam de verdade como se vê nas igrejas hoje em dia, ao contrário das línguas faladas no livro de Atos.

Em Cristo

Francisco Rodrigues Filho

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O Púlpito e o Sermão.



Convite à Loucura Nº 13  O Púlpito e o Sermão.

     Jesus e os discípulos pregavam  por todas as cidades e lugares, Mateus 11.1; Marcos 16.20, nas sinagogas Atos 9.20, desertos, Mateus 3.1; de aldeia em aldeia, Lucas 8.1. Pregavam a verdade sagrada de Deus e nada se fala sobre o púlpito ou o modo como se prega hoje em dia. Por que estou dizendo isso? É porque hoje nas igrejas o púlpito é considerado uma coisa sagrada, quem ali vai, torna-se um super crente, muda até de voz! Fala o que bem quer e ninguém pode interrompê-lo, nem questiona-lo.       Outro erro é que pra eles, o sermão é a única maneira de alguém se edificar. Tudo isso não passa de falácia, de engano!

De onde veio a ideia do Púlpito ser Sagrado?

       Na época da igreja primitiva ninguém usava púlpito, nem pra segurar as bíblias. As escrituras naquela época eram rolos de papiros contendo livros do “Antigo Testamento” e pergaminhos que eram folhas em velino de pele de animais tratadas, extremamente caras.

        Quatrocentos anos depois de Cristo, a taça e o pão (elementos da ceia) eram vistos como objetos que intimidavam, causavam medo e mistério. Por considerarem esses elementos sagrados e de mistérios, algumas igrejas colocaram uma armação ornamental, um dossel sobre a mesa do altar onde ficavam os elementos da ceia.

      No século XVI, mil e seiscentos anos depois de Cristo, colocaram grades sobre a mesa do altar. Essa é a mesa onde a sagrada comunhão é colocada. O altar-mesa significa o que é ofertado a Deus (o altar), e o que é dado ao homem (a mesa). Essas grades significavam que a mesa do altar era um objeto santo a ser tocado somente por pessoas santas, por exemplo, o clero. No século IV, o leigo já tinha sido proibido de ir ao altar. No centro da igreja ficava o altar. Antes, os altares eram feitos de madeira, posteriormente, no início do século VI, começaram a serem feitos de mármore, pedra, prata ou ouro. O altar era considerado o local mais santo da igreja por duas razões. Porque era lá que frequentemente ficavam as relíquias dos mártires. Em segundo lugar, porque sobre o altar ficava a eucaristia (o pão e a taça). No século XVI, estourou a reforma protestante. A maioria dos reformadores era ex-padres. Sendo assim, haviam sido inconscientemente condicionados aos padrões de pensamento do Catolicismo medieval. Os reformadores fizeram pequenas mudanças nas práticas da igreja, pois a massa não estava pronta para mudanças radicais.

        Eles fizeram do púlpito o centro dominante ao invés de centralizar a mesa do altar, como era feita antes!

       A reforma foi construída sobre a ideia de que as pessoas não poderiam conhecer a Deus, ou crescer espiritualmente ao menos que ouvissem pregações.

      O púlpito foi movido para mais perto de onde as pessoas sentavam, tornando o sermão uma parte fixa do culto.

       No fim da Idade Média, o púlpito tornou-se comum em igrejas de paróquias.
       Com a Reforma, tornou-se a peça central da mobília na igreja.
       O púlpito simbolizava a substituição da centralidade da ação ritualística, que era  a missa, abolida pelos reformadores, e transformou-se na instrução verbal clerical, que é o sermão.

       Tudo isso faz parte de tradições de homens. Tradições que impedem que o povo de Deus o adore em espírito e em verdade.

O Sermão, ou Pregação!

         Alguém diz: “Fulano de tal é um bom pregador; prega como o Apóstolo Paulo.” Nenhum pregador que conheço prega como Paulo! Não falo sobre questões teológicas, mas, no modo de se pregar hoje em dia.

          O camarada vem todo arrumado, às vezes até sabemos quem vai pregar só pela forma como o camarada está vestido, aí sobe no púlpito, e começa sua homilia. Fala, fala, fala e ninguém diz nada, nem faz uma perguntinha, e ele, fala, fala, fala, promete, mente, torce as escrituras, e todo mundo fica calado, até quem sabe que ele está errado, e ai de quem disser um pio ou fazer qualquer questionamento. O homem tá “ungido”; não podemos atrapalhar o Espírito Santo. E pegue mentira, erro e ladainha! Isso não tem nada a ver com as pregações de Jesus nem de seus apóstolos, mas foi emprestado diretamente da associação pagã da cultura grega!

O Surgimento do Sermão de nossos dias!

        No século V, antes de Cristo havia um grupo de mestres peregrinos chamados Sofistas. De acordo com estudiosos, eles inventaram a retórica, que é a arte de falar persuasivamente. Eles costumavam recrutar discípulos e exigiam o pagamento dos que estivessem interessados em ouvir seus discursos.

          Os Sofistas eram experientes na arte de debates. Eram mestres em usar os adequados apelos emocionais, aparência física e linguajar para “vender” seus argumentos. Com o tempo, o estilo, a forma e a destreza da oratória dos Sofistas chegaram a ser mais estimada do que sua exatidão. Por isso, um bom orador poderia usar seu sermão para influenciar sua audiência a acreditar numa coisa que ele sabia que era falso. Para a mente grega, ganhar um argumento era uma virtude maior do que pregar a verdade.


      É daqui que vem a forma do sermão que ouvimos hoje em dia nas igrejas. Hoje, os seminaristas pagam uma disciplina chamada homilética para aprender a pregar, com todas as técnicas de retórica dos Sofistas.

      Como se vestir, como se portar, o cuidado com os gestos, a eloquência, o cuidado para não ferir os ouvintes com alguma palavra “pesada”! Pelo amor de Deus! É por isso que eu disse que ninguém prega mais como Paulo.
   
       Jesus e os apóstolos não usavam púlpitos, não queriam atrair ninguém pelo modo de falar nem de vestir, eles desejavam que as pessoas fossem atraídas por Deus Pai. Paulo disse: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” 1Coríntios 2.4-5.
      É dos Sofistas também que surgiu essa prática de um só camarada falando (o pregador), e todos os demais ouvindo passivamente, sem falarem nada, nem questionarem coisa nenhuma.

      Como é diferente da verdadeira pregação, e o conteúdo nem se fala, as diferenças são gritantes.

       O sermão de hoje não tem raízes nas Escrituras, mas, é emprestado, recuperado e adotado da cultura pagã para a fé cristã. Essa verdade pode escandalizar, mas é verdade!

       Vejamos algumas diferenças.

Velho Testamento

         No sermão do Antigo Testamento havia participação ativa e interrupções. Profetas e sacerdotes pregavam incomodando os ouvintes, abordando um tema atual, ao invés se usar anotações. Eles falavam em resposta a acontecimentos específicos, e não proferiam discursos ou mensagens regularmente ao povo de Deus, (Deuteronômio 1.1; 5.1; 27.1; 9; Josué 23.1; 24.15; Isaías; Jeremias; Ezequiel; Daniel; Amós; Zacarias; etc).

         Nessa época o sermão era esporádico, era algo que fluía e havia abertura para a participação pública.


Novo Testamento

       As mensagens que Jesus compartilhou a maior parte das vezes com os discípulos, eram consistentemente espontâneas e informais.

       Seguindo o mesmo padrão, a pregação apostólica registrada em Atos, era esporádica,  ministrada em ocasiões especiais para tratar de problemas específicos, Atos 2.14-35; 7.1-53; 15.13-21;32;  17.22-34; 20.7-12; 17-35; 26.24-29.

      Era improvisada e não tinha uma estrutura retórica. Incluía debates e interrupções por parte do povo, ao invés de um mero monólogo.

        A palavra grega frequentemente usada para descrever a pregação e os ensinos do primeiro século é dialégomai (Atos 17.2; 17; 18.4; 19; 19.8-9; 20.7; 9; 24.25). Ela literalmente significa raciocinar, ensinar com método de perguntas e respostas, discursar, mas sempre com a ideia de estímulo intelectual, é dessa palavra grega que vem o termo português, “diálogo”. Ou seja, é uma conversação entre duas ou mais pessoas. Mas o que se vê nas reuniões religiosas de hoje é um camarada falando e os demais ouvindo passivamente.

      Em poucas palavras, o púlpito e os sermões contemporâneos são alheios tanto ao Antigo quanto ao Novo Testamento.
       Não existe absolutamente nada nas Escrituras que indique sua existência nas reuniões da Igreja primitiva.

       Que o Senhor nos dê discernimento para compreender a sua verdade.

Em Cristo

Francisco Rodrigues Filho