sábado, 19 de outubro de 2013

A "igreja" é um sucesso.


Convite à Loucura Nº38 A “igreja” é um Sucesso.
     Hoje em dia, templo cheio é sinônimo de aprovação de Deus. Quanto mais gente em um culto, mais é dito que ali o Senhor está agindo; mas, será que é assim mesmo?
Vamos à Bíblia!
      Quando o verdadeiro Evangelho era pregado havia muitos adversários[1] (1Coríntios 16.9). Todos que vivem uma vida para a glória de Deus experimentarão o ódio e o antagonismo do mundo; pelo menos é o que a Bíblia afirma; João 15.18-20; 2Timóteo 3.12. O cristão fiel deve esperar perseguição e o sofrimento nas mãos de um mundo que rejeita Cristo. “Meus irmãos, não vos admireis se o mundo vos odeia.” [2] 1João 3.13. Isso não deve nos surpreender tendo em vista que o pai dos incrédulos é o odioso Satanás, 1João 3.10.
“Vamos raciocinar”
Veja que, muitas vezes, quando o verdadeiro Evangelho foi pregado, era recebido com hostilidade.
Jesus deu sua Palavra aos discípulos e o mundo os odiou.[3] Veja também que, ao contrário disso, hoje, o mundo ama àqueles que, supostamente, deveriam estar pregando essa palavra. Não vê que alguma coisa está errada?[4]
A conclusão óbvia é que; ou a Bíblia está errada ou o que se está pregando, hoje em dia, não é a verdadeira Palavra de Deus.
Como nós cremos cem por cento no que a Bíblia diz, concluímos então que o que está sendo pregado por aí não é o verdadeiro Evangelho.
A popularidade de algumas figuras do mundo evangélico atual, só demonstra o quanto eles estão distantes do verdadeiro Evangelho de Cristo. O próprio Jesus disse: “Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porquanto, foi assim também que agiram os vossos antepassados com os falsos profetas.”  Lucas 6.26.
Serão julgados por Deus, não somente os que buscam tal popularidade, apresentando ao povo o que eles desejam ouvir, mas também os que os apóiam. Todos terão que prestar contas. Por outro lado todos não nos surpreende; “Meus irmãos, não vos admireis se o mundo vos odeia.” 1João 3.13. A História está repleta de história de perseguição aos santos crentes por parte do mundo (Hebreus 11.36-40).
Quando o mundo ama, é por que o que se é amado faz parte desse mundo. Se o mundo ama a igreja institucionalizada é por razão dela fazer parte desse sistema mundano. Assim falou o nosso Senhor Jesus, João 15.18-19. “Se o mundo [5] vos odeia, sabei que, antes de vós, odiou a mim. Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele. Entretanto, não sois do mundo; mas Eu vos escolhi e vos libertei do mundo; por essa razão, o mundo vos odeia.” Ou Jesus está errado?
De acordo com a Bíblia, os que são aplaudidos pelo mundo, são do mundo! “Eles são mundanos; por isso falam como quem pertence ao mundo, e o mundo os compreende.” 1João 4.5 [6]. João diz aqui que os falsos profetas de seus dias eram desse mundo e, por isso estavam preocupados com os assuntos desse mundo, e nisso, o mundo lhes prestava atenção. Os falsos profetas, de seus púlpitos só pregam palavras de auto-ajuda, ou seja; o que interessa a esse mundo. Interesses materiais e não as boas novas do alto (Colossenses 3.1-2).
A Verdadeira pregação bíblica.
Veja em Atos 23. Paulo é julgado no sinédrio; depois os judeus armam uma cilada para acabar com sua vida (23.12-15). O sobrinho de Paulo o avisou sobre essa cilada, e em seguida ao comandante Lísias que o tirou das garras dos judeus e o enviou ao Governador Félix (23.16-25). Cinco dias depois foi acusado novamente e novamente apresentou sua defesa. O Governador Félix adia seu julgamento conservando-o preso, (24.1-22). Alguns dias depois o Governador e sua esposa Drusila vem ouví-lo a respeito da fé em Cristo Jesus, (24.24-25).
O que Paulo pregou?
A pregação de Paulo foi, “justiça, domínio próprio e juízo vindouro.” Paulo poderia ter clamado por sua libertação ou preparado uma mensagem suave e de bons presságios, como se faz hoje. Contudo, ele falou da parte do Senhor sobre o que Félix e Drusila mais necessitavam: arrependimento e salvação.[7]
 Que diferença das pregações de hoje; que só falam de “conforto, auto-ajuda e bênção.”
 Qual pregador moderno perderia a oportunidade de bajular o Governador Félix e prometer-lhe bênçãos e prosperidade, numa situação semelhante? Conheço alguns que até se ofereceriam para ser o profeta particular de seu governo, que é o que acontece hoje com os pastores e políticos bem sucedidos!
Qual a reação de Félix?
A reação de Félix foi a mesma de todos àqueles que ouvem o Evangelho quando estão em falta com Deus. A conscientização de que um dia iria enfrentar o “juízo vindouro” o alarmou, e, por isso, despediu Paulo imediatamente. Esse é o efeito do Evangelho original, e não o louvor do pregador. Hoje os pregadores são louvados pelo seu público, contradizendo o efeito natural que o Evangelho causa.
Pregações melosas de auto-ajuda atraem louvor e glória para o pregador e sua instituição. Pregação verdadeiramente bíblica atrai temor, respeito e glória ao Senhor.
Ai de vós, quando todos vos louvarem! Lucas 6.26ª.
Qual pregador televisivo de hoje em dia não aceitaria ser proclamado como um líder mundial? Qual deles rejeitaria ser proclamado rei? Nenhum!
Contudo o nosso exemplo maior, Cristo, não agiu dessa maneira. Quando o povo quis proclamá-lo rei, e obrigá-lo a usar uma coroa, ele rejeitou e retirou-se (João 6.15). Porém, quando vieram para obrigá-lo a levar a cruz, ele se ofereceu porque veio à este mundo para sofrer, e voltou ao outro mundo para reinar.
Enquanto muitas instituições religiosas querem ser o próprio reino de Deus neste mundo. O verdadeiro Reino de Deus não o é de maneira nenhuma deste mundo. Em João 18.36 o próprio Cristo disse: “O meu Reino não é deste mundo.”

“Até hoje, estamos passando fome, sede e necessidade de roupas; somos afrontados e esbofeteados [8], e não temos morada certa. Nos afadigamos de trabalhar arduamente com as próprias mãos. Quando somos ofendidos, abençoamos; quando perseguidos, não revidamos; quando caluniados, respondemos fraternalmente. Até esse momento, somos considerados a escória da humanidade, o lixo [9] do mundo.” 1Coríntios 4.11-13.
Nesse texto de 1Coríntios, Paulo considera a si mesmo louco, fraco, desprezível, lixo e escória (1Coríntios 4.10-13). Não do ponto de vista de Deus, mas dos homens, Paulo e seus companheiros pregadores eram assim designados.
      Será que Deus não agia na vida de Paulo? Pergunto assim, já que se um pregador não for adorado pelo povo, muitos dizem que é por não ter a unção de Deus. Ou se um templo tiver poucos membros é sinal da desaprovação de Deus. Eu já digo o contrário; onde tiver mais gente, é sinal de que ali não se prega o verdadeiro Evangelho.
Quando foi criado o sistema eclesial, no espírito da igreja católica, pelo imperador, pagão, Constantino; o mundo aplaudiu. Contudo a verdadeira Igreja nunca deixou de existir, o próprio Jesus prometeu que as forças demoníacas jamais venceriam a sua Igreja, (Mateus 16.18). Depois de sua ressurreição ele apareceu à sua Igreja e prometeu está com ela até a consumação dos séculos (Mateus 28.18-20). Veja o que o Apóstolo Paulo, disse em (Efésios 3.21).
Creio que a Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nunca morreu. Ela estará na terra pregando a Palavra de Deus até a volta do Senhor Jesus.
Mesmo na época de “glória” da igreja católica, conhecida como a era das trevas, (antes da reforma protestante), sempre houve aqui e acolá grupos de irmãos pregando a Palavra de Deus fielmente como nós do Convite à Loucura estamos fazendo. Essa é a verdadeira Igreja de Deus. (A Igreja não significa um lugar ou edifício, mas o ajuntamento, a assembleia ou a reunião dos fiéis seguidores de Cristo com o objetivo de adorar a Deus, estudar sua palavra, cooperar e encorajar uns aos outros na fé).
 Se as igrejas de hoje fossem realmente de Deus não seriam “um sucesso”. Sendo elas “um sucesso” no âmbito material, secular e mundano é mais do que uma prova de que elas não são de Deus!

Em Cristo

Francisco Rodrigues Filho




[1] O termo grego usado aqui é antikei/menoi (antikeimenoi) que é o particípio presente médio de anti/keimai (antikeimai) e significa opor-se a alguém, ficar contra alguém, resistir. Paulo está dizendo aqui que quando ele pregava em Éfeso havia muitas pessoas que ficavam contra ele.
[2] Estamos usando a versão da Bíblia King James de 1611, publicada pela primeira vez a 400 anos atrás pelos 50 mais notáveis exegetas e biblistas britânicos, súditos do rei evangélico James I (Tiago Primeiro).
[3] “Eu lhes tenho transmitido a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não pertencem ao mundo, como Eu não sou do mundo.” João 17.14.
[4] Na mentalidade de muitos, pregadores ungidos por Deus são aqueles que todos aplaudem. Mas a Bíblia diz outra coisa.
[5] Nesse texto a palavra MUNDO, grego: ko/smoj , (kósmos) é o sistema econômico, político, cultural, tecnológico e religioso que determina o estilo de vida dos povos. Os crentes são como Jesus: estrangeiros em sua própria terra. Considerando que Satanás domina o sistema ímpio do mundo em rebelião contra Deus (João 14.30), o resultado é que o mundo odeia a Jesus bem como aos que o seguem (2Timóteo 3.12).
[6] dia\ tou=to  (diá touto), “por essa razão” ou “por isso”. akou/ei, (akouei), é o presente indicativo ativo seguido pelo genitivo, o mundo os “ouve” no sentido de compreender; “prestar atenção a,” “ouvir”. O mundo reconhece seu próprio povo e ouve e compreende uma mensagem que se origina em seu próprio círculo. Isto explica a popularidade dos falsos profetas da época de João e de muitos “ministérios” dos dias de atuais.
[7] De acordo com Tácito ( historiador romano, que viveu entre 55 d.c.- 120 d.c.), Félix havia persuadido a Drusila a abandonar o marido dela a fim de casar-se com ele. E também empregou assasinos para matar o sumo sacerdote Jônatas, e bem poderia ter medo da pregação sobre o juízo vindouro. Félix obviamente não possuía “justiça” e “domínio próprio”.
[8] Paulo usa aqui o termo kolafizo=meqa , (kolafizometha), que é o presente indicativo passivo de kolafi/zw , (kolafizô), que é bater com os punhos, esbofetear, não apenas em defesa, mas de modo insultante (como se bate em escravo ou em uma pessoa condenada). No serviço do Reino de Deus os pregadores eram tratados como escravos e condenados; que diferença dos astros evangélicos de hoje.
[9] Lixo, grego: perika/qarma,(perikátharma) aquilo que é removido mediante uma limpeza completa; isto é, lixo, refugo. A palavra também era usada para indicar os criminosos condenados das classes mais baixas, que eram sacrificados como oferendas para a purificação de uma cidade. Será que os pregadores itinerantes de hoje continuariam pregadores se fossem tratados como lixo ou como condenados pelo mundo?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Convite à loucura - 37


Convite à Loucura Nº37, A Bíblia Sagrada.
     O mundo moderno tem rejeitado cada vez mais os valores cristãos. Para muitos, a Bíblia é apenas  um livro de valor histórico. Alguns dizem que acreditam na Bíblia, mas não em tudo, algumas coisas não dá pra acreditar, para essas pessoas. Outras dizem que a Bíblia é somente um livro humano, já que é escrito por homens.
     Mas para o cristão verdadeiro a Bíblia é a Palavra de Deus. Sua mensagem inconfundível tem abençoado e transformado bilhões de seres humanos ao longo dos anos. Suas profecias têm se cumprido fielmente. Suas verdades mudaram nações e sua influência é crescente em vários setores da sociedade. Se você crê somente no que gosta da Bíblia e rejeita o que não gosta, não é na Bíblia que você crê, mas em você mesmo. Se a Bíblia fosse somente um livro humano, não exporia todo o mal da humanidade e a necessidade de um arrependimento por parte de todos nós. Se a Bíblia fosse somente um livro humano, seria então um livro de auto-ajuda, dizendo que o homem é perfeito e que poderia fazer tudo somente com suas próprias forças. O único motivo por que tantos estão contra a Bíblia é porque sabem que a Bíblia está contra eles.  A leitura deste folheto renovará em nosso coração o desejo ardente de proclamar as verdades eternas do Livro Santo.

Qual o Tema Central da Bíblia?
      Escolhemos um livro e o lemos tendo em vista o propósito do autor. De quê se trata? É um livro de ciência ou de história ou um romance para entreter? É uma obra de prosa ou poesia ou uma controvérsia? Antes de comprarmos um livro passamos algum tempo analisando essas informações. É, ou não é?
      Então por que muitas pessoas leem a Bíblia sem ter o mínimo de compreensão do propósito geral do livro? A maioria nem se preocupam em saber do quê trata o tema central da Bíblia.
Um Livro de Salvação!
      A Bíblia não é um livro, mas, uma biblioteca de 66 livros. Ela foi escrita por autores diferentes em épocas diferentes em ocasiões diferentes e com assuntos diferentes, mas, com um único autor com um único tema unificador. 2Pedro 1.20-21.
     2Timóteo 3. Paulo escrevendo a Timóteo diz que nos últimos dias surgirão homens maus; são mestres (v.1-2) na própria igreja que irão enganar e conquistar aqueles que não são igreja (v.6-7); Paulo continua dizendo que nem ele, nem Timóteo, nem nenhum crente verdadeiro deve ser como estes (v.10; 12-13), já que os verdadeiros crentes estão bem enraizados na Palavra de Deus, como os judeus que tinham como costume comum de obrigarem os pais a darem início ao treinamento sério de seus filhos, nas Escrituras, já desde o quinto ano de idade (v.14-17). Essas sagradas letras do (v.15), era o Velho Testamento e elas podiam, e podem, fazer qualquer um sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus.
     O propósito supremo da Bíblia. Paulo escreve à Timóteo, é instruir seus leitores “para a salvação”.

     Primeiro, o propósito da Bíblia não é científico.[1]
     Falamos de ciência e não de “teorias científicas”. Ciência é um corpo de conhecimento adquirido pela observação, experimentação e indução. O propósito de Deus na Escritura, entretanto, foi revelar verdades que não podem ser descobertas por esse método científico. O método de Deus revelar suas verdades é chamado pelos cientistas de “método empírico”. Cremos pela fé Hebreus 11.1, que é acreditar em algo sem prova concreta, 1Coríntios 2.9-11, mas não sem razão.
    Em segundo lugar, o propósito da Bíblia não é literário.
    O Novo Testamento foi em grande parte escrito em grego koinh[2], (koinê) a linguagem cotidiana do mercado e do trabalho, e muito dele carece de refinamento literário, até mesmo exatidão gramatical. O propósito da Bíblia está em sua mensagem, não em seu estilo.
   Em terceiro lugar, o propósito da Bíblia não é filosófico.
   É verdade que a Escritura contém sabedoria profunda, na verdade, a sabedoria de Deus. A Bíblia é um livro mais prático do que teórico. Está mais interessada em nos dizer como suportar os sofrimentos e vencer o mal do que em filosofar sobre sua origem e propósito.
    A Bíblia não é, portanto, basicamente um livro de ciência, nem de literatura, nem de filosofia, mas de salvação.
   
    A sujeira oculta em nosso coração somente será exposta mediante a exposição da Palavra de Deus. Satanás tem sido muito eficiente na sua estratégia de silenciar a Bíblia Sagrada, que é o instrumento necessário para levar os homens até Cristo e sua salvação[3].
    Quem não compreende a Bíblia, a Palavra de Deus, Jesus! Nunca poderá compreender, pois não podem ouvir sua Palavra. Assim, quanto mais se explica “em verdade, em verdade” menos se é entendido. Pois é impossível compreender a linguagem de Deus sem crer na Palavra dele.
   Assim, ele pergunta e responde: “Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha Palavra”. João 8.43.
   Ninguém jamais entenderá nada do Evangelho a menos que creia na Palavra de Jesus, em razão de poder ouvi-la, dando sempre razão a Deus[4].
Jesus; Apenas um Mestre, ou Deus?
     A autoridade de Jesus confirma a autoridade da Bíblia. Se ele é o Filho de Deus, então a Bíblia é a Palavra de Deus. Na verdade, se Jesus fosse somente um profeta ou um mestre, como algumas pessoas crêem, então ele seria um louco ou o maior mentiroso de todos os tempos. Sim, essas palavras são duras, mas são verdadeiras!
     Ora! Se Cristo diz que é Deus, João 10.30[5], e SENHOR, João 13.13, e se ele não é mentiroso nem louco então ele deve ser mesmo Deus, e se ele é Deus, a Bíblia é a sua Palavra, e nunca será destruída, Mateus 24.35, nem pode falhar, João 10.35.
     Se Jesus fala a verdade, é verdade que a Bíblia é a Palavra de Deus. Agora se você não acredita que Jesus é Deus, não venha com essa baboseira de dizer que ele foi um grande mestre ou sábio ou qualquer outra coisa. Ou você reconhece que ele é Deus, ou admiti que ele foi um louco ou um grande mentiroso, e viva com as consequências de suas decisões!
Quem tem coragem de morrer por uma mentira?
     O profeta verdadeiro não podia ser comprado. Como o profeta que foi tentado confessou: “Eu não poderia transpassar o mandado do SENHOR, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande” (Números 22.18). O que Deus falava, o profeta tinha que declarar, apesar das consequências. Quem faria isso por uma mentira? Muitos profetas foram ameaçados e até martirizados, mas nunca renunciaram à verdade. Jeremias foi colocado na prisão por suas profecias inconvenientes (Jeremias 32.2; 37.15) e até ameaçado de morte (Jeremias 26.8; 24). Outros foram mortos (Mateus 23.34-36; Hebreus 11.32-28). Pedro e os onze apóstolos assim como Paulo (Atos 28.16-22), foram todos aprisionados, e a maioria foi posteriormente martirizada por seu testemunho (2Timóteo 4.6-8; 2Pedro 1.14). Na verdade, ser “fiel até a morte” era identidade da convicção cristã primitiva (Apocalipse 2.10).
    Às vezes pessoas morrem por causas falsas que acreditam ser verdadeiras, mas poucas morrem pelo que sabem ser falso. Mas as testemunhas bíblicas, que estavam em posição de saber o que era verdadeiro, morreram por proclamar que a sua mensagem veio de Deus. Isso é no mínimo evidência prima facie[6] de que a Bíblia é o que eles afirmaram ser; a Palavra de Deus.

    A Bíblia foi escrita durante um período de mais de 1.500 anos. Durante mais de 40 gerações, por mais de 40 autores, envolvidos nas mais diferentes atividades, de todo tipo de classe social como; reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, boiadeiros, estudiosos, médicos, rabinos e generais. Escrita em diferentes lugares como desertos, masmorra, palácio e prisão. Em três continentes: Ásia, África e Europa. Em três idiomas: Hebraico: a língua do Antigo Testamento. Aramaico: a “língua franca” do Oriente Próximo até a época de Alexandre o Grande (século VI a.C.- século IV a.C.). Grego: a língua do Novo Testamento. Foi o idioma de uso internacional à época de Cristo.

      Agora pense! Uma coleção de livros que foram escritos em um período de tempo tão grande, por um número tão grande de pessoas, diferentes, em épocas diferentes, de língua, costumes e classe social diferentes, no entanto traz um tema unificador, nos mostrando que existe uma única mente por trás da autoria desse livro que é o Espírito Santo, 2Timóteo 3.16-17; 2Pedro 1.20-21.

       De acordo com a história a arqueologia e até a ciência, você pode pegar sua Bíblia e dizer que o que tem em suas mãos é uma cópia altamente confiável do original, que nos veio das penas dos profetas e dos apóstolos. Quem duvidar; pesquise, estude e mostre que não é assim ou creia e se renda a Jesus e a sua salvação.

       Em Cristo
       Francisco Rodrigues Filho




[1] Apesar de conter muita verdade científica nela, já que seu autor, Deus, foi quem criou a verdadeira ciência.
[2] Koinh: é a forma feminina do adjetivo grego koinoj, que aqui é usado no sentido de “comum”. O Novo Testamento não foi escrito em uma linguagem espiritual, uma língua especial, nem no grego clássico,que era escrito as obras mais importantes daquela época, mas foi escrito na língua comum que era a mais falada e usada em toda aquela região! A língua do povão. Que Deus maravilhoso!
[3] O povo até que anda com a Bíblia debaixo do braço, mas não a lê. Alguns líderes já não usam mais a Bíblia, mas, livros de auto-ajuda, dispositivos eletrônicos, promessas de uma vida melhor, etc... . Não é exagero afirmar que, desde o tempo em que a invenção da imprensa deu a Bíblia ao povo comum... nunca houve uma geração de cristãos tão analfabetos, religiosamente falando, quanto a nossa.
[4] Ninguém entende as Escrituras de forma espiritual se Deus não lhes abrir o entendimento. Leia Lucas 24.45.
[5] EU E O PAI SOMOS UM. O termo grego que aqui é traduzido por “UM” é, en, que é neutro e significa: “uma só coisa”, não uma só pessoa. Os dois (Jesus e o Pai) são iguais quanto à essência ou natureza, mas não são pessoas idênticas. Os judeus entenderam que Jesus está, aqui, reivindicando sua deidade. Por isso queriam apedrejá-lo, (v.31-33).
[6] Prima facie; é uma expressão latina que significa “a primeira vista”. Essa frase é muito utilizada em filosofia.


sábado, 20 de abril de 2013

Convite a loucura - 36


Convite à Loucura Nº36 A Verdadeira Comunhão Bíblica.
      “Não deixemos de congregar-nos, como é o costume de alguns, antes façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima[1].” Sempre que se fala da importância da comunhão, os camaradas institucionais, citam esse versículo de Hebreus; interpretado por eles como, “necessidade vital de se juntar em um prédio com liderança clerical.
      Para os chefes da religião, os construtores de templos, a única comunhão que Deus aceita como verdadeira, é aquela que se faz debaixo dos seus domínios. Que lástima!

A Verdade.   
      Precisamos nos unir, juntando o nosso peso ao dos demais, a fim de deixar uma boa impressão sobre esse mundo de trevas.
      Não pense que somos contra, ou vivemos sem, comunhão. Devemos sim nos reunir como Igreja. Mas, isto não implica que deve ser em um serviço da “igreja” templo ou evento congregacional. Pode ser em casa, numa lanchonete, em um jantar na casa de um amigo cristão. De fato, não há versículo nas Escrituras que ligue os conceitos de adorar a Deus, a uma “reunião da igreja”. Não podemos deixar de nos reunir, mas isso, não tem que ser em uma instituição religiosa; debaixo de ordens de ninguém; ou tem?
     A verdadeira comunhão bíblica é quando pessoas de todas as idades, raças e classes sociais estão unidas em um mesmo amor pelas Palavras do Evangelho. E não precisa ser muitas pessoas, Mateus 18.20.[2]
    Geralmente nas reuniões das instituições o que se vê é; muitas pessoas reunidas em um só lugar, mas com interesses diversos.
     Os interesses são muitos: É cantar dando um show egocêntrico. É agradar o pastor. São filhos querendo agradar seus pais. São pais tentando acostumar seus filhos numa vida que acham ser melhor para eles. São jovens introvertidos tentando encontrar um namoro. É outros jovens extrovertidos que não suportam o tédio de suas casas. São pessoas pressionadas a não perderem o status que possam ter na instituição que frequentam. É tudo que se possa imaginar, menos a verdadeira comunhão em torno das palavras do Evangelho.
Só Podemos Fazer parte de uma Igreja
     Peço a todos que usem de inteligência. Esqueça um pouco as tradições que colocaram em sua cabeça e pensem!
     Só existe uma Igreja. Denominações existem muitas. Cristo só tem uma noiva e um corpo que é a sua Igreja. A Igreja[3] é o corpo de Cristo, Colossenses 1.18; 24. A Bíblia não lhe orienta ser de nenhuma denominação. De qual Paulo fazia parte? Ou qualquer outro apóstolo? Não faço parte de nenhuma denominação, mas faço parte da Igreja de Cristo.
     Igreja é composta por todo aquele que crer no Senhor Jesus, João 1.12.
     Em, 1Coríntios 12.12, podemos ver que o corpo é um. Nesse texto Paulo usou o corpo humano como uma analogia para falar de unidade da Igreja em Cristo. A Igreja é uma, mas, os membros são muitos. Apesar de haver vários membros há apenas um corpo.
     1Coríntios 12.27; juntos, todos os irmãos, formam o corpo de Cristo. E individualmente cada um é apenas um membro.
     Precisamos da Igreja, precisamos congregar, precisamos da comunhão com outros irmãos, o que não precisamos é de uma denominação, de uma instituição religiosa com suas mentiras, hipocrisias, autoritarismos e rejeição de todo aquele que não se submeter às suas ordens.
    Hebreus 10.25a. “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns;...”
    Não precisamos de uma denominação para cumprir esse conselho; os primeiros cristãos não tinham denominações e certamente cumpriam bem mais esse conselho do que nós.
E O Templo?
    Para a Igreja não existe um templo, nem é necessário um lugar específico para adorar a Deus. Templo é algo da antiga aliança. Em João 4.21-24, fala de uma mulher que queria saber onde se deveria adorar a Deus: se no monte onde Jacó adorou ou em Jerusalém. Jesus respondeu a ela: “Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém[4] adorareis o Pai. (...) Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores[5].” Essas palavras de Jesus são para serem levadas a sério!
    Podemos nos reunir para adorar em qualquer lugar, mas, este local nada tem de especial, não é um lugar sagrado, e não precisamos ter um vínculo com ele, nosso vínculo tem que ser com os membros do corpo de Cristo, não com um lugar físico. 
    O denominacionalismo[6] não glorifica a Deus, pois ele divide o corpo de Cristo em várias denominações. Só que não existe divisão no corpo de Cristo. 1Coríntios 12.25; João 10.16.
    Não existe divisão, não existe mais de uma verdadeira Igreja, só existe uma Igreja!
       E a verdadeira comunhão dessa Igreja é em torno das palavras do Evangelho. A pergunta agora é...
O Que é o Evangelho?
      Quem vive no espírito institucional acha que evangelho é o que se ouve dentro dos círculos do templo, que ser evangélico nada mais é do que participar de todos os programas da instituição.
      Mas na verdade, o que é o Evangelho? Evangelho é o fato real de que todo aquele que crê em Jesus, por meio de Jesus, alcança Graça em plenitude absoluta total; graça que nos justifica, nos salva, nos santifica e nos unge! Graça que, não só nos torna aceitáveis diante de Deus, mas que também nos capacita, nos fortalece, nos condiciona na justiça, nos educa na verdade para que possamos andar conforme o Evangelho. Mas o que é o Evangelho?
1.       Evangelho é a certeza de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões.2Coríntios 5.19.
2.       Evangelho é o fato de que nós o amamos, quem quer que de nós o ame, porque ele nos amou primeiro, Romanos 5.8; 1João 4.19. 
3.       Evangelho é a certeza de que não há negócios nem trocas a fazer com Deus. E que está tudo consumado e pago. Que o grito definitivo de “está consumado”, (grego: tetelestai[7] ), (está pago) de Jesus, na cruz, cancelou todas as coisas, todas as culpas, todas as dívidas, João 19.30.
4.       Evangelho é a maravilhosa notícia de que está tudo feito, porque se Deus não tivesse feito em nosso lugar, não haveria nada que pudéssemos fazer que realizasse qualquer coisa em nosso favor.
5.       Evangelho é a certeza de que o escrito de dívida da lei de Moisés, lei moral, cerimonial de qualquer outra natureza, foi cancelado inteiramente e cravado na cruz. E com esse ato, Jesus, derrotou os principados e potestades do seu poder, triunfando sobre eles na cruz, Colossenses 2.13-15.
     O Evangelho não é um conjunto de regras, como se ensina por aí. Se tivéssemos que reduzir o Evangelho em uma só coisa; o Evangelho é amor à Deus e ao próximo, e é tratar o próximo como agente quer que o próximo nos trate; com amor com graça com misericórdia. É isso! Mateus 22.37-40; Romanos 13.8-10; Gálatas 5.14; Tiago 1.26-27; 2.8.
O Protestantismo.
    O protestantismo está sobre juízo, e esse movimento que agente chama de evangélico, tem tudo, menos o Evangelho. O que se anuncia ali é o anti-evangelho, é pura macumba, o deus que está instaurado é mamom, o altar é aquele ao qual agente só se ajoelha com expectativa de receber alguma coisa, se puser grana, se participarmos das campanhas, todas elas baseadas no Velho Testamento; aí tem que ser baseado em Gideão em Sansão em Jefté nos juízes, na pancadaria na maldição; porque no espírito do Novo Testamento eles, os falsos mestres, sabem que não dá pra sobreviver com isso que eles chamam de “igreja”.     O diabo conseguiu fazer as pessoas procurarem o cristianismo não em busca da justificação, mas em busca de algum proveito secular. Porque grande número de igrejas se apóia na atividade carismática, fazendo ou prometendo milagres instantâneos ou a curto prazo, bastando a fé em Jesus Cristo e o pagamento do dízimo.

Conclusão.
      Existem aqueles que ainda se perguntam: “Como podemos ter comunhão sem um ajuntamento institucional?” Meu camarada, onde menos se vê comunhão, é em uma instituição religiosa tida como igreja.  
  
      Veremos comunhão verdadeira e bíblica quando cada casa vier a ser uma Igreja, Atos 2.46; 8.3; 20.20;; Romanos 16.5; 1Coríntios 16.19;  Colossenses 4.15; Filemom 1.2; 2João 10, cada indivíduo se vendo como Igreja, cada dois ou três reunidos em nome de Jesus, sendo ali um lugar onde ele está e sendo um ajuntamento Igreja; cada família se abrindo pra se transformar em um lugar desses, de graça, de amor, de inclusão, de leitura de Palavra, de compreensão do Evangelho, de maturidade, de estímulo uns aos outros para que cresçam na graça e no amor de Deus.       Quando isto acontecer, nós vamos ver uma outra revolução daquilo que Jesus chamou de Igreja acontecendo no planeta. Aí sim; experimentaremos a verdadeira comunhão bíblica em nosso meio! Mas receio que isso seja uma impossibilidade tendo em consideração “aquele dia” que se aproxima. Que Deus abençoe a todos!


       Em Cristo
       Francisco Rodrigues Filho



[1] Hebreus 10.25
[2] “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. Aqui, Cristo prometeu estar presente no meio de um rebanho ainda menor ( as duas ou três testemunhas reunidas em seu nome com propósitos de disciplina). Se em questão de disciplina, dois ou três, bastava para que Cristo estivesse em seu meio. Assim também é na adoração.
[3] Quando falo em “Igreja” com I maiúsculo, é o que Jesus e o Novo Testamento definem como Igreja; ou seja, o encontro com Deus e uns com os outros em torno do nome de Jesus e em acordo de fé com o Evangelho. Quando falo “igreja” com i menúsculo, me refiro a representação histórico-institucional do fenômeno histórico, social, econômico, político e culturalmente autodefinido como “igreja”. Aquela que tem uma hierarquia, sigla, geografia-fixa e membros sócios!
[4] Nem neste monte, nem em Jerusalém. Não precisamos debater onde devemos adorar; pois lugar nenhum tem alguma função nas vidas de quem adora verdadeiramente a Deus. Com a vinda de Cristo, as diferenças que haviam entre verdadeiros e falsos adoradores baseados em localizações geográficas desapareceram.
[5] Os verdadeiros adoradores são todos aqueles que adoram a Deus de coração por meio do Filho em qualquer lugar (Filipenses 3.3).
[6] Denominacionalismo é aquele espírito que confina, encerra, enclausura as pessoas em um prédio designado por uma nomenclatura tal como: “igreja fulana de tal, etc...” Veja que esse tipo de partidarismo já existia no tempo de  Paulo 1Coríntios 1.12-13, a nada nem a ninguém, nem mesmo a um apóstolo, como esse texto mostra, deve ser dada a fidelidade que pertence somente ao Senhor. Nem Cristo, nem seu corpo - a Igreja – está dividido.
[7] Esse termo tetelestai é o perfeito indicativo passivo de telew, que significa: terminar, completar, concluir, pagar (uma conta), realizar. Tetelestai  indica que essa ação, de consumação, foi concluída no passado, mas que tem resultados continuados. Foi pago para sempre. Este verbo carrega a ideia de cumprir a tarefa e, em contextos religiosos, expressa a ideia de cumprir obrigações religiosas. Toda a obra da redenção fora completada. Essa palavra tetelestai,  foi encontrada em papiros, sendo colocada em recibos de impostos, significando “totalmente pago”.

Convite a loucura - 35


Convite à Loucura Nº35 Uma Resposta aos Ateus.
        Senti a necessidade de escrever sobre esse tema por causa de alguns idiotas[1] que estão cursando na faculdade, que têm seus professores como seus deuses e a arrogância como seu meio de vida, e andam espalhando que a Bíblia não merece a confiança de um pensador sério. Eu sei que os que assim pensam são idiotas que nem coragem têm para estudarem a história da Bíblia; mas que, com sua arrogância estão levando ao desvio aqueles que tentam entender as coisas de Deus com seriedade. É com esses últimos que me preocupo!

       O ódio desses ateus para com a religião e a igreja institucionalizada os leva a atacar a Bíblia (Palavra de Deus) e o próprio Deus Todo Poderoso. E assim compram uma briga comigo; humilde defensor do Evangelho, mas, intolerante com aqueles que tentam ridicularizar nosso Deus.

       Seus ataques inflamados contra Deus podem ter-lhe rendido aplausos no seu ambiente de ateísmo, mas eles não procuram testá-los diante de um eloqüente e bem informado defensor da fé cristã.[2] Entre quatro paredes de uma faculdade secular, pagã, materialista e sob o domínio do deus desse século, esses professores ateus encontram um público pronto entre aqueles a quem falta treino para enxergar através de sua fachada superficial. São zumbis que só aprendem a papagaiar seus mestres e repetir aquilo que o sistema lhes passa.

       Mas, com o Convite à Loucura o buraco é mais em baixo. Nisso; mesmo com minhas limitações de conhecimento, tempo e influência, mas, na certeza de que o Deus de sabedoria está do meu lado, achei-me na obrigação de abater esse dragão da incredulidade.

        O meu conselho para os alunos de faculdade que aceitam cegamente as palavras desses ateus[3] é que meditem em Provérbio 18.17, que diz: “O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina.” Em outras palavras, sempre que ouvimos a apresentação de um lado do caso, as evidências nos parecem persuasivas. Em seguida, porém, ouvimos o outro lado da história e de repente vemos o primeiro caso desfazer-se à luz de novos fatos e argumentos.

O Que é um Ateu?
        O politeísmo[4]é a crença que dominou grande parte do pensamento grego antigo, já o teísmo[5] que é minha linha de pensamento, dominou a posição cristã medieval, já o ateísmo floresceu no mundo moderno. Alguns deles não gostam de serem chamados de ateus. Ateus, humanistas ou materialistas, o importante é que todos são na verdade não-teístas, e a sua maioria é antiteísta. O ateu acredita que não há Deus neste mundo e nem no além. Só existe um universo ou cosmo e nada mais. Eles baseiam seus argumentos no ceticismo de Hume[6] e no agnosticismo de Kant[7].

A Existência do Mal.
      Os ateus oferecem o que, eles mesmos, consideram ser razões boas e suficientes para acreditar que Deus não existe. Usam quatro argumentos, a saber; 1)-a existência do mal. 2)-a aparente falta de propósito da vida. 3)-ocorrências aleatórias no universo; e 4)-a primeira lei científica da termodinâmica, que os ateus geralmente a citam de modo incorreto. Devido ao espaço desse folheto,[8] mostrarei a falácia somente desse primeiro argumento sobre a existência do mal, que diz: “Se Deus é absolutamente bom, então por que o mal existe?”

      O raciocínio do ateu é circular. Para saber que há injustiça no mundo, é preciso haver um padrão de justiça. Quando os ateus eliminam Deus por causa do mal estão postulando um padrão moral supremo para declarar que Deus é mau. Se Deus não existe, de onde vem esse padrão moral supremo?
       Mas, para nós que cremos em Deus, ele é o padrão moral supremo, já que não pode existir uma lei moral suprema sem um Provedor Supremo da lei moral.

       Ninguém jamais demonstrou que qualquer mundo alternativo é moralmente melhor que o mundo que temos. Logo, nenhum ateu pode demonstrar que Deus não criou o melhor mundo, mesmo com a privação do bem. Isso, é claro, não significa que estou comprometido com a crença de que o mundo atual é o melhor mundo que poderia ser alcançado. Deus ainda não terminou sua obra, e as Escrituras prometem que algo melhor será alcançado.[9]
      A suposição do que crê em Deus é que este mundo é o melhor caminho para o melhor mundo atingível.

O Mal é uma Evidência a Favor da Existência de Deus.
       A pergunta deles é: “Se existe um Deus, por que há tanto mal? Contudo, usando esse mesmo raciocínio, podemos perguntar: “Se não existe um Deus, por que há tanto bem?” Ou não é verdade que existe muito bem nesse mundo também?

       O fato dos inimigos de Deus usar o padrão do bem para julgar o mal, dizendo acertadamente que esse horrível sofrimento não é o que deveria ser, significa que eles têm uma noção do que deve ser, que essa noção corresponde a algo real, e que existe, portanto, a realidade chamada Bem Supremo. Este é outro nome para Deus.

       Se Deus não existe, onde nós encontramos o padrão de bondade pelo qual julgamos o mal como mal? Ou, como alguém disse: “Se o universo é tão cruel...por que... os seres humanos o atribuem à atividade de um Criador sábio e bom?” Em outras palavras, a própria presença dessas idéias em nossa mente, isto é, a ideia do mal e, por conseguinte, da bondade e de Deus como origem e padrão da bondade, precisa ser explicada.
A Origem do Mal.
        Deus é bom, e criou criaturas boas,[10] com uma qualidade boa chamada livre-arbítrio. Infelizmente, elas usaram este poder bom para trazer o mal ao universo ao se rebelar contra o criador.[11] Então o mal surgiu do bem, não direta, mas indiretamente, pelo mau uso do poder bom chamado liberdade. A liberdade é boa, mas, com ela vem a possibilidade do mal. Então Deus é responsável por tornar o mal possível, mas as criaturas livres são responsáveis por torná-lo real. Deus é sábio o suficiente para prever que necessitamos de alguma dor por razões que podemos não entender, mas que ele prevê como necessária para algum bem eventual. Portanto, ele não está sendo mau ao permitir que a dor exista. Certamente existem ocasiões em que Deus permite o sofrimento e nos priva do bem menor do prazer a fim de ajudar-nos a alcançar o bem maior da educação moral e espiritual. Sabemos que o caráter moral é formado por meio de provações, da superação de obstáculos e da perseverança diante das dificuldades. O sofrimento tem uma qualidade refinatória. Romanos 5.3-4.

        A razão de ser de nossa vida neste mundo não é a comodidade, mas o treinamento e a preparação para a eternidade. Até Jesus aprendeu com o sofrimento.[12]     
     
       Nós vivemos em um mundo dilacerado; Jesus foi honesto o bastante para nos dizer que teríamos provas e tribulações.[13] Toda lágrima que derramamos se torna uma lágrima dele. Ele pode não enxugá-las já, mas o fará, Apocalipse 21.3-4.

 Os ateus são desonestos em suas idéias.
        Eles sabem que um mundo sem fé em Deus, de forma alguma será um lugar mais humano e mais digno. Pelo contrário, eles sabem que o seu ateísmo está lhes puxando para um caminho de narcisismo, hedonismo e melancolia. Isso eles não ensinam aos seus discípulos; mas preferem seguir esse caminho, em última análise, autodestrutivo.

       Eles se negam a investigar paciente e atentamente para onde as evidências da ciência e da História de fato apontam. Meu conselho para eles é que sigam o exemplo de muitos e muitos ex-ateus que depois de um estudo profundo em busca da verdade terminaram de joelhos nos pés de Jesus.

        O fator mais importante no processo de secularização de nossa sociedade é o fator educacional. Nossas escolas podem não nos ensinar a ler corretamente, mas, o fato do estudante estar na escola até os 16 anos tende a favorecer a eliminação, de sua cabeça, o pensamento religioso. A educação, portanto, é uma poderosa aliada do humanismo.

       Somos responsáveis por ensinar a nossos filhos o caminho que deverão seguir (Provérbios 22.6) e, para isso, precisamos protegê-los contra os ataques do humanismo, do ateísmo, do relativismo, do evolucionismo e de qualquer ensino que se opõem à cosmovisão cristã, Efésios 6.4.

        Martinho Lutero afirmou: “Minha preocupação é que as escolas se revelem como os maiores portais do inferno, se não trabalharem com afinco no ensino das Sagradas Escrituras, gravando-as no coração da juventude. Não aconselho ninguém a colocar seu filho debaixo da autoridade de quem não tem a Bíblia como autoridade maior. Toda instituição na qual os homens não estejam crescentemente ocupados com a Palavra de Deus acaba corrompendo”.

      Hoje nas escolas dos Estados Unidos a bruxaria é uma matéria que vale ponto, enquanto que a Bíblia foi abolida de suas bibliotecas. É fato que Deus já foi expulso a muito tempo das Universidades seculares.

       Que Deus tenha misericórdia do futuro de nossas crianças. Amem!
      
       Em Cristo
       Francisco Rodrigues Filho
           




[1] Perdoem-me a forma de me expressar, mas, já não tenho paciência.  
[2]  Não me entendam mal, aqui não me refiro a minha pessoa, já que sou um humilde e eterno aprendiz, mas há muitos doutores em teologia e apologética por aí; sei que em sua maioria eles só se preocupam em arrecadar fundos, mas acredito que ainda existam aqueles que se preocupem em defender o evangelho.
[3] Não que todos os professores de faculdade sejam ateus; me refiro, claro, aos que são!
[4] O politeísta é aquele camarada que afirma que existe muitos deuses finitos no mundo.
[5] Teísmo é a cosmovisão segunda a qual um Deus infinito e pessoal criou o universo e intervém milagrosamente nele de tempos em tempos, de acordo com sua vontade.
[6] David Hume, filósofo e historiador, nasceu na Escócia e freqüentou a Universidade de Edimburgo. Durante o apogeu do iluminismo europeu, Hume dedicou-se ao estudo rigoroso da filosofia. Esse estudo o levou ao ceticismo.
[7] Immanuel Kant, nasceu na Prússia Oriental,  extremo-leste do império Alemão. Lecionou na Universidade de Konigsberg, e é criador de algumas teses malucas.
[8] Dependendo da necessidade, poderemos, no futuro, escrever outros folhetos sobre os outros argumentos.
[9] Isaías 66.22-23; 2Pedro 3.12-13; Apocalipse 21.1-7.
[10] Eclesiastes 7.29. “Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.”
[11] Gênesis 2.15-17; 3.1-19.
[12] Hebreus 5.8, “(Jesus) embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”.
[13] João 16.33b, “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.