sábado, 28 de julho de 2012

Convite à Loucura Nº25. O Falar em Línguas Estranhas.















Convite à Loucura Nº25 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 1)

      As “doutrinas” são muitas nesse enorme e multifacetado segmento religioso de nossos dias. Toda essa confusão religiosa tem acarretado problemas como a superficialidade da teologia, pessoas que ficam flutuando de igreja em igreja, a flexibilização dos costumes e a exploração da fé com objetivos puramente financeiros. A “oferta” evangélica na mídia é tão intensa que fica difícil distinguir o trigo do joio.
      Nós que fazemos o CONVITE À LOUCURA sabemos que nosso papel como veículo de informação, apologia, edificação e serviço só será plenamente exercido se nossa postura em relação ao segmento evangélico for, ao mesmo tempo, crítica e que tenha propósito. Somente assim, apontando rumos que podem ser melhores, todos os cristãos (que nos lêem) poderão colaborar no sentido de levar ao mundo o Evangelho que salva.

       Mais uma batalha a ser travada é essa que tem o objetivo de esclarecer a muitos cristãos sobre essa questão de alguns “falarem línguas estranhas”.
       Daqui pra frente, em uma sequência de estudos, iremos ver detalhadamente toda essa questão sobre línguas estranhas.
       Meus amados irmãos...
       Vamos à Bíblia Sagrada!
       Alguns camaradas, líderes e membros cegos, intoxicados de doutrinas e regras de religiosos, ensinam algo muito estranho sobre um dom que Deus outorgou aos crentes do passado (isso não quer dizer que ele não pode mais distribuir esse dom nos dias atuais). Vamos avaliar, na Bíblia, esses fenômenos e vamos, com a ajuda do Espírito Santo, descobrir o que o Senhor tem pra nos ensinar.
Atos  2
A Enorme Diferença Entre o “Dom de línguas” e essas “línguas” que se falam hoje em dia.
    Os adeptos das “línguas estranhas” não podem se basear em Atos Capítulo 2 para sustentar sua doutrina de que só os que falam essas línguas estranhas são os que foram batizados com o Espírito Santo. Nem que todos que são batizados com o Espírito Santo devem falar essas línguas estranhas!
     Primeiro vamos ver a enorme diferença entre o Dom de Línguas, para essas línguas estranhas faladas hoje em dia.
     No dia da festa de Pentecostes, quando os Galileus foram vistos falando tantas línguas diferentes, os judeus da Judéia ficaram atônitos. Leia Atos 2.1-13, essas línguas eram idiomas estrangeiros existentes, articulados, conhecidos dos ouvintes, que entenderam a mensagem em seus dialetos nativos (Atos 2.7-8;11).
     A primeira diferença é que o ambiente era muito diferente: A) Eles não estavam pedindo ou buscando, como fazem alguns camaradas nos dias de hoje. Passam horas, dias, semanas e até mesmo meses pedindo e buscando esse batismo; chorando, jejuando; é um verdadeiro descomedimento, um despropósito, uma baboseira só. Não! Os discípulos em Atos 2, não fizeram isso. B) Eles também não estavam pulando, gritando, ou dando gritos de “glórias”, e nenhum pastor ungido estava impondo suas mãos vazias sobre  suas cabeças vazias, como se faz nos dias atuais. E como eles estavam? A Bíblia diz que estavam “assentados”, Atos 2.2. Que diferença do que se vê na contemporaneidade.
      Atos 2.1-12; No versículo 4, o texto diz, literalmente no grego; “outras línguas”. Não eram línguas estranhas. O termo; “língua estranha” não existe no Novo Testamento. Mas sim, outros idiomas, e, quais foram esses outros idiomas? O próprio texto responde essa pergunta; veja Atos 2.6-8;11. A multidão podia entender, compreender o que os discípulos estavam falando, pois eles falavam nos seus dialetos e línguas de suas nações. Esse “falar em línguas” do livro de Atos é o legítimo dom de línguas dado por Deus, e é muito diferente das loucuras que se vê nesses ambientes pentecostais e neo-pentecostais.
     Não era língua estranha sem sentido algum, pois nenhum idioma no mundo é sem sentido, 1Coríntios 14.10; “Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido”. Nesse versículo Paulo aponta o óbvio: o propósito de toda língua é comunicar, e não impressionar e, certamente, não confundir, como os pentecostais, e outros amantes desse tipo de língua estranha, estão fazendo com suas distorções. Cada pessoa ouvia os apóstolos falar em sua própria língua (Atos 2.6-8;11). O verdadeiro dom de línguas nunca foi um blá, blá, blá, que ninguém compreende, mas uma língua humana que deveria ser traduzida 1Coríntios 14.13.
Atos 10
Vejamos o Dom de Línguas na experiência de Cornélio.
      Atos 10.44-48; Aqui está a segunda ocorrência do verdadeiro dom de línguas no livro de Atos, na experiência de Cornélio e os da sua casa.
     Leia o versículo 46 de Atos 10, e responda francamente; como poderia os ouvintes saber ou entender que Cornélio e sua casa estavam exaltando a Deus, se eles estivessem falando uma língua estranha como essa que se falam nas igrejas nos dias de hoje? Um “blaraculuxuminaxaiaram”que ninguém, em país nenhum entende. O povo que veio com Pedro, como diz o texto, entendia que Cornélio estava exaltando a Deus porque não era uma língua estranha sem sentido, que Cornélio falava, e sim outro idioma.
Atos 19
Vejamos a Experiência dos Doze Discípulos de João.
      A terceira e última ocorrência do verdadeiro “Dom de línguas” em Atos, acha-se na experiência dos doze discípulos de João, o batista, em Éfeso; Atos 19.1-7. Os pentecostais usam esse texto para ensinar que a  pessoa depois de convertida, depois de ser crente, recebe uma segunda bênção que é o do batismo com o Espírito Santo, e isso é evidenciado pelo dom de línguas estranhas. Isso mostra o quanto esse povo é ruim em interpretação Bíblica. O texto claramente demonstra que esses camaradas, discípulos de João, não eram crentes, pois nem conheciam Jesus, nem o Espírito Santo, (Atos 19.2).
      Esse texto de Atos 19.1-7, também nos esclarece que recebemos o Espírito Santo no momento em que cremos, enquanto os pentecostais, e seus ramos, ensinam que; Creem depois é que  recebem, depois de falarem línguas estranhas. Paulo perguntou: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?” Ou seja;  Vocês receberam   o   Espírito  Santo  no momento em que creram? Isso demonstra claramente que se recebe o Espírito Santo no momento que se crer! O Evangelho de Jesus Cristo revelado por Deus deve ser ouvido (Romanos 10.17) e crido (João 1.12) para se receber o Espírito Santo e a salvação, (Efésios 1.13-14), veja nesse versículo que crer e receber o Espírito Santo são duas ações simultâneas. Quem não recebeu, não creu, quem creu, já recebeu! Não pode existir essa conversa de crer e depois ficar fazendo simpatias, bruxarias e loucuras para recebê-lo. Veja também que em Atos 19.4, Paulo deu instrução não sobre como receber o Espírito, como se fazem nesses redutos pentecostais, mas sobre Jesus Cristo. Tem igrejas por aí que dão até cursos de como receber o Espírito Santo; outras ensinam detalhadamente o que fazer para que o Espírito venha sobre eles. Paulo do contrário ensina-lhes sobre Cristo nossa salvação, e, em crendo, são automaticamente batizados por Cristo com o Espírito Santo.
     Essas línguas em que esses dozes homens ficaram profetizando, eram outros idiomas como os de Atos 2. Profetizar é falar e pregar corajosamente a palavra de Deus
Um Resumo do que Vimos!
     Os fenômenos de línguas que vimos em todo o livro de Atos, são o verdadeiro fenômeno de línguas dado por Deus. Concluímos, pois que o verdadeiro “Dom de Línguas,” nada tem haver com essa bagunça esquisita que se vê nesses ambientes pentecostais.
     Todos esses dons estiveram presentes e bem ativos no início da igreja e teve um objetivo sem igual.
     Se você fizer um estudo minucioso nas escrituras sobre esse tema, verá que os dons de milagres (que depois escreverei sobre eles), cura, variedade de línguas e interpretação de língua, foram manifestações temporárias, somente para a era dos apóstolos e, portanto, cessaram. O propósito deles era autenticar os apóstolos e suas mensagens como a verdadeira Palavra de Deus, até que a Bíblia completa fosse concluída e se autenticasse por si própria.

Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho     



domingo, 24 de junho de 2012

Uma Igreja sem Placas!


Convite à Loucura Nº 24 Uma Igreja sem Placas!
      Muitas pessoas têm nos perguntado como se chama a igreja que agora nos congregamos. Apesar de não parecer, mas essa pergunta é muito difícil de se responder porque as pessoas têm uma ideia muita errada do que seja igreja nos dias atuais.
     Os irmãos trazem na cabeça a concepção de igreja como a estrutura material onde se reúnem nos fins de semana.
     Igreja é a tradução da palavra grega ekklesia, que significa assembleia dos servos de Deus, e que antes tinha um significado totalmente secular. A Igreja é um grupo de seguidores de Cristo que se reúnem, ou não, em um determinado lugar frequentemente. Também para adorar a Deus, já que isso deve ser feito durante todos os minutos de nossa vida. A palavra igreja considera a totalidade das pessoas salvas em todos os tempos. Efésios 1.22; Romanos 16.16.
Quem somos nós.
     Temos procurado retornar aos princípios e práticas do Novo Testamento. Crendo que “a igreja do Deus vivo” que foi formada pelo Espírito de Deus consiste num único corpo, composto por todos os crentes em Cristo que nasceram de novo e nos quais habita o Espírito Santo, eles se congregam em seus respectivos lugares simplesmente na condição de membros desse “um só corpo” que há (1Timóteo 3.15; Romanos 12.5; 1Coríntios 12.12-13; Efésios 4.4).
      A palavra igreja não carrega em si mesmo nenhuma conotação mágica, como alguns agem como se cressem nisso. Pode ser o grupo de Deus, o bando de Deus, a turma de Deus e assim por diante.
     O temor que as pessoas têm desse termo, demonstra o quanto elas o considera uma coisa sacrosanta, e sabemos que não é. É comum alguém dizer assim: “Rapaz comporte-se, pelo menos dentro da igreja.” Isso nos faz ver que o termo igreja, hoje em dia, é tido como algo sagrado. Mas não era assim na época neotestamentária. Era apenas uma reunião dos irmãos. Simples assim.
      O Espírito de Deus é reconhecido como o presidente e guia legítimo na nossa igreja, e a Bíblia é considerada como guia e autoridade plenamente suficiente e divinamente inspirada, 2Timóteo 3.16-17. A Bíblia nos ensina que todos os verdadeiros cristãos são um sacerdócio real e santo, e que o Espírito Santo tem a liberdade de usar qualquer um que ele deseje como seu porta voz na oração e no louvor, 1Pedro 2.5;9; 1Coríntios 12.11.
       Reconhecemos plenamente que Cristo é a cabeça da nossa Igreja e que ele tem dado dons a ela, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Tudo isso para seu aperfeiçoamento na obra do ministério, Efésios 4.7-12. Não temos um ministério de um só homem, nem é designado por homem nenhum, Mas pelo próprio Deus.
       Não temos organização institucional, matriz ou autoridade central, nem bispos, nem pastores de mocidade, nem pastores titulares, nem pastores dirigentes, ou clero ordenado. Também não somos independentes. Funcionamos de forma conjunta, procurando “preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Efésios 4.3).
      Se você chegar a ver alguma de nossas reuniões estranhará bastante pois, não verá nenhum clérico ou ministro, nem algum presbítero ou outro homem qualquer encarregado da reunião. Quer saber qual é o programa do culto? Não existe nenhum! Em nossas reuniões todos os irmãos atuam como “sacerdócio santo” para oferecerem sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Cristo Jesus (1Pedro 2.5). Reconhecemos e colocamos em prática a presidência espiritual do Espírito Santo através das Escrituras Sagradas.

Como somos chamados?
      Com relação a nossa designação, preferimos ser chamados de “cristãos”, “santos”, “irmãos”, etc., encontrados nas Escrituras e que são aplicáveis a todos os filhos de Deus. Rejeitamos qualquer nome denominacional, desejamos ser conhecidos simplesmente como “cristãos reunidos em Nome do Senhor Jesus Cristo”. Lembramos de Tiago 2.7, que fala desse “bom nome que sobre vós foi invocado”.
O Motivo de Nossas Reuniões?
      Biblicamente existe vários tipos diferentes de reuniões em que os cristãos primitivos se congregavam; reuniões de oração, reuniões evangelísticas, reuniões ministeriais, reuniões apostólicas, concílios eclesiásticos, etc...
      As reuniões especiais aos Domingos, é a que eu estou me referindo. As nossas reuniões, assim como a dos cristãos primitivos nem é para adoração corporativa, nem pra se fazer evangelismo, nem pra se escutar um sermão e nem é para se confraternizar.

     Nós não nos reunimos para:
     ADORAÇÃO CORPORATIVA: Já que adoração deve ser algo que vivemos. Deus merece e deve ser adorado em cada momento de nossa vida e não somente quando nos reunimos em algum lugar. Mateus 2.11; Romanos 12.1; Filipenses 3.3. Na mente de muitos, a adoração restringe-se a cantar musicas evangélicas, levantar  as mãos e chorar ou fazer cenas de teatros no meio dos templos.

    Com certeza, também não é para:
    FAZER EVANGELISMO: Nos ocupamos no evangelismo fora das reuniões, como os irmãos do Novo Testamento que evangelizavam nos lugares que os inconversos frequentavam, por exemplo, nas sinagogas (dos judeus) e nas praças de mercado.  Os incrédulos podiam até aparecer, mas estas reuniões não eram feitas para eles, nem os membros se esforçavam para trazê-los. Assim, a congregação da igreja neotestamentária era principalmente uma reunião dos crentes.      

    Nem para:
    ESCUTAR UM SERMÃO: A noção de uma reunião dessas que tem um estilo púlpito-auditório, enfocada no sermão, não pode ser aprovada no Novo Testamento. De fato, os apóstolos ministravam a Palavra de Deus amplamente em certos ambientes. Mas esses ambientes não eram “reuniões da igreja”.

    E nem muito menos para:
    SE CONFRATERNIZAR: A Confraternização ou comunhão também não era o propósito principal da reunião neotestamentária. Assim também não é o nosso propósito. A confraternização é simplesmente uma das muitas consequências orgânicas que emergem quando o povo de Deus começa a entronizar prazerosamente ao Senhor Jesus Cristo e a permitir que seu Espírito dirija suas reuniões (Atos 2.42). A confraternização é necessária mas não deve ser igualada com o propósito da reunião dos crentes.
      Se a reunião dos crentes não tem como propósito nada disso que foi abordado aqui, qual era o principal propósito da reunião então?
      De acordo com as Escrituras o propósito principal da reunião dos crentes era a edificação e exortação mútuas. 1Coríntios 14.26 apresenta isso de forma clara: “...seja tudo feito para edificação.”
      Hebreus 10.24-25 expressa isso de forma ainda mais clara: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é o costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.”
      Romanos 14.19; “Assim, pois, seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros.  
      1Tessalonicenses 5.11; “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.”
     Hebreus 3.13-14; “pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.”        
       Efésios 4.15-16; “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
       A reunião original dos crentes vista no Novo Testamento foi desenhada para permitir que todo membro da assembléia participe na edificação do corpo como um todo e que não está confinado à liderança de um homem (como o pastor). Segundo as palavras de Paulo, “falando entre si com salmos” na reunião local. Até os próprios cânticos eram marcados por um elemento de reciprocidade quando Paulo exorta aos irmãos para que “ensinem e aconselhem-se uns aos outros... e cantem salmos e hinos espirituais com gratidão a Deus em seu coração” (Efésios 5.19;Colossenses 3.16).
       Alegria, sinceridade e espontaneidade é o espírito principal dessa reunião e a edificação mútua é sua meta fundamental.

       Em Cristo
       Francisco Rodrigues Filho






quarta-feira, 20 de junho de 2012

O Púlpito e o Sermão.



Convite à Loucura Nº 13  O Púlpito e o Sermão.

     Jesus e os discípulos pregavam  por todas as cidades e lugares, Mateus 11.1; Marcos 16.20, nas sinagogas Atos 9.20, desertos, Mateus 3.1; de aldeia em aldeia, Lucas 8.1. Pregavam a verdade sagrada de Deus e nada se fala sobre o púlpito ou o modo como se prega hoje em dia. Por que estou dizendo isso? É porque hoje nas igrejas o púlpito é considerado uma coisa sagrada, quem ali vai, torna-se um super crente, muda até de voz! Fala o que bem quer e ninguém pode interrompê-lo, nem questiona-lo.       Outro erro é que pra eles, o sermão é a única maneira de alguém se edificar. Tudo isso não passa de falácia, de engano!

De onde veio a ideia do Púlpito ser Sagrado?

       Na época da igreja primitiva ninguém usava púlpito, nem pra segurar as bíblias. As escrituras naquela época eram rolos de papiros contendo livros do “Antigo Testamento” e pergaminhos que eram folhas em velino de pele de animais tratadas, extremamente caras.

        Quatrocentos anos depois de Cristo, a taça e o pão (elementos da ceia) eram vistos como objetos que intimidavam, causavam medo e mistério. Por considerarem esses elementos sagrados e de mistérios, algumas igrejas colocaram uma armação ornamental, um dossel sobre a mesa do altar onde ficavam os elementos da ceia.

      No século XVI, mil e seiscentos anos depois de Cristo, colocaram grades sobre a mesa do altar. Essa é a mesa onde a sagrada comunhão é colocada. O altar-mesa significa o que é ofertado a Deus (o altar), e o que é dado ao homem (a mesa). Essas grades significavam que a mesa do altar era um objeto santo a ser tocado somente por pessoas santas, por exemplo, o clero. No século IV, o leigo já tinha sido proibido de ir ao altar. No centro da igreja ficava o altar. Antes, os altares eram feitos de madeira, posteriormente, no início do século VI, começaram a serem feitos de mármore, pedra, prata ou ouro. O altar era considerado o local mais santo da igreja por duas razões. Porque era lá que frequentemente ficavam as relíquias dos mártires. Em segundo lugar, porque sobre o altar ficava a eucaristia (o pão e a taça). No século XVI, estourou a reforma protestante. A maioria dos reformadores era ex-padres. Sendo assim, haviam sido inconscientemente condicionados aos padrões de pensamento do Catolicismo medieval. Os reformadores fizeram pequenas mudanças nas práticas da igreja, pois a massa não estava pronta para mudanças radicais.

        Eles fizeram do púlpito o centro dominante ao invés de centralizar a mesa do altar, como era feita antes!

       A reforma foi construída sobre a ideia de que as pessoas não poderiam conhecer a Deus, ou crescer espiritualmente ao menos que ouvissem pregações.

      O púlpito foi movido para mais perto de onde as pessoas sentavam, tornando o sermão uma parte fixa do culto.

       No fim da Idade Média, o púlpito tornou-se comum em igrejas de paróquias.
       Com a Reforma, tornou-se a peça central da mobília na igreja.
       O púlpito simbolizava a substituição da centralidade da ação ritualística, que era  a missa, abolida pelos reformadores, e transformou-se na instrução verbal clerical, que é o sermão.

       Tudo isso faz parte de tradições de homens. Tradições que impedem que o povo de Deus o adore em espírito e em verdade.

O Sermão, ou Pregação!

         Alguém diz: “Fulano de tal é um bom pregador; prega como o Apóstolo Paulo.” Nenhum pregador que conheço prega como Paulo! Não falo sobre questões teológicas, mas, no modo de se pregar hoje em dia.

          O camarada vem todo arrumado, às vezes até sabemos quem vai pregar só pela forma como o camarada está vestido, aí sobe no púlpito, e começa sua homilia. Fala, fala, fala e ninguém diz nada, nem faz uma perguntinha, e ele, fala, fala, fala, promete, mente, torce as escrituras, e todo mundo fica calado, até quem sabe que ele está errado, e ai de quem disser um pio ou fazer qualquer questionamento. O homem tá “ungido”; não podemos atrapalhar o Espírito Santo. E pegue mentira, erro e ladainha! Isso não tem nada a ver com as pregações de Jesus nem de seus apóstolos, mas foi emprestado diretamente da associação pagã da cultura grega!

O Surgimento do Sermão de nossos dias!

        No século V, antes de Cristo havia um grupo de mestres peregrinos chamados Sofistas. De acordo com estudiosos, eles inventaram a retórica, que é a arte de falar persuasivamente. Eles costumavam recrutar discípulos e exigiam o pagamento dos que estivessem interessados em ouvir seus discursos.

          Os Sofistas eram experientes na arte de debates. Eram mestres em usar os adequados apelos emocionais, aparência física e linguajar para “vender” seus argumentos. Com o tempo, o estilo, a forma e a destreza da oratória dos Sofistas chegaram a ser mais estimada do que sua exatidão. Por isso, um bom orador poderia usar seu sermão para influenciar sua audiência a acreditar numa coisa que ele sabia que era falso. Para a mente grega, ganhar um argumento era uma virtude maior do que pregar a verdade.


      É daqui que vem a forma do sermão que ouvimos hoje em dia nas igrejas. Hoje, os seminaristas pagam uma disciplina chamada homilética para aprender a pregar, com todas as técnicas de retórica dos Sofistas.

      Como se vestir, como se portar, o cuidado com os gestos, a eloquência, o cuidado para não ferir os ouvintes com alguma palavra “pesada”! Pelo amor de Deus! É por isso que eu disse que ninguém prega mais como Paulo.
   
       Jesus e os apóstolos não usavam púlpitos, não queriam atrair ninguém pelo modo de falar nem de vestir, eles desejavam que as pessoas fossem atraídas por Deus Pai. Paulo disse: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” 1Coríntios 2.4-5.
      É dos Sofistas também que surgiu essa prática de um só camarada falando (o pregador), e todos os demais ouvindo passivamente, sem falarem nada, nem questionarem coisa nenhuma.

      Como é diferente da verdadeira pregação, e o conteúdo nem se fala, as diferenças são gritantes.

       O sermão de hoje não tem raízes nas Escrituras, mas, é emprestado, recuperado e adotado da cultura pagã para a fé cristã. Essa verdade pode escandalizar, mas é verdade!

       Vejamos algumas diferenças.

Velho Testamento

         No sermão do Antigo Testamento havia participação ativa e interrupções. Profetas e sacerdotes pregavam incomodando os ouvintes, abordando um tema atual, ao invés se usar anotações. Eles falavam em resposta a acontecimentos específicos, e não proferiam discursos ou mensagens regularmente ao povo de Deus, (Deuteronômio 1.1; 5.1; 27.1; 9; Josué 23.1; 24.15; Isaías; Jeremias; Ezequiel; Daniel; Amós; Zacarias; etc).

         Nessa época o sermão era esporádico, era algo que fluía e havia abertura para a participação pública.


Novo Testamento

       As mensagens que Jesus compartilhou a maior parte das vezes com os discípulos, eram consistentemente espontâneas e informais.

       Seguindo o mesmo padrão, a pregação apostólica registrada em Atos, era esporádica,  ministrada em ocasiões especiais para tratar de problemas específicos, Atos 2.14-35; 7.1-53; 15.13-21;32;  17.22-34; 20.7-12; 17-35; 26.24-29.

      Era improvisada e não tinha uma estrutura retórica. Incluía debates e interrupções por parte do povo, ao invés de um mero monólogo.

        A palavra grega frequentemente usada para descrever a pregação e os ensinos do primeiro século é dialégomai (Atos 17.2; 17; 18.4; 19; 19.8-9; 20.7; 9; 24.25). Ela literalmente significa raciocinar, ensinar com método de perguntas e respostas, discursar, mas sempre com a ideia de estímulo intelectual, é dessa palavra grega que vem o termo português, “diálogo”. Ou seja, é uma conversação entre duas ou mais pessoas. Mas o que se vê nas reuniões religiosas de hoje é um camarada falando e os demais ouvindo passivamente.

      Em poucas palavras, o púlpito e os sermões contemporâneos são alheios tanto ao Antigo quanto ao Novo Testamento.
       Não existe absolutamente nada nas Escrituras que indique sua existência nas reuniões da Igreja primitiva.

       Que o Senhor nos dê discernimento para compreender a sua verdade.

Em Cristo

Francisco Rodrigues Filho

sábado, 26 de maio de 2012

A Loucura de Deus

Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos 
salvos, poder de Deus 1Coríntios 1.18.


Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, 
aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. 1Coríntios 1.21


Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais
forte do que os homens. 1Coríntios 1.25

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um Retrato da Idolatria.

 Estive visitando um retrato da idolatria no Brasil.

E aconteceu que, dizendo ele essas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem- aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.  Lucas 11.27-28.

Esses versículos dizem claramente que os que ouvem a Palavra de Deus são abençoados tanto quanto Maria, que também foi salva pela graça, mediante a fé (dom de Deus). Em breve escreverei um artigo mais detalhado sobre esse assunto. Deus abençoe a todos.

Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho

terça-feira, 22 de maio de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Convite à loucura - 23


Nº 23  O Plano de Deus Para a Salvação do Homem!

      Cada religião tem seu próprio jeito de mostrar a salvação do indivíduo. Tem até uma que ensina que o camarada salvo através dela terá dez virgens pra ele no paraiso. Outras pregam que Deus nos salva das dívidas dos problemas, ou seja; só coisas desse mundo. O pior é que; assim também estão ficando as denominações religiosas que se diziam ortodoxas. De um lado, o próprio Cristo diz que ele é a salvação, e que não existe outro meio de se chegar ao Pai senão por ele;“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João14.6). De outro lado as instituições religiosas dizem que pra ver a salvação é preciso; ser membros delas, pregar de porta em porta, adorar outros deuses, praticar a lei do Velho Testamento, dar todo o dinheiro que você tem pra tal instituição e muitas e muitas outras loucuras desse tipo.

O Plano.
       Devido a isso, Deus, iluminou-me para escrever esse folheto tratando de seu plano de salvação para a raça humana!

      No primeiro livro da Bíblia (Gêneses), você pode ler que Deus fez o homem, a mulher, os animais e tudo o mais; e providenciou tudo de bom pra Adão e Eva. O Diabo em forma de serpente engana Eva, fazendo-lhe comer do fruto proibido e dando também ao seu marido. Por causa dessa desobediência, a morte entrou e reinou no mundo, Gêneses 3.1-6;16-19.

       Daí então, Deus nos dá os Dez Mandamentos para que o homem  reconheça o quanto ele pecou e peca, e para que o pecado fique ressaltado, e assim o homem veja que sem Deus não há como ele salvar-se; leia Êxodo 20.1-17; Romanos 3.19-20. Assim a lei serve para nos levar à Cristo; “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.”  Gálatas 3.24. Um “aio”, do grego: paidagôgós, (de onde vêm nossa palavra pedagôgo) era um guardião, um tutor. Era um escravo empregado por famílias gregas e romanas para se encarregar dos meninos entre os 6 e 16 anos, cuidando de seu comportamento e acompanhando-o sempre que saísse de casa, indo, por exemplo, à escola. Os aios, com frequência, eram disciplinadores severos, fazendo com que aqueles sob os seus cuidados ansiassem pelo dia em que estariam livres de sua custódia.
       A lei era nosso aio, o qual, ao mostrar os nossos pecados, estava nos levando a Cristo. O momento que nos livrou do aio,(que era a lei) foi a vinda de Cristo.

      Depois de tudo isso, o que o homem pode esperar é a ira de Deus que está por vir sobre toda a humanidade, Hebreus 9.27.
    “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” Atos 17.30-31. E lembrem-se que nada que o homem tenha, fará diferença no dia do julgamento, “As riquesas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte.” Provérbios 11.4. A própria Bíblia nos deixa claro que é impossível para o homem cumprir toda a lei de Deus, “Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.” Tiago 2.10.

       Por isso ela não salvará ninguém, Gálatas 2.16, pois só por meio de Cristo podemos ser justificados de nossos pecados, coisa que a lei de Moisés não conseguiu fazer, Atos 13.39.

        Ciente de que somos pecadores e que não há como nos limpar com Deus, já que é impossível cumprir os Dez Mandamentos na íntegra, o que poderíamos esperar era a condenação ao inferno de fogo ardente, onde seríamos atormentados de dia e de noite por toda a eternidade, Apocalipse 20.15; 2Pedro2.4-9; 2Tessalonicenses 1.6-10.

      Quando tudo parece está perdido para todos, Deus, na sua infinita misericórdia e amor, resolve esse problema. Leia atentamente Romanos 5.6-8;  18-19; Efésios 2.4-5. Observe nesses textos que quando o pecado entrou no mundo, a morte passou a reinar, mas ela foi vencida pela morte de Cristo. Uma vez que, por meio de sua morte, Jesus pagou a culpa dos pecados, e uma vez que sua justiça sem mácula foi creditada em nossa conta, Deus nos declara inocentes e nos recebe na condição de justos. Romanos 4.22-24; Filipenses 3.9. Esta é a doutrina conhecida como “justificação.”

        Jesus Cristo venceu até mesmo a morte, Apocalipse 1.17-18; 1Coríntios 15.20-26. A morte já está vencida pela ressurreição de cristo, Lucas 20.35-36; João 11.25-26. Por isso quem crê em Jesus ainda que morra viverá, pois passou da morte para a vida, Efésios 2.1; João 5.24-25. Contudo a morte será derrotada por completo no final, quando Jesus voltar;“O último inimigo a ser destruído é a morte.” 1Coríntios 15.26.
         Hebreus 9.27-28; “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.”

         O evangelho popular da nossa geração geralmente deixa a impressão que Jesus é um salvador de problemas, tristeza, solidão, desespero, dor e sofrimento. As Escrituras dizem que ele veio salvar as pessoas do pecado, e não de problemas desse mundo, João 16.33.

         Mais uma vez, Deus providenciou o melhor para o homem, cabe agora ao homem crer nessa providência, João 3.17-18; Atos 3.19; “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Romanos 8.1; 1João 2.1-6. Quando Deus nos chama e nos presenteia com seu Santo Espírito, temos em nós a vontade de lutar contra o pecado e fazer a plena vontade dele! Nasce em nós um arrependimento da antiga maneira como vivíamos e convertermos nosso estilo de vida para uma mentalidade santa, separada para Deus.

         Se tivéssemos que pagar, ficaríamos separados de Deus para sempre. Por isso ele mesmo tornou-se homem, nascendo de uma virgem para pagar o preço por nós na cruz. Ninguém pode queixar-se de Deus. Ele provou seu amor fazendo tudo o que podia e, deste modo, é, ao mesmo tempo “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” “Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3.26).