domingo, 24 de junho de 2012

Uma Igreja sem Placas!


Convite à Loucura Nº 24 Uma Igreja sem Placas!
      Muitas pessoas têm nos perguntado como se chama a igreja que agora nos congregamos. Apesar de não parecer, mas essa pergunta é muito difícil de se responder porque as pessoas têm uma ideia muita errada do que seja igreja nos dias atuais.
     Os irmãos trazem na cabeça a concepção de igreja como a estrutura material onde se reúnem nos fins de semana.
     Igreja é a tradução da palavra grega ekklesia, que significa assembleia dos servos de Deus, e que antes tinha um significado totalmente secular. A Igreja é um grupo de seguidores de Cristo que se reúnem, ou não, em um determinado lugar frequentemente. Também para adorar a Deus, já que isso deve ser feito durante todos os minutos de nossa vida. A palavra igreja considera a totalidade das pessoas salvas em todos os tempos. Efésios 1.22; Romanos 16.16.
Quem somos nós.
     Temos procurado retornar aos princípios e práticas do Novo Testamento. Crendo que “a igreja do Deus vivo” que foi formada pelo Espírito de Deus consiste num único corpo, composto por todos os crentes em Cristo que nasceram de novo e nos quais habita o Espírito Santo, eles se congregam em seus respectivos lugares simplesmente na condição de membros desse “um só corpo” que há (1Timóteo 3.15; Romanos 12.5; 1Coríntios 12.12-13; Efésios 4.4).
      A palavra igreja não carrega em si mesmo nenhuma conotação mágica, como alguns agem como se cressem nisso. Pode ser o grupo de Deus, o bando de Deus, a turma de Deus e assim por diante.
     O temor que as pessoas têm desse termo, demonstra o quanto elas o considera uma coisa sacrosanta, e sabemos que não é. É comum alguém dizer assim: “Rapaz comporte-se, pelo menos dentro da igreja.” Isso nos faz ver que o termo igreja, hoje em dia, é tido como algo sagrado. Mas não era assim na época neotestamentária. Era apenas uma reunião dos irmãos. Simples assim.
      O Espírito de Deus é reconhecido como o presidente e guia legítimo na nossa igreja, e a Bíblia é considerada como guia e autoridade plenamente suficiente e divinamente inspirada, 2Timóteo 3.16-17. A Bíblia nos ensina que todos os verdadeiros cristãos são um sacerdócio real e santo, e que o Espírito Santo tem a liberdade de usar qualquer um que ele deseje como seu porta voz na oração e no louvor, 1Pedro 2.5;9; 1Coríntios 12.11.
       Reconhecemos plenamente que Cristo é a cabeça da nossa Igreja e que ele tem dado dons a ela, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Tudo isso para seu aperfeiçoamento na obra do ministério, Efésios 4.7-12. Não temos um ministério de um só homem, nem é designado por homem nenhum, Mas pelo próprio Deus.
       Não temos organização institucional, matriz ou autoridade central, nem bispos, nem pastores de mocidade, nem pastores titulares, nem pastores dirigentes, ou clero ordenado. Também não somos independentes. Funcionamos de forma conjunta, procurando “preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Efésios 4.3).
      Se você chegar a ver alguma de nossas reuniões estranhará bastante pois, não verá nenhum clérico ou ministro, nem algum presbítero ou outro homem qualquer encarregado da reunião. Quer saber qual é o programa do culto? Não existe nenhum! Em nossas reuniões todos os irmãos atuam como “sacerdócio santo” para oferecerem sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Cristo Jesus (1Pedro 2.5). Reconhecemos e colocamos em prática a presidência espiritual do Espírito Santo através das Escrituras Sagradas.

Como somos chamados?
      Com relação a nossa designação, preferimos ser chamados de “cristãos”, “santos”, “irmãos”, etc., encontrados nas Escrituras e que são aplicáveis a todos os filhos de Deus. Rejeitamos qualquer nome denominacional, desejamos ser conhecidos simplesmente como “cristãos reunidos em Nome do Senhor Jesus Cristo”. Lembramos de Tiago 2.7, que fala desse “bom nome que sobre vós foi invocado”.
O Motivo de Nossas Reuniões?
      Biblicamente existe vários tipos diferentes de reuniões em que os cristãos primitivos se congregavam; reuniões de oração, reuniões evangelísticas, reuniões ministeriais, reuniões apostólicas, concílios eclesiásticos, etc...
      As reuniões especiais aos Domingos, é a que eu estou me referindo. As nossas reuniões, assim como a dos cristãos primitivos nem é para adoração corporativa, nem pra se fazer evangelismo, nem pra se escutar um sermão e nem é para se confraternizar.

     Nós não nos reunimos para:
     ADORAÇÃO CORPORATIVA: Já que adoração deve ser algo que vivemos. Deus merece e deve ser adorado em cada momento de nossa vida e não somente quando nos reunimos em algum lugar. Mateus 2.11; Romanos 12.1; Filipenses 3.3. Na mente de muitos, a adoração restringe-se a cantar musicas evangélicas, levantar  as mãos e chorar ou fazer cenas de teatros no meio dos templos.

    Com certeza, também não é para:
    FAZER EVANGELISMO: Nos ocupamos no evangelismo fora das reuniões, como os irmãos do Novo Testamento que evangelizavam nos lugares que os inconversos frequentavam, por exemplo, nas sinagogas (dos judeus) e nas praças de mercado.  Os incrédulos podiam até aparecer, mas estas reuniões não eram feitas para eles, nem os membros se esforçavam para trazê-los. Assim, a congregação da igreja neotestamentária era principalmente uma reunião dos crentes.      

    Nem para:
    ESCUTAR UM SERMÃO: A noção de uma reunião dessas que tem um estilo púlpito-auditório, enfocada no sermão, não pode ser aprovada no Novo Testamento. De fato, os apóstolos ministravam a Palavra de Deus amplamente em certos ambientes. Mas esses ambientes não eram “reuniões da igreja”.

    E nem muito menos para:
    SE CONFRATERNIZAR: A Confraternização ou comunhão também não era o propósito principal da reunião neotestamentária. Assim também não é o nosso propósito. A confraternização é simplesmente uma das muitas consequências orgânicas que emergem quando o povo de Deus começa a entronizar prazerosamente ao Senhor Jesus Cristo e a permitir que seu Espírito dirija suas reuniões (Atos 2.42). A confraternização é necessária mas não deve ser igualada com o propósito da reunião dos crentes.
      Se a reunião dos crentes não tem como propósito nada disso que foi abordado aqui, qual era o principal propósito da reunião então?
      De acordo com as Escrituras o propósito principal da reunião dos crentes era a edificação e exortação mútuas. 1Coríntios 14.26 apresenta isso de forma clara: “...seja tudo feito para edificação.”
      Hebreus 10.24-25 expressa isso de forma ainda mais clara: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é o costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.”
      Romanos 14.19; “Assim, pois, seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros.  
      1Tessalonicenses 5.11; “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.”
     Hebreus 3.13-14; “pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.”        
       Efésios 4.15-16; “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
       A reunião original dos crentes vista no Novo Testamento foi desenhada para permitir que todo membro da assembléia participe na edificação do corpo como um todo e que não está confinado à liderança de um homem (como o pastor). Segundo as palavras de Paulo, “falando entre si com salmos” na reunião local. Até os próprios cânticos eram marcados por um elemento de reciprocidade quando Paulo exorta aos irmãos para que “ensinem e aconselhem-se uns aos outros... e cantem salmos e hinos espirituais com gratidão a Deus em seu coração” (Efésios 5.19;Colossenses 3.16).
       Alegria, sinceridade e espontaneidade é o espírito principal dessa reunião e a edificação mútua é sua meta fundamental.

       Em Cristo
       Francisco Rodrigues Filho






quarta-feira, 20 de junho de 2012

O Púlpito e o Sermão.



Convite à Loucura Nº 13  O Púlpito e o Sermão.

     Jesus e os discípulos pregavam  por todas as cidades e lugares, Mateus 11.1; Marcos 16.20, nas sinagogas Atos 9.20, desertos, Mateus 3.1; de aldeia em aldeia, Lucas 8.1. Pregavam a verdade sagrada de Deus e nada se fala sobre o púlpito ou o modo como se prega hoje em dia. Por que estou dizendo isso? É porque hoje nas igrejas o púlpito é considerado uma coisa sagrada, quem ali vai, torna-se um super crente, muda até de voz! Fala o que bem quer e ninguém pode interrompê-lo, nem questiona-lo.       Outro erro é que pra eles, o sermão é a única maneira de alguém se edificar. Tudo isso não passa de falácia, de engano!

De onde veio a ideia do Púlpito ser Sagrado?

       Na época da igreja primitiva ninguém usava púlpito, nem pra segurar as bíblias. As escrituras naquela época eram rolos de papiros contendo livros do “Antigo Testamento” e pergaminhos que eram folhas em velino de pele de animais tratadas, extremamente caras.

        Quatrocentos anos depois de Cristo, a taça e o pão (elementos da ceia) eram vistos como objetos que intimidavam, causavam medo e mistério. Por considerarem esses elementos sagrados e de mistérios, algumas igrejas colocaram uma armação ornamental, um dossel sobre a mesa do altar onde ficavam os elementos da ceia.

      No século XVI, mil e seiscentos anos depois de Cristo, colocaram grades sobre a mesa do altar. Essa é a mesa onde a sagrada comunhão é colocada. O altar-mesa significa o que é ofertado a Deus (o altar), e o que é dado ao homem (a mesa). Essas grades significavam que a mesa do altar era um objeto santo a ser tocado somente por pessoas santas, por exemplo, o clero. No século IV, o leigo já tinha sido proibido de ir ao altar. No centro da igreja ficava o altar. Antes, os altares eram feitos de madeira, posteriormente, no início do século VI, começaram a serem feitos de mármore, pedra, prata ou ouro. O altar era considerado o local mais santo da igreja por duas razões. Porque era lá que frequentemente ficavam as relíquias dos mártires. Em segundo lugar, porque sobre o altar ficava a eucaristia (o pão e a taça). No século XVI, estourou a reforma protestante. A maioria dos reformadores era ex-padres. Sendo assim, haviam sido inconscientemente condicionados aos padrões de pensamento do Catolicismo medieval. Os reformadores fizeram pequenas mudanças nas práticas da igreja, pois a massa não estava pronta para mudanças radicais.

        Eles fizeram do púlpito o centro dominante ao invés de centralizar a mesa do altar, como era feita antes!

       A reforma foi construída sobre a ideia de que as pessoas não poderiam conhecer a Deus, ou crescer espiritualmente ao menos que ouvissem pregações.

      O púlpito foi movido para mais perto de onde as pessoas sentavam, tornando o sermão uma parte fixa do culto.

       No fim da Idade Média, o púlpito tornou-se comum em igrejas de paróquias.
       Com a Reforma, tornou-se a peça central da mobília na igreja.
       O púlpito simbolizava a substituição da centralidade da ação ritualística, que era  a missa, abolida pelos reformadores, e transformou-se na instrução verbal clerical, que é o sermão.

       Tudo isso faz parte de tradições de homens. Tradições que impedem que o povo de Deus o adore em espírito e em verdade.

O Sermão, ou Pregação!

         Alguém diz: “Fulano de tal é um bom pregador; prega como o Apóstolo Paulo.” Nenhum pregador que conheço prega como Paulo! Não falo sobre questões teológicas, mas, no modo de se pregar hoje em dia.

          O camarada vem todo arrumado, às vezes até sabemos quem vai pregar só pela forma como o camarada está vestido, aí sobe no púlpito, e começa sua homilia. Fala, fala, fala e ninguém diz nada, nem faz uma perguntinha, e ele, fala, fala, fala, promete, mente, torce as escrituras, e todo mundo fica calado, até quem sabe que ele está errado, e ai de quem disser um pio ou fazer qualquer questionamento. O homem tá “ungido”; não podemos atrapalhar o Espírito Santo. E pegue mentira, erro e ladainha! Isso não tem nada a ver com as pregações de Jesus nem de seus apóstolos, mas foi emprestado diretamente da associação pagã da cultura grega!

O Surgimento do Sermão de nossos dias!

        No século V, antes de Cristo havia um grupo de mestres peregrinos chamados Sofistas. De acordo com estudiosos, eles inventaram a retórica, que é a arte de falar persuasivamente. Eles costumavam recrutar discípulos e exigiam o pagamento dos que estivessem interessados em ouvir seus discursos.

          Os Sofistas eram experientes na arte de debates. Eram mestres em usar os adequados apelos emocionais, aparência física e linguajar para “vender” seus argumentos. Com o tempo, o estilo, a forma e a destreza da oratória dos Sofistas chegaram a ser mais estimada do que sua exatidão. Por isso, um bom orador poderia usar seu sermão para influenciar sua audiência a acreditar numa coisa que ele sabia que era falso. Para a mente grega, ganhar um argumento era uma virtude maior do que pregar a verdade.


      É daqui que vem a forma do sermão que ouvimos hoje em dia nas igrejas. Hoje, os seminaristas pagam uma disciplina chamada homilética para aprender a pregar, com todas as técnicas de retórica dos Sofistas.

      Como se vestir, como se portar, o cuidado com os gestos, a eloquência, o cuidado para não ferir os ouvintes com alguma palavra “pesada”! Pelo amor de Deus! É por isso que eu disse que ninguém prega mais como Paulo.
   
       Jesus e os apóstolos não usavam púlpitos, não queriam atrair ninguém pelo modo de falar nem de vestir, eles desejavam que as pessoas fossem atraídas por Deus Pai. Paulo disse: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” 1Coríntios 2.4-5.
      É dos Sofistas também que surgiu essa prática de um só camarada falando (o pregador), e todos os demais ouvindo passivamente, sem falarem nada, nem questionarem coisa nenhuma.

      Como é diferente da verdadeira pregação, e o conteúdo nem se fala, as diferenças são gritantes.

       O sermão de hoje não tem raízes nas Escrituras, mas, é emprestado, recuperado e adotado da cultura pagã para a fé cristã. Essa verdade pode escandalizar, mas é verdade!

       Vejamos algumas diferenças.

Velho Testamento

         No sermão do Antigo Testamento havia participação ativa e interrupções. Profetas e sacerdotes pregavam incomodando os ouvintes, abordando um tema atual, ao invés se usar anotações. Eles falavam em resposta a acontecimentos específicos, e não proferiam discursos ou mensagens regularmente ao povo de Deus, (Deuteronômio 1.1; 5.1; 27.1; 9; Josué 23.1; 24.15; Isaías; Jeremias; Ezequiel; Daniel; Amós; Zacarias; etc).

         Nessa época o sermão era esporádico, era algo que fluía e havia abertura para a participação pública.


Novo Testamento

       As mensagens que Jesus compartilhou a maior parte das vezes com os discípulos, eram consistentemente espontâneas e informais.

       Seguindo o mesmo padrão, a pregação apostólica registrada em Atos, era esporádica,  ministrada em ocasiões especiais para tratar de problemas específicos, Atos 2.14-35; 7.1-53; 15.13-21;32;  17.22-34; 20.7-12; 17-35; 26.24-29.

      Era improvisada e não tinha uma estrutura retórica. Incluía debates e interrupções por parte do povo, ao invés de um mero monólogo.

        A palavra grega frequentemente usada para descrever a pregação e os ensinos do primeiro século é dialégomai (Atos 17.2; 17; 18.4; 19; 19.8-9; 20.7; 9; 24.25). Ela literalmente significa raciocinar, ensinar com método de perguntas e respostas, discursar, mas sempre com a ideia de estímulo intelectual, é dessa palavra grega que vem o termo português, “diálogo”. Ou seja, é uma conversação entre duas ou mais pessoas. Mas o que se vê nas reuniões religiosas de hoje é um camarada falando e os demais ouvindo passivamente.

      Em poucas palavras, o púlpito e os sermões contemporâneos são alheios tanto ao Antigo quanto ao Novo Testamento.
       Não existe absolutamente nada nas Escrituras que indique sua existência nas reuniões da Igreja primitiva.

       Que o Senhor nos dê discernimento para compreender a sua verdade.

Em Cristo

Francisco Rodrigues Filho

sábado, 26 de maio de 2012

A Loucura de Deus

Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos 
salvos, poder de Deus 1Coríntios 1.18.


Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, 
aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. 1Coríntios 1.21


Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais
forte do que os homens. 1Coríntios 1.25

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um Retrato da Idolatria.

 Estive visitando um retrato da idolatria no Brasil.

E aconteceu que, dizendo ele essas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem- aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.  Lucas 11.27-28.

Esses versículos dizem claramente que os que ouvem a Palavra de Deus são abençoados tanto quanto Maria, que também foi salva pela graça, mediante a fé (dom de Deus). Em breve escreverei um artigo mais detalhado sobre esse assunto. Deus abençoe a todos.

Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho

terça-feira, 22 de maio de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Convite à loucura - 23


Nº 23  O Plano de Deus Para a Salvação do Homem!

      Cada religião tem seu próprio jeito de mostrar a salvação do indivíduo. Tem até uma que ensina que o camarada salvo através dela terá dez virgens pra ele no paraiso. Outras pregam que Deus nos salva das dívidas dos problemas, ou seja; só coisas desse mundo. O pior é que; assim também estão ficando as denominações religiosas que se diziam ortodoxas. De um lado, o próprio Cristo diz que ele é a salvação, e que não existe outro meio de se chegar ao Pai senão por ele;“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João14.6). De outro lado as instituições religiosas dizem que pra ver a salvação é preciso; ser membros delas, pregar de porta em porta, adorar outros deuses, praticar a lei do Velho Testamento, dar todo o dinheiro que você tem pra tal instituição e muitas e muitas outras loucuras desse tipo.

O Plano.
       Devido a isso, Deus, iluminou-me para escrever esse folheto tratando de seu plano de salvação para a raça humana!

      No primeiro livro da Bíblia (Gêneses), você pode ler que Deus fez o homem, a mulher, os animais e tudo o mais; e providenciou tudo de bom pra Adão e Eva. O Diabo em forma de serpente engana Eva, fazendo-lhe comer do fruto proibido e dando também ao seu marido. Por causa dessa desobediência, a morte entrou e reinou no mundo, Gêneses 3.1-6;16-19.

       Daí então, Deus nos dá os Dez Mandamentos para que o homem  reconheça o quanto ele pecou e peca, e para que o pecado fique ressaltado, e assim o homem veja que sem Deus não há como ele salvar-se; leia Êxodo 20.1-17; Romanos 3.19-20. Assim a lei serve para nos levar à Cristo; “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.”  Gálatas 3.24. Um “aio”, do grego: paidagôgós, (de onde vêm nossa palavra pedagôgo) era um guardião, um tutor. Era um escravo empregado por famílias gregas e romanas para se encarregar dos meninos entre os 6 e 16 anos, cuidando de seu comportamento e acompanhando-o sempre que saísse de casa, indo, por exemplo, à escola. Os aios, com frequência, eram disciplinadores severos, fazendo com que aqueles sob os seus cuidados ansiassem pelo dia em que estariam livres de sua custódia.
       A lei era nosso aio, o qual, ao mostrar os nossos pecados, estava nos levando a Cristo. O momento que nos livrou do aio,(que era a lei) foi a vinda de Cristo.

      Depois de tudo isso, o que o homem pode esperar é a ira de Deus que está por vir sobre toda a humanidade, Hebreus 9.27.
    “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” Atos 17.30-31. E lembrem-se que nada que o homem tenha, fará diferença no dia do julgamento, “As riquesas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte.” Provérbios 11.4. A própria Bíblia nos deixa claro que é impossível para o homem cumprir toda a lei de Deus, “Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.” Tiago 2.10.

       Por isso ela não salvará ninguém, Gálatas 2.16, pois só por meio de Cristo podemos ser justificados de nossos pecados, coisa que a lei de Moisés não conseguiu fazer, Atos 13.39.

        Ciente de que somos pecadores e que não há como nos limpar com Deus, já que é impossível cumprir os Dez Mandamentos na íntegra, o que poderíamos esperar era a condenação ao inferno de fogo ardente, onde seríamos atormentados de dia e de noite por toda a eternidade, Apocalipse 20.15; 2Pedro2.4-9; 2Tessalonicenses 1.6-10.

      Quando tudo parece está perdido para todos, Deus, na sua infinita misericórdia e amor, resolve esse problema. Leia atentamente Romanos 5.6-8;  18-19; Efésios 2.4-5. Observe nesses textos que quando o pecado entrou no mundo, a morte passou a reinar, mas ela foi vencida pela morte de Cristo. Uma vez que, por meio de sua morte, Jesus pagou a culpa dos pecados, e uma vez que sua justiça sem mácula foi creditada em nossa conta, Deus nos declara inocentes e nos recebe na condição de justos. Romanos 4.22-24; Filipenses 3.9. Esta é a doutrina conhecida como “justificação.”

        Jesus Cristo venceu até mesmo a morte, Apocalipse 1.17-18; 1Coríntios 15.20-26. A morte já está vencida pela ressurreição de cristo, Lucas 20.35-36; João 11.25-26. Por isso quem crê em Jesus ainda que morra viverá, pois passou da morte para a vida, Efésios 2.1; João 5.24-25. Contudo a morte será derrotada por completo no final, quando Jesus voltar;“O último inimigo a ser destruído é a morte.” 1Coríntios 15.26.
         Hebreus 9.27-28; “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.”

         O evangelho popular da nossa geração geralmente deixa a impressão que Jesus é um salvador de problemas, tristeza, solidão, desespero, dor e sofrimento. As Escrituras dizem que ele veio salvar as pessoas do pecado, e não de problemas desse mundo, João 16.33.

         Mais uma vez, Deus providenciou o melhor para o homem, cabe agora ao homem crer nessa providência, João 3.17-18; Atos 3.19; “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Romanos 8.1; 1João 2.1-6. Quando Deus nos chama e nos presenteia com seu Santo Espírito, temos em nós a vontade de lutar contra o pecado e fazer a plena vontade dele! Nasce em nós um arrependimento da antiga maneira como vivíamos e convertermos nosso estilo de vida para uma mentalidade santa, separada para Deus.

         Se tivéssemos que pagar, ficaríamos separados de Deus para sempre. Por isso ele mesmo tornou-se homem, nascendo de uma virgem para pagar o preço por nós na cruz. Ninguém pode queixar-se de Deus. Ele provou seu amor fazendo tudo o que podia e, deste modo, é, ao mesmo tempo “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” “Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3.26).

sábado, 3 de março de 2012

Convite à loucura


Nº 17  “Igreja Amigável!
       A igreja que você frequenta é uma igreja amigável? Vou explicar isso melhor! Sua igreja é daquelas que faz de tudo pra atrair o maior número de pessoas possível? A maioria  das instituições que conheço é assim. São aquelas igrejas pragmáticas que abraçaram a filosofia de “Marketing.”

O que é a Filosofia de Marketing?
       Filosofia de Marketing, no meio cristão é; “Fornecer aos não-cristãos um ambiente inofensivo e agradável. Se for possível pregar um sermão, torne-o breve e recreativo. Tudo para que os incrédulos sintam-se bem.” Isso é uma filosofia de Marketing que cada vez mais torna-se comum no meio evangélico.

        Hoje em dia, nada mais é impróprio para o culto a Deus, vemos nas igrejas; rock nostálgico, heavy metal, rap, dança sensual, comédia, palhaços, mímica e magia teatral; tudo isso tornou-se parte do repertório evangélico, nas igrejas amigáveis.

         A igreja amigável está repleta de “ministros” que adulam os homens sem se preocuparem com Deus, seu produto (evangelho) tem que satisfazer seus clientes. Quão diferente eles estão do ensino Bíblico. Paulo escreveu aos Gálatas;“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.” Gálatas 1.10, veja também; 1Tessalonicenses 2.4-6.
     Na filosofia de Marketing a satisfação do cliente é o objetivo maior a ser alcançado. Os líderes não declaram às pessoas o que Deus requer delas, mas seu objetivo é descobrir quais são as exigências das pessoas e fazer o que for necessário para satisfazer essas necessidades. O público é soberano, e não mais Deus. Toda atividade deles tem como fonte a estratégia humana, e não a Palavra de Deus.

Vamos à bíblia.
    Os primeiros cristãos causavam alvoroço, agitaram e transtornaram o mundo Atos 17.6. Hoje, é o mundo que transtorna e vira as igrejas de cabeça para baixo.
       A igreja de Jerusalém não era nem um pouco amigável. Era exatamente o oposto. Veja que o episódio do castigo de Ananias e Safira inspirou grande temor a todos (Atos 5.11). Os descrentes apesar de admirarem muito os crentes, só de pensar em frequentá-la aterrorizavam seus corações, (Atos 5.13). A igreja, sem dúvida alguma, não era um lugar para os pecadores sentirem-se a vontade, era um lugar que causava medo! Mesmo assim isso não impediu que os verdadeiros eleitos fossem tocados pelo Senhor, (Atos 5.14).

Pragmatismo.
         Na ância de se tornar amigável, a igreja tornou-se pragmática. Pragmatismo é a noção de que o significado ou o valor de algo é determinado pelas consequências práticas. O pragmatismo define a verdade como aquilo que é útil, significativo e benéfico.
         Na igreja o que funciona, ou seja; o que enche templos é o que vale. Qualquer prática que funcione é válida. Você pode estar pensando: “Não tem nada de mau nisso.” Só que, a verdade espiritual e bíblica não é determinada baseando-se no que “funciona” ou no que “não funciona”. Veja que o evangelho frequentemente não produz uma resposta positiva (1Coríntios 1.22-23; 2.14). Por outro lado, as mentiras satânicas e o engano podem ser bastante eficazes (Mateus 24.23-24; 2Coríntios 4.3-4). A reação da maioria não pode ser um parâmetro seguro para determinar o que é válido (Mateus 7.13-14), e a prosperidade não é uma medida para a veracidade (Jó 12.6).

        Novos métodos como a dramatização, dança, comédia, variedades, grandiosas atrações, concertos populares e outras formas de entretenimento, segundo o pragmatismo são, supostamente, mais “eficazes”, ou seja, atraem grandes multidões.
       Por atrair muitas pessoas, essas táticas pragmáticas são mais eficazes e mais valorizadas do que a própria Bíblia Sagrada.

       Jesus Cristo não banalizou o pecado na igreja para deixa-la mais amigável, ao contrário, ele dá instruções claras de como trata-lo em Mateus 18.15-20.

       Se “amigável” for isso que considera esse moderno movimento pragmático, com certeza Jesus não era um pastor “amigável.” Veja como ele tratou alguns que queriam seguí-lo, Lucas 9.57-60; e o jovem rico que queria saber sobre a salvação, Marcos 10.17-22; e veja como ele tratou alguns que se escandalizavam com sua doutrina, e até mesmo os doze, João 6.60-71.

        O temor de Deus sempre foi uma doutrina central na igreja primitiva. Incrédulos e crentes foram ensinados a temê-lo. Esse movimento da “igreja amigável” ao invés de suscitar o temor a Deus, procura mostrá-lo como um Deus “legal”, festivo, pacato, manso e permissivo.
       Pecadores arrogantes, que deveriam se aproximar de Deus com grande temor, são encorajados pelos ministros das “igrejas amigáveis” a abusarem do seu amor. Não ouvem nada sobre a ira divina. Ver: 1Pedro 4.17-19; 2Coríntios5.11.

       Não podemos fazer uso do entretenimento como uma ferramenta para o crescimento da igreja, isso é falta de confiança em Deus, em suas promessas, e em sua palavra. Não se pode render homenagens ao deus entretenimento.

       A nossa mensagem deve ser; aos descrentes: “Convertam-se a Cristo!” Aos crentes: “Santifiquem-se em Cristo!” E aos hereges: “Voltem-se para Cristo!.” Que é o que estou fazendo nesse momento, exortando para que esses líderes institucionais de “igrejas amigáveis,” voltem-se para Cristo. Eles precisam parar de entreter bodes e voltar a alimentar as ovelhas. Não podemos apresentar o cristianismo como uma opção atrativa. Nada nas escrituras indicam que a igreja deveria atrair as pessoas à Cristo (Atos 4.12). O evangelho não tem o objetivo de ser atraente, no sentido do Marketing moderno. O evangelho é uma “pedra de tropeço e rocha de escândalo” (Romanos 9.33;1Pedro 2.8). O evangelho é perturbador, chocante, transformador, confrontador, produz convicção de pecados e é ofensivo ao orgulho humano. Não há como “fazer Marketing” do evangelho bíblico. Aqueles que procuram remover a ofensa, ao torná-lo entretenedor, inevitavelmente corrompem sua mensagem.
     Cuidado, o crescimento quantitativo pode ser enganador. Vemos muitas “igrejas grandes”, onde na verdade não passa de uma proliferação de um movimento social ou psicológico mecanicamente induzido, uma contagem numérica, mas não da verdadeira igreja de Deus. Seus membros não têm vida.
Esse é o resultado do evangelismo de Marketing.

Mas, como é a igreja verdadeira?
A verdadeira igreja de Deus é uma comunhão vibrante, amigável, honesta, adoradora e comprometida de crentes que ministram uns aos outros, assim como a igreja de Atos 4, uma igreja que se abstém do pecado; onde os crentes se mantém responsáveis uns pelos outros e que ousadamente proclamam a verdade completa das Escrituras. As pessoas que amam as coisas de Deus talvez não achem tal lugar muito “amigável”. Mas a bênção do Senhor estará sobre essa comunhão de verdadeiros crentes, que estão reunidos em um lugar tendo tudo em comum uns com os outros, pois foi pra isso que Deus ordenou que a igreja deve ser. E, como prometeu, ele haverá de acrescentar pessoas à Igreja.






Nº 18 Como seria se recebêssemos uma visita de Jesus?
       Para quem crer nas Escrituras, é fato de que quando Jesus vier será rara a fé no mundo. Será como nos dias de Noé (Lucas 17.26), e de Ló (Lucas 17.28). O período anterior à sua volta será marcada por perseguição, apostasia e descrença, (Mateus 24.9-13;24). “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?”Lucas 18.8.
       Hoje, o mundo secular vive em total desarmonia com a vontade de Deus, e não é diferente no mundo religioso. Com isso, tomo a liberdade de imaginar; como seria se Jesus viesse nos fazer uma visita, hoje?
       Em qual igreja ele se congregaria? Quem ouviria sua palavra? Baseariam-se em quê,  pra ouvir ou não sua palavra? Vamos usar um pouco nossa imaginação e juntar com o que vemos no dia-a-dia e vamos imaginar essa situação.
       É claro que se trata de uma situação fictícia, não é doutrina nem de fato será assim, mas uma obra de ficção, e quero com ela provocar a imaginação de quem está lendo-me. Estou exercendo o privilégio de ter recebido a bênção da imaginação. E quero compartilhar isso com vocês.
A Reação das Instituições!
       Uma denominação iria dizer: “Esse camarada é muito pobre pra ser o Senhor Jesus, O Senhor é dono do ouro e da prata, ele tem que ser rico!”
       Outra diria: “Ele opera muito milagre e muita maravilha, dá pra nóis não! Vamos deixa-lo pra lá. Somos Calvinistas Supralapsarianos secos e não acreditamos em milagres.”
      Já outra, seria muito severa e diria: “Ele não fala língua estranha, não tem o Espírito Santo. É um herege, pois suas pregações não tem fogo!”
      Uma quarta denominação religiosa diria: “Ele tem que fazer seminário e ir fazer um treinamento no Rio de Janeiro, já que ele não tem formação acadêmica. Pra ter autoridade para pregar e até pegar em uma caneta pra escrever algo, tem que ser preparado!”

A Reação de Alguns!
        Depois de ser rejeitado por todas as instituições, o Senhor vai para as ruas pregar como antigamente. E, pra sua surpresa, a reação das pessoas não é diferente das instituições.
       Uns dizem: “Nada a ver! Esse cara é muito radical.” Outro, depois de ouvir Jesus falar por mais de duas horas, disse: “Meu pastor nunca me ensinou isso aí, por isso, não vou acreditar em você. Eu amo o meu pastor e acredito em tudo o que ele diz.” Já outro totalmente indignado disse: “Sou membro de tal igreja, sou presidente do comitê de arranjos florais, líder de jovens, vice presidente do conselho administrativo e muito amigo do pastor. Acha que vou trocar tudo isso pelo que você acabou de falar? Não sei nem quem é você.” Uma terceira pessoa disse: “É, acho bastante sensato o que você está ensinando, contudo já estou muito tempo na igreja tal, sou dizimista, mesmo sabendo que dizimar não faz parte do Novo Testamento, mas todos me respeitam quando dizimo, o pastor me bajula muito e isso me faz parecer que sou importante, me faz bem, me faz sentir aceito e eu adoro isso.”
         Um pouco triste, o Senhor resolve juntar-se a um pequeno grupo que se reune em uma casa. E, pra sua surpresa ele viu que aquele grupo oravam, lia as Escrituras, estudavam o que estava sendo lido. Todos participavam, não existia hierarquia entre eles, até o Senhor participou, já que era um novo membro desconhecido. E Jesus melancólico chorou lembrando-se do passado com seus discípulos. Viu que ali existia amor, compreensão, todos estavam convictos de que eram pecadores, ninguém era mais do que ninguém, do contrário, todos eram iguais e exortavam e ensinavam uns aos outros em amor. Então Jesus disse: “Encontrei minha igreja!”

Jesus é Procurado!
        Em outro lugar, não muito longe dalí, todas as instituições reuniram-se e chegaram a essa conclusão: “Queridos e amados irmãos; diante de tudo que vimos e ouvimos do Senhor Jesus, ou seja; suas idéias que, são muito radicais, seus pensamentos libertinos e sua doutrina muito perigosa para o nosso conforto. Vivemos todos esses anos tendo tudo sobre controle e agora estamos desestabilizados com tudo o que ele ensinou. Tudo o que ele disse está em desacordo com nossas crenças e tradições. Algumas de nossas igrejas fecharam com o fundo de caixa no vermelho, porque Jesus tem ensinado que o dízimo sagrado, faz parte da Lei do Velho Testamento, fazendo assim com que muitos de nossos assíduos dizimistas desistam dessa prática.
      Diante de tudo isso decidimos em unanimidade que o Senhor Jesus não veio em boa hora, e que, por isso, devemos crucificá-lo novamente.”

      E depois dessa declaração, todos gritaram em uníssono: “Amém!”
      Juntaram-se com a polícia local e foram procurar por Jesus, que foi encontrado numa reunião em uma casinha com um grupo de crentes. Arrastaram-no para fora e crucificaram-no novamente.

Conclusão!
       Essa ficção ilustra a rebeldia daqueles que se dizem líderes espirituais, e que em seu subconciênte acham que são donos de Deus, contudo vivem totalmente para seus objetivos e amam e seguem suas tradições mais do que sua Palavra. Essa é uma triste realidade em que se encontra o sistema religioso atual.
        A próxima vinda do Senhor Jesus será para completar a salvação dos fiéis¸ Hebreus 9.28; 1Pedro 1.5. Ser glorificado em seus santos, 2Tessalonicenses 1.10. Trazer à luz as coisas ocultas das trevas, 1Coríntios 4.5. Julgar, Salmos 50.3-4; João 5. 22; 2Timóteo 4.1; Judas 15; Apocalipse 20.11-13. Destruir a morte, 1Coríntios 15.25-26. E reinar, Isaías 24.23; Daniel 7.14; Apocalípse 11.14.
      Deus nos deu sua Lei para que vejamos o quanto estamos longe de agradá-lo, e por isso o que podíamos esperar era o fogo do inferno ardente, onde o desobediente será atormentado dia e noite por toda a eternidade, Ap 20.15; 2Pe2.4-9; 2Ts 1.6-10. Deus resolveu esse problema, enviando seu Filho pra morrer por nós, Rm 5.6-8;18-19.
     Se tivéssemos que pagar, ficaríamos separados de Deus para sempre, por isso, ele mesmo se tornou homem, nascendo de uma virgem para pagar o preço em nosso lugar. Ninguém pode queixar-se de Deus. Ele provou seu amor fazendo tudo o que podia para a nossa salvação. Deus mesmo sofreu o castigo, e deste modo, é ao mesmo tempo; “Justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3.26).



Nº 19 Dízimos; Graça ou Lei ?
        Já escrevi dois folhetes sobre o dízimo; o Nº2 e, o Nº3. Com eles tentei ensinar que; “É um dever do cristão sustentar a verdadeira obra de Deus, contudo o que se vê por aí, é alguns ficando rico com os dízimos, enquanto outros passam fome. Além disso os líderes institucionais em sua ganância,  ensinam que os que dizimarem serão abençoados, e os que não, serão amaldiçoados.”
         As reações foram diversas; alguns ficaram surpresos, outros indignados, por terem sido enganados por todo esse tempo, e, como não podia ser diferente, os que são sustentados com o dízimo ficaram furiosos.

Vamos estudar mais!
         Vejamos um pouco mais o que a Bíblia diz sobre dízimos. A Palavra de Deus registra três tipos de dízimos; o que diferencia ainda mais o dízimo bíblico para o dízimo praticado hoje nas igrejas.
         Primeiro Dízimo: Era para o sustento dos sacerdotes Levitas que serviam ao povo, Números 18.20-26. Por não terem herança entre os filhos de Israel, todos os outros tinham que sustenta-los. Quando o dízimo foi instituído pela lei, tinha a finalidade de manter os filhos de Levi, pois esses não receberam parte nem herança na terra prometida (Números 18.24). As demais tribos de Israel dizimavam aos Levitas o necessário para a manutenção cotidiana, pois não possuíam propriedade na terra.
       Hoje, os trabalhadores, na sua maioria assalariados, sustentam os que vivem sem trabalhar e em abundancia de bens, mantendo suas mordomias sob o pretexto de ministrarem a obra de Deus.
       Segundo Dízimo: Deuteronômio 14.22-29, Produção agrícola, praticado e consumido nas celebrações das convocações aos cultos no santuário, esses dízimos era da produção de cada um, e era consumido pelos próprios dizimistas, Deuteronômio 12.6-7.
       Terceiro Dízimo: No terceiro e no sexto ano do siclo sabático, era ofertado um dízimo beneficente, esse era o terceiro dízimo, para o auxílio, além dos Levitas, também para os estrangeiros, órfãos e viúvas. Em vez do Israelita levar esses dízimos ao santuário central, eram armazenados nas cidades. Pois destinava-se a alimentar os Levitas, os órfãos, as viúvas e os estrangeiros que moravam no meio deles. Deuteronômio 14.28-29; 26.12; Números 18.26-32.
      Confira na sua Bíblia, é a palavra de Deus que está afirmando isso. Eu quero ver algum bruxo ou pajé institucionalizado dizer que eu estou fora de contexto!

Será que temos que dizimar pra sermos abençoados?
      Para receber a graça e as bençãos do Senhor, não precisamos pagar mais nada, Mateus 10.7-10. É Cristo que nos dá a vida, a respiração e todas as coisas (Atos 17.25). Não se deixem enganar por esses venais autoritários que se desviaram da fé e a si mesmos se atormentarão com muitas dores, pois amam o dinheiro, e esse amor é a raiz de todos os males.
        Eles exigem que os dez por cento dos rendimentos sejam entregues nesses lugares onde ninguém mais sabe o destino desse dinheiro, nesses lugares onde ninguém mais sabe o destino desse dinheiro, retrocedendo as fábulas judaicas no rudimento da lei, anulando assim o sacrifício do Cordeiro de Deus.

E Mateus 23.23?
ainstein e o dízimo         Em Mateus 23.23, Jesus repreende os escribas e fariseus por estarem dando excessiva atenção ao dízimo das pequenas hortaliças do campo e estavam “negligenciando os preceitos mais importantes” da misericórdia e da fé. Então, Jesus disse que eles deveriam se concentrar nas questões mais importantes “sem omitir” as outras.
         Alguns que não conseguem ver a divisão que existe na Palavra entre o Antigo Testamento (feito de leis, cerimoniais e rituais) e o Novo Testamento (totalmente da Graça), aqueles que ainda trazem no lombo o pesado fardo da lei, podem levantar-se e dizer: “E em Mateus 23.23, Jesus não está ratificando a prática do dízimo?” Sim, Jesus está dizendo aos escribas e fariseus que a lei deveria ser cumprida, mesmo em seu ministério. Jesus era judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4). Ele estava na tutela da lei de Moisés, por isso ele reconheceu-a, e disse dessa forma, devido sua responsabilidade de cumprir toda a lei Mateus 5.17-18.
         Ele cumpriu toda a lei; Foi circuncidado ao oitavo dia e apresentado na sinagoga, (Lucas 2.21-24;39). Assumiu o sacerdócio aos trinta anos de idade, (Lucas 3.23; Números 4.43;47). Quando curou leprosos mandou que eles apresentassem a oferta ao sacerdote, cumprindo assim a lei de Moisés (Mateus 8.4; Levítico 14.1-7).
         Porém quando ele morreu na cruz, o véu do templo rasgou-se de alto a baixo. A prática do dízimo é uma tentativa de costurar esse véu novamente, pois anula o sacrifício de Cristo e volta para a era do Velho Testamento.
      Cristo não veio ensinar os Judeus a viverem bem a velha aliança. Do contrário, ele nos deu uma nova aliança, Mateus 26.26-28. E um novo mandamento, João 13.34. Por isso, de agora em diante a justiça não provém mais da lei, nem de obras, (Gálatas 2.21).
      “Mas, agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.” Efésios 2.13-16.
      Já fomos comprados por um bom preço, mas alguns continuam vendendo-se a homens fraudulentos em troca de milagres e vida boa (1Coríntios 7.23).

Um Recado para os Líderes Religiosos!
      A lei do Velho Testamento foi abolida: Lucas 16.16; Romanos 10.4; Efésios 2.15; 2Coríntios 3.14; Hebreus 7.12; 18-19. Então, seus venais, parem de enganar o povo com mentiras diabólicas. Se querem servir a Deus, contentem-se em terem o que vestir e o que comer, e deixem de luxar e regalar-se as custas dos santos de Deus.