sábado, 10 de novembro de 2012
Devemos ser testemunhas de quem?
Convite à Loucura Nº31 Os Cristãos devem ser Testemunhas de
Jeová?
Vou procurar ser
o mais conciso possível. Algumas pessoas dizem ser testemunhas de Jeová e
procuram persuadir a outras a que sejam também! Dizem eles que todos estão
errados em adorar o Deus da Bíblia e que eles são os únicos a adorarem Deus
como realmente ele merece! Será? É o que veremos nesse folheto.
Testemunhas de Cristo Jesus.
“Vós sois
minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que saibais,
e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se
formou, e depois de mim nenhum haverá.” Isaías 43.10.
Os Israelitas
sempre foram testemunhas de Jeová, eles não falharam nessa tarefa. Contudo a
questão é; nós os cristãos devemos ser testemunhas de Jeová? De acordo com a
Bíblia, não. Devemos ser sim testemunhas de Jesus Cristo, Atos 1.8, “mas
recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas
testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos
confins da terra.”
Ser testemunha
de Cristo em todo mundo é o dever de todo cristão fiel.
O foco do
nosso testemunho é a ressurreição de Jesus Cristo. Atos 2.32; 3.15; 5.32;
10.39-43; 13.30-31. Nós do Convite à Loucura somos testemunhas de Cristo.
O Nome de Jeová.
Andam
de porta em porta ensinando suas doutrinas heréticas e uma delas é a questão do
nome de Deus. Vamos à Bíblia!
a)
- A Bíblia, referindo-se a Jesus, diz que não
há outro nome, pelo qual importa que sejamos salvos, Atos 4.11-12.
b)
- É por meio do nome de Jesus
que recebemos remissão do nossos pecados, Atos 10.43.
c) - A
verdadeira Igreja deve se reunir em nome de Jesus, Mateus 18.20; 1Coríntios
5.4.
d) - Na tribulação dos últimos tempos, os
cristãos serão odiados por causa do nome de Jesus, Marcos 13.13; João 15.21;
1Pedro 4.14.
e) - Para
sermos filhos de Deus, devemos crer no nome de Jesus, João 1.12; 3.18. E aí por
diante, poderíamos encher dez folhetos mostrando que; o que importa para o
cristão é o nome de Jesus e não o de Jeová.
O verdadeiro
nome de Deus é o tetragrama, hebraico, YWHW. E esse nome é tão sagrado para o
Israelita que eles nem ousavam pronunciá-lo, por isso eles preferem O SENHOR.
Veremos o que realmente importa para os cristãos.
O Exemplo do Senhor Jesus.
O Senhor
Jesus nunca iniciou suas orações dizendo: “Deus Jeová.” Ou “Jeová Deus”, mas:
“Pai.” Mateus 11,25; 26.39-42; Lucas 10.21; 22.42; 23.34-46; João 11.41;
12.27-28; 17.1-26. A oração modelo foi iniciada da seguinte maneira; “Pai
nosso”, (Mateus 6.9; Lucas 11.2), e nos dá a conclusão de que o nome real de
Deus não precisa ser invocado, principalmente com tanto destaque como ensinam
as Testemunhas de Jeová. Não é necessário ser muito inteligente para deduzirmos
que se fosse tão importante pronunciar o nome de Jeová, Jesus teria nos
ensinado. Além do mais, o nome dado aos cristãos para que fosse invocado na
nova aliança é o do Senhor Jesus; “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que
está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos
céus, na terra e debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus Cristo é
Senhor, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2.9-11.
Trindade.
Os adeptos das Testemunhas de Jeová, e outras
seitas heréticas, não creem na Trindade por não entendê-la como querem! Esse
estudo se dirige a todos eles.
É verdade que
a palavra Trindade não está na Bíblia. No entanto, nem sequer a palavra bíblia
está na Bíblia! E nem por isso deixaremos de crer na Bíblia. Não me deterei
(por enquanto) a explicar o que seja Trindade. Até por que, existem milhares de
livros tentando explicar essa difícil doutrina.
Perguntas que não querem calar!
O que farei é
algumas perguntas, e se forem respondidas de uma forma bíblica e convincente
por esses hereges, seremos ganhos para a sua religião. Renegarei tudo o que
escrevi e serei um deles! Então vamos lá!
1)-Por que o
verbo do capítulo 1 de João, que é Jesus, tem prerrogativas de Deus? O verbo é
eterno v.1, é criador v.3; Colossenses 1.16-17; Hebreus 1.2. Como a Bíblia diz
que Jesus é criador, enquanto que Isaías 44.24, diz que Deus Pai fez tudo
sozinho?
2)-Como pode,
Lucas 2.11; Filipenses 3.20; 2Timóteo 1.10; 1João 4.14; e muitos outros textos
dizerem que o Senhor Jesus é Salvador, e Isaías 43.11 e Isaías 45.21, dizem
claramente que não há outro Salvador além de Jeová?
3)-Gostaria
que nos explicasse o porquê que em Isaías 42.8 e 48.11, diz que a Glória
pertence a Jeová e que ele não a reparte com ninguém; enquanto que em João
17.5; o próprio Jesus reivindicava a Glória que ele repartia com Jeová, antes
que houvesse mundo. Ou seja; no início, Jesus repartia essa Glória com Jeová.
4)-Se o Deus
Pai, Jeová é o “Senhor dos senhores”, Deuteronômio 10.17; Salmos 136.3. Como pode, Jesus, o cordeiro, também ser o “Senhor
dos senhores?”; Apocalípse 17.14; 19.16.
5)-Qual a
explicação para esses versículos; Mateus 1.23, Jesus é Deus conosco. João
20.28, Tomé chama Jesus de Deus e Senhor. Tito 2.13, diz que Jesus é o Grande
Deus e Salvador. 2Pedro 1.1, diz que Jesus é Deus Salvador. 1João 5.20, diz que
Jesus é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Apocalípse 1.8, diz que; aquele que
há de vir, ou seja, Jesus; é o Senhor Deus, e, é Todo Poderoso.
6)-Como pode
ser explicado toda essa igualdade do Pai com o Filho? João 5.17-18; 23; 10.30;
14.8-9; 1João 2.22-23; Colossenses 1.15; 2.9.
O próprio
Jesus diversas vezes disse, claramente, ser Deus. A prova disso é que os Judeus
achando isso uma blasfêmia, queriam apedrejá-lo. João 8.58-59 e João 10. 31-33.
Se Jesus não estava dizendo ser Deus, por que então os Judeus queriam
apedrejá-lo?
Existem muitas
outras questões que só a doutrina da Trindade Divina pode explicar, no entanto
ficaremos só com essas que já são o bastante para calar aqueles que não crêem
na Trindade nem que Jesus é Deus Todo Poderoso.
Traga uma
resposta convincente para cada questão, e nos ganhará para sua religião. Se
vocês não têm respostas Bíblicas para essas perguntas, eu tenho; a Trindade é a
única explicação Bíblica.
Em Cristo
Francisco
Rodrigues Filho
sábado, 27 de outubro de 2012
CONTATOS: SÓCRATES R.L
“igrejas”: Máquinas de estuprar cérebros, almas e transformar vivos em cadáveres
Constantino — Pai do Edifício da “igreja”
A história de Constantino (285-337 d.C.) abre uma página tenebrosa na história da cristandade. Foi ele quem iniciou a construção dos edifícios eclesiásticos. A história é assombrosa. Quando Constantino entrou em cena, era favorável que os cristãos escapassem de sua condição de desprezo e de minoria. A tentação pela aceitação foi por demais forte para resistir e a bola de neve constantiniana começou a rolar. Em 312 d.C., Constantino tornou-se César do Império Ocidental. Em 324, ele tornou-se Imperador de todo Império Romano. Pouco tempo depois ele começou a ordenar a construção de edifícios de igreja. Ele fez isso para promover a popularidade e a aceitação da cristandade. É importante entender a tática de Constantino — porque ele foi o útero que concebeu o edifício da igreja. O pensamento de Constantino era dominado pela superstição e pela magia pagã. Mesmo após tornar-se Imperador, ele permitiu às velhas instituições pagãs permanecerem como eram antes. Mesmo após sua conversão ao cristianismo, Constantino nunca abandonou sua adoração ao deus sol. Ele manteve a imagem do sol cunhada na moeda. Ele montou uma estátua do deus sol que sustentava sua própria imagem no Foro de Constantinopla (sua nova capital). Constantino também mandou construir uma estátua da deusa Cibele, (embora apresentada em postura de adoração cristã). (Historiadores continuam a debater se Constantino foi ou não um genuíno cristão. O fato de ter ordenado a execução de seu filho mais velho, seu sobrinho, e seu cunhado, não fortalece o expediente no que diz respeito à sua conversão. Mas não estamos aqui para levar avante esse tipo de discussão). Em 321 d.C., Constantino decretou o domingo como dia de descanso — um feriado legal. Parece que a intenção de Constantino era honrar ao deus Mitras, o Sol Invencível. (Constantino descreveu o domingo como “o dia do sol”). Confirmando sua afinidade com a adoração do sol, as escavações de São Pedro de Roma descobriram um mosaico de Cristo como o Sol Invencível. Praticamente até o dia de sua morte Constantino “agia como um sumo sacerdote pagão”. Na realidade ele detinha o título pagão de Pontifex Máximus, que significa o chefe dos sacerdotes pagãos! (No século XV este mesmo título chegou a ser o título honorífico do Papa Católico). Constantino usou decorações e rituais tanto pagãos como cristãos na dedicatória de sua nova capital, Constantinopla. Ele utilizou fórmulas de magia pagã para proteger as colheitas e sanar as enfermidades. Além disso, toda evidência histórica indica que Constantino era egomaníaco. Quando construiu a nova “Igreja dos Apóstolos”, ele erigiu monumentos aos doze Apóstolos, os quais ladeavam um único sepulcro central.
Então, com tudo isso, pode existir alguma verdade nas igrejas institucionais de nossos dias?
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Convite à loucura!
sábado, 13 de outubro de 2012
Convite à loucura - 30
Convite à Loucura
Nº30 Função da Lei de Deus para o Cristão
No folheto Nº 20 escrevi, e dei provas bíblicas que o cristãos não precisa guardar o sábado,
nem a lei do Velho Testamento afim de alcançar a salvação. Se quiserem obedecer
à lei ao pé da letra que o façam, mas, não use isto como requisito para a
salvação de suas almas, pois só através de Cristo é que podemos alcançá-la.
A Função da Lei.
Pense na mulher pega em adultério (João
1-11). Ela havia violado o sétimo mandamento. A lei exigia seu sangue. Estava
prestes a ser apedrejada. Essa é uma das funções da Lei: condenar!
Você pode dizer: “Não podemos sair por aí condenando as pessoas.”
É
verdade! Nem precisamos! Elas já estão condenadas (João 3.18).
Tudo o que a Lei faz é mostrar a própria
pessoa quem ela realmente é.
Quando você espana sua casa, depois você
abre as janelas e vê o pó flutuando pelo ar, acaso foi a luz que criou o pó?
Não! ...apenas expôs o pó. Quando a luz de Deus entra em nossa vida e ilumina
nosso coração pecaminoso, a pessoa se vê de verdade, (Romanos 7.7-20).
Resumindo esse texto; foi a Lei que mostrou o pecado de Paulo na sua verdadeira
forma. Se alguém não conhece a Lei de Deus, não vai enxergar seu pecado como
sendo extremamente pecaminoso e seu coração não vai estar preparado para o
Evangelho da Graça.
Usando a Lei para
Evangelizar!
Quando você mostrar a um pecador que ele
está longe de obedecer aos Dez Mandamentos. Ele vai reconhecer que realmente
está longe de Deus e vai sentir necessidade da salvação de Cristo.
Quem nunca adulterou? Alguém pode dizer: “Eu nunca fiz isso!” (Êxodo 20.14). Tem
certeza? Veja que Jesus deixou esse mandamento ainda mais implacável, Mateus
5.27. Quem nunca roubou nada? Mesmo que seja algo insignificante? (Êxodo 20.15;
Levítico 19.11; 13). Quem nunca mentiu? (Êxodo 20.16; Provérbios 19.5; 9). E quem
nunca matou? (Êxodo 20.13). Agora sim, alguém pode dizer: “Eu nunca matei ninguém!” Mas quando alguém odeia seu próximo já é
culpado de homicídio, Mateus 5.21-22; 1João 3.15.
Muito bem, de acordo com a Bíblia os
mentirosos, ladrões, adúlteros, assassinos e todos aqueles que violam os
Mandamentos de Deus, irão para o inferno. Que é o mesmo que o lago de fogo e
enxofre, Apocalipse 20.10; 14-15; mesmo que você seja uma pessoa boa e cumpra
quase todos os mandamentos, nada disso vai adianta, eles têm que serem
cumpridos na íntegra, Tiago 2.10-11.
A Lei cala a boca da
Auto-justificação!
A Lei de Deus está gravada no coração de
todo homem, Romanos 2.12-16, e isto é justamente para que toda boca esteja
calada diante de Deus. A rigorosidade da Lei é justamente para demonstrar que
ninguém conseguirá obedecê-la inteiramente. Aqueles que dizem: “Eu sou pecador, mas têm gente pior do que
eu!” ou “Deus conhece meu coração e
sabe que eu sou uma pessoa boa.” Ainda têm aqueles que tentam se justificar
dizendo: “Eu sou bom, procuro sempre
fazer o bem!” Então, esse é o tipo de justificação que Deus não aceita e
usa sua Lei para calar toda boca, para que todo o mundo seja culpável perante
ele. (Romanos 3.19). E quando o homem reconhecer que é culpado e miserável, e
que a perdição o espera, então a ele é revelado o Cristo, o Salvador que
cumpriu toda a Lei de Deus, morreu na cruz, ressuscitou e está a direita do
Todo Poderoso para nos justificar; Lucas 5.31-32; Romanos 5.6-21; 7.7-25;
especialmente o versículo 20; e Efésios 2.4-8.
Romanos 3.20, veja que esse versículo é
claro; ninguém será justificado pelas obras da Lei. A Lei serve para
trazer a tona o conhecimento do pecado. Gálatas 3.24, diz
que a Lei nos serviu como um escravo que levava as crianças para a escola,
assim a Lei serviu pra nos levar a Cristo e sua salvação! Já expliquei sobre
esse termo grego no folheto Nº23.
A Bíblia é clara quando diz que a Lei não
justifica ninguém; Atos 13.39; Romanos 3.20; Gálatas 2.16; 3.10-11; 24.
Qual é a Finalidade
da Lei, finalmente?
A Lei mostra-nos o quanto é impossível
obedecê-la totalmente, e assim nos leva a entender que precisamos urgentemente
de ajuda (Gálatas 3.24) e essa necessidade de ajuda nos leva a Cristo, Romanos
3.28; 10.4.
Esses que procuram ser justificados pela
Lei separaram-se de Cristo; caíram de Graça; Leia Gálatas 5.4, e, por isso está obrigado a guardar toda a Lei,
Tiago 2.10. Nós os verdadeiros cristãos, fazemos parte da nova aliança Hebreus
8.6-13.
Mateus 5.17
Uma pobre irmã alienada que guarda o
sábado, mandou-nos esse texto com a vã esperança de nos calar. Se até os pobres
teólogos da sua instituição ficaram doentes com o Convite à
Loucura, quanto mais essa pobre alucinada que, segundo me
disseram, nem a Bíblia lê! Pelo amor de Deus!
Vou explicar melhor esse assunto! Os
sabatistas (que guardam o sábado) citam esse texto na tentativa de provar, pela
própria Bíblia, que Jesus não veio anular a Lei que, neste caso, conforme
interpretam, refere-se aos Dez Mandamentos, nos quais se baseiam para ensinar
que o sábado deve ser observado.
Nesse texto Jesus não diz que cada letra
da Lei permanecerá até que o céu e a terra passem, mas “até que tudo
seja cumprido!” E em Lucas 16.16 diz que “a lei e os profetas duraram até
João...” Ora, tanto um texto quanto o outro dão conta da
transitoriedade da Lei. Ela passará depois do seu integral cumprimento. Visto
que Jesus veio cumpri-la, e ele não falhou, a Lei já passou.
Jesus não faz referência a uma duração perpétua
da Lei, mas ao seu completo cumprimento (Lucas 24.44; Atos 13.29; Romanos
10.4). Quando Cristo morreu na cruz ele cumpriu o plano de redenção da
humanidade. (João 19.30).
Lucas 16.16-17
O ministério de João Batista marcou o
ponto de mudança da história da redenção. Antes disso as grandes verdades de
Cristo e seu reino estavam veladas nos tipos e sombras da Lei, bem como
prometidas nos escritos dos profetas 1Pedro 1.10-12.
Tanto aqui como em Mateus 5.17-18,
mostra-nos que os grandes princípios morais da Lei, as verdades eternas
contidas nos tipos e símbolos da Lei, bem como as promessas registradas pelos
profetas, todos mantêm a sua força e não são anuladas pela mensagem do reino.
O que não se pode
fazer é pegar a Lei ao pé da letra, como fazem esses alienados sabatistas; ou
achar que a guarda da Lei está ligado a salvação eterna. Devemos sim,
procurar guardar os princípios de toda a Lei em gratidão ao que Deus em Cristo
fez por nós e não para barganhar com o Senhor e sua salvação pela Graça somente
Efésios 2.8-9.
Voltando a Mateus 5.17-18, e a questão da
sabatista alienada; se eles acham que Jesus, nesse texto, se refere a duração
perpétua da Lei, ao pé da letra, como eles ensinam, então temos que guardar
todo aquele sistema de leis do Velho Testamento. Tudo mesmo, pois Jesus estava
se referindo a “todo o sistema de leis do Velho Testamento,” e não somente o
decálogo (Dez Mandamentos). Veja o v.38, que está em Levítico 24.20. Veja o
v.43, que está em Levítico 19.18. Eles guardam todo o sistema de leis do Velho
Testamento?
Voltando ao início do folheto; da mulher
pega em adultério. A Lei exigia seu sangue. Estava prestes a ser apedrejada.
Jesus o Senhor da Graça, longe de ser legalista, agracia aquela mulher com o
perdão de seus pecados, João 8.11.
Com toda certeza Jesus, apesar
de ter guardado e cumprido a Lei, não era um sabatista!
“...temos crido em Cristo Jesus,
para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois,
por obras da lei, ninguém será justificado.” Gálatas 2.16b.
Um recado para os sabatistas! Creiam em Cristo e deixam a
lei para os Judeus legalistas!
Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho
sábado, 6 de outubro de 2012
Línguas estranhas Parte 5
Convite à Loucura
Nº29 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 5)
Até aqui, nesse pequeno estudo, vimos
que o verdadeiro dom de línguas foi aquele do livro de Atos, folheto Nº25. No
folheto Nº26, observamos o contexto da sociedade de Corinto, influenciando os
cristãos imaturos, fazendo-os usar esse dom de forma fraudulenta. Depois no
folheto Nº27 vimos o apóstolo Paulo repreendendo os exageros dos coríntios e
como eles desobedeciam as Escrituras quando falavam em línguas. No folheto
Nº28, vimos mais heresias criadas pelos que defendem esse linguajar estranho. E
como esse povo interpreta mal os textos de 1Co 13; 1Co 14.2 e Mc 16.14-20.
Vamos finalizar esse estudo vendo mais
uma má interpretação do grupo que defende as línguas estranhas no texto de
Mateus 3. 11.12. E para finalizar iremos ver uma admoestação bíblica no tocante
a essa questão de que todos os líderes batizados com o Espírito Santo devem
falar em línguas estranhas.
Mateus 3.11-12
Os defensores da doutrina das línguas
estranhas alegam que esse texto é mais uma confirmação de que estão certos.
Dizem eles que esse texto prova que existe o batismo com água feito pelo homem,
e existe o batismo com o Espírito Santo e com fogo feito por Jesus; e que esse
batismo com fogo é justamente o fogo do Espírito que trás poder ao que é
batizado. Será que o texto está dizendo isso mesmo? Vamos analisá-lo!
João, o batista, iniciou sua pregação no
deserto da Judéia; sua mensagem era o arrependimento (versículos 1-6). Ele dirigiu-se
aos fariseus e saduceus falando-lhes sobre a ira vindoura; era uma repreensão
ofensiva para os líderes judaicos, que imaginavam que a ira divina estava
reservada apenas para os não judeus. João batista inicia chamando-lhes de raça
de víboras, e no versículo 10, ele diz metaforicamente que quem não produzir
bom fruto será cortado e lançado ao fogo, fogo que pressupõe ser o inferno!
Depois disso, ainda no contexto da repreensão condenatória, ele diz que
batizava apenas para arrependimento, simbolizando limpeza, mas também afirma
que virá outro (referindo-se a Jesus) que batizará os crentes com o Espírito
Santo, e batizará os não arrependidos (que era o caso dos líderes judeus) com
um batismo de castigo, pois nesse contexto, o fogo é usado como meio de
punição, veja no versículo anterior e posterior; ou seja; versículos 10 e 12.
vs 10.
Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao FOGO.
vs 12.
A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu
trigo no celeiro, mas queimará a palha em FOGO inextinguível.
Esse fogo nada diz sobre poder; mas sim
sobre castigo.
Veja nesses textos que fogo sempre está
relacionado a juízo; Mateus 25.41; Lucas 9.54; 12.49; 1Coríntios 3.13; 2
Tessalonicenses 1.7-8; Hebreus 12.29;
Judas 7.23; Apocalípse 21.8; Isaías 66.15-16; Joel 2.30-31; Amós 1.7; 10-14;
2.2; 5; Malaquias 3.2; 5. É isso! Esse negócio de: “Fogo de Deus caia sobre
nós!” Isso é coisa de maluco fanático que não conhece as Escrituras.
Duas passagens bíblicas nos faz ver o que
acontece com aqueles sobre os quais fogo de Deus, ou, fogo dos céus, cai sobre
eles; Jó 1.16 e Lucas 9.54, ou seja; QUEIMA e CONSUMI! Lavem suas mentes com
sabão espiritual, livrem-se desses ensinamentos loucos e rendam-se ao Evangelho
do Senhor Jesus Cristo. Talvez ainda tenha esperança!
A Liderança têm que
Falar em Línguas Estranhas?
De acordo com os advogados da doutrina
das línguas estranhas, todo líder eclesiástico deve ser “batizado com o
Espírito Santo” e consequentemente deve fala em “línguas estranhas”, uma vez
que uma coisa está ligada a outra.
Existe grupos institucionais, “igrejas”,
que não só incentivam os seus membros a que sejam faladores de línguas
estranhas, como também só permitem que tais membros exerçam algum papel dentro
da comunidade se falar as tais línguas. Ou seja; se o camarada não falar essas
línguas não pode ser presbítero nem pastor nem bispo nem nada! É apenas um
crentesinho merreca, criando assim duas classes de crentes, um pobre coitado,
que no máximo só pode receber os outros na porta da igreja, e outro especial,
mais amado por Deus! Isso é diabólico! E vai de encontro ao que a Bíblia diz
que o falar em línguas estranhas não capacita ninguém a nada.
Pra ser um obreiro de Deus basta ser
convertido genuinamente, coisa que muitos e muitos e muitos desses líderes que
falam essas línguas não são!
Vamos à Bíblia!
1Timóteo 1.5-9. O propósito de Paulo ao
escrever essa carta foi instruir Timóteo sobre as reuniões dos irmãos como
igreja (vs 14-15). É muito importante para qualquer reunião da igreja é que
seus líderes estejam qualificados para ensinar e dar exemplo aos demais (isso
não quer dizer que eles eram superiores aos demais irmãos, como se ver nas
caixas de concreto hoje, mas todos edificavam-se mutuamente).
Esses versículos descrevem as
qualificações de pastores e diáconos e em Tito 1.5-9, encontramos deveres e
qualificações de outros ministros de Deus, mas o que importa no atual estudo é
que dentre todas essas qualificações nada se fala sobre o falar em línguas
estranhas nenhuma.
Expliquem-me por que nessas instituições, alguém só pode
servir a Deus com liberdade se falar tais línguas! Tudo isso é engodo, falácia
e mentira pra escravizar as pessoas a um tipo de alto clero que querem ser mais
do que os outros.
Conclusão.
Esses dons de manifestação temporária,
que usa palavras comuns para falar em outras línguas e interpretá-las, como os
outros (milagres, curas) eram para a autenticação da verdade e daqueles que a
pregavam. Esse dom verdadeiro foi claramente identificado em Atos 2.5-12, como
línguas, o que validava o evangelho como divino. Eles foram, entretanto, devido
a imitação que havia na cultura grega, exaltados de modo desproporcional e
seriamente abusados em Corinto. Daí, houve a necessidade de Paulo repreendê-lo
severamente em sua carta.
Gênesis 11.1-9, se vê aqui que; em Babel
as línguas humanas, de forma sobrenatural, foram confundidas e as nações
espalhadas por todo o mundo. Em Jerusalém, no dia de pentecostes, a barreira linguística foi, também de forma sobrenatural, vencida; Deus uniu novamente,
pelo seu Espírito, todo o mundo. Agora a sua palavra pode ser pregada a toda
nação, como sinal de que o grande dia em que o povo remido será escolhido “de
todas as nações, tribos, povos e línguas (Apocalípse 7.9). Nossas diferenças linguísticas não impedirão de um dia nos reunirmos nos céus, como nos diz o
livro de Apocalípse.
No Novo Testamento se vê a restauração
da unidade que foi perdida em Babel. Em Babel a terra, orgulhosamente, tentou
subir ao céu, enquanto que em Jerusalém, o céu humildemente desceu a terra.
Que Deus ilumine nossas mentes nos
abençoando com sabedoria e humildade para que possamos entender a sua palavra.
Levem em consideração que essa mentira
já reina no mundo evangélico a mais de um século, e por isso é impossível
combatê-la em tão poucas linhas.
Se alguém desejar esclarecer alguma
dúvida ou aprofundar-se ainda mais no assunto entre em contato conosco! Mas se
você prefere continuar no engano, crendo nas baboseiras que seus líderes
ensinam, o problema é de vocês; eu só estou fazendo a minha parte!
Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Faladores de Línguas Parte 4
Convite à Loucura
Nº28 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 4)
Vimos no folheto Nº25, que o verdadeiro
dom de línguas era aquele do livro de Atos. No folheto Nº26, podemos observar o
contexto da sociedade de Corinto, e como esse contexto influenciava os cristãos
imaturos, fazendo-os usar esse dom de forma egoísta e fraudulenta. No folheto
Nº27 vimos o apóstolo Paulo repreendendo os exageros dos coríntios e como eles
desobedeciam as Escrituras quando falavam em línguas. Veremos agora mais
heresias criadas por esses que defendem esse linguajar estranho.
1Coríntios 13.1
Os defensores das
“línguas estranhas” dizem que o barulho que eles fazem, não dá pra ser
entendido por ninguém aqui na terra, pois são línguas dos anjos.
Isso é mais uma evidência de como esse
povo é ruim em interpretação Bíblica.
Dizem eles que as línguas estranhas são
idiomas dos anjos, baseando-se em 1Coríntios 13.1; “Ainda
que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o
bronze que soa ou como o címbalo que retine.” Não necessita
ser um teólogo para ver que nesse versículo Paulo está usando uma hipérbole,
uma figura de linguagem que engrandece ou diminui em demasia a verdade das
coisas; é um exagero. Observe que Paulo continua com a figura de linguagem no
versículo 2, dizendo que: “Ainda que eu
(...) conheça todos os mistérios e toda
ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes,...”.
RACIOCINE! Paulo não sabia todos os mistérios, e não tinha todo o conhecimento,
e nem tinha fé capaz de mover montanhas. Com isso deduzimos que ele também
não falava essa suposta língua dos anjos.
Outra observação a se fazer nesse texto é
que Paulo diz; “ainda que eu fale...”
Isso mostra que ele não falava essas línguas. No entanto em 1Coríntios 14.18,
ele afirma categoricamente que falava em outros idiomas mais do que qualquer
irmão de Corinto.
O Apóstolo Paulo estava escrevendo em
termos gerais hipotéticos. Não há nenhum ensino Bíblico a respeito de alguma
língua dos anjos especial que as pessoas pudessem aprender a falar. E para
finalizar, a Bíblia está repleta de textos em que anjos se comunicam com os
humanos e em nenhum desses textos eles falavam em alguma língua desconhecida
dos homens.
1Coríntios 14.2
Os defensores dessa doutrina usam esse
versículo para dizer que o dom de língua é um mistério e não um idioma
qualquer.
Para a correta interpretação desse
capitulo, é fundamental atentar-nos para as formas singular; língua, e a plural línguas. Paulo parece usar o singular para distinguir o falso dom
da algaravia pagã e o plural para indicar o dom genuíno de uma língua
estrangeira. Apesar de em algumas traduções não esteja indicado, de modo
consistente, a distinção entre a forma singular e a plural. Mas o que nos
interessa são os originais e não as traduções.
Singular, veja versículos, 2; 4; 13-14;
19; 27. Plural, veja versículos, 6; 18; 22-23. Quando está no singular indica
que se trata da falsa algaravia do falso discurso extático pagão. Quando é
usado o singular é por que a falsa língua não pode ser plural; não existem
diversos tipos de línguas inexistentes. Existem, todavia, diversas línguas
estrangeiras; assim, nesse texto, quando fala a respeito do verdadeiro dom de
línguas, Paulo emprega o plural a fim de fazer a distinção. Com isso aprendemos
que mesmo na época de Paulo essas línguas extáticas já existiam, mas que nada
tinham a ver com o verdadeiro dom de línguas.
Veja também que quem estava falando essas
línguas não se dirigiam a homens, mas sim a “deus”. Pois a melhor tradução para esse trecho
seria; “a
um deus”. O texto em grego não tem o artigo definido, e por isso, não
se refere ao nosso Deus Todo Poderoso, e sim a um deus, ou demônio. A algaravia
deles era adoração a deuses pagãos. Mesmo que inconscientemente os coríntios
estavam adorando a deuses pagãos com seu falso dom de línguas.
A Bíblia não apresenta nenhuma ocorrência
de qualquer cristão falando a Deus em nenhuma outra língua a não ser na língua
dos seres humanos.
“...visto
que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.”
Os Coríntios carnais, usando o falso discurso extático do paganismo, não
estavam interessados em ser entendidos, mas em apresentar um espetáculo
dramático. O espírito por intermédio do qual falavam não era o Espírito Santo,
mas o próprio espírito humano deles ou algum demônio; e os mistérios que eles
declaravam eram do tipo associado às religiões pagãs de mistérios, que era
adotado pela sua profundidade que somente alguns poucos iniciados tinham o
privilégio de conhecer e entender. Esses mistérios são totalmente diferentes
daqueles mencionados nas Escrituras, os quais eram revelações divinas de
verdades que antes eram escondidas.
Se você costuma entrar em transe e balbuciar
palavras que não compreende, cuidado; você pode estar cultuando a demônios.
Marcos 16.14-20
Os que defendem a doutrina de línguas
estranhas, dizem que esse texto conclui que essa doutrina é irrefutável,
contudo, mais uma vez o que se conclui é como essa gente é ruim em
interpretação bíblica. Dizem eles que esses sinais que estão registrados aqui,
devem marcar a vida de todos os que crêem em Jesus. Mas, será mesmo isso que o
texto está dizendo? Vamos analisá-lo!
Depois de ressuscitado, Jesus apareceu a
Maria Madalena que imediatamente foi anunciar a boa nova aos companheiros de
Jesus, e eles não
acreditaram nela (versículos 9-11). Jesus também apareceu a dois
companheiros seus que foram imediatamente contar aos outros, mas também não lhes deram crédito (versículos
12-13). Finalmente foi necessário o próprio Jesus aparecer a eles. E assim
sendo, lhes repreendeu a sua
incredulidade e a sua dureza de coração, já que não
tinham dado crédito aos que já o tinham visto ressuscitado. (versículo 14).
Eles não acreditaram no testemunho da ressurreição, Lucas 24.10-11. Nisso Jesus
diz: “Vão por todo o mundo pregar o meu
evangelho, pois estes sinais vão lhes acompanhar, se vocês crerem...”. Daí
ele descreve essa pequena lista de sinais. Jesus diz que esses sinais seguiriam
os que cressem e não os que continuassem com a “incredulidade e dureza de coração.”
E realmente quando eles creram, os sinais confirmaram suas palavras, veja
versículo 20.
Veja que o versículo 20 começa com; “e
eles...” Quem eram esses, eles? Todo mundo que crer em Jesus? Claro que não! O contexto claramente diz que eram os discípulos.
Esses sinais foram prometidos à comunidade dos
apóstolos (Mateus 10.1; 2Coríntios 12.12), Não a todos os crentes de todas as
épocas.
Não há base bíblica para acreditarmos
que todos os que crêem em Jesus têm o dever de operar esses sinais descritos em
Marcos 16.17-18. Se bem que os defensores de línguas estranhas, não querem nem
de longe beber alguma coisa mortífera, como o veneno; ou querem?
neós ou kainós
?
Outro fato que derruba essa heresia é
o termo grego “novas”, pois o texto diz que: “Falarão novas línguas.” Pois bem;
a língua grega conhece basicamente duas palavras para expressar a idéia de
novo, néos e kainós, neós é novo, não
existente antes. Mas a que é empregada aqui é “kainós”, não descreve algo novo no sentido temporal, e sim algo não
usual, nada corriqueiro. Não usado no momento, mas que já existia. Essa heresia
poderia ser sustentada se o termo usado aqui fosse neós, mas é kainós. As
“novas” línguas desse texto são as “outras” línguas de Atos 2. Obviamente, não
eram novas para os ouvintes, e sim para aqueles que as falavam.
Para quem acha que eu estou errado, pode
até ser que eu esteja, escrevam-me, tenham coragem, mas só aceito objeções se
forem pautadas na Bíblia Sagrada!
Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Faladores de línguas parte 3
Convite à Loucura
Nº27 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 3)
Vimos no folheto Nº25, que o verdadeiro
dom de línguas era aquele do livro de Atos, onde os homens de Deus pregavam sua
palavra em vários idiomas que não foram por eles aprendidos. No folheto Nº26,
podemos observar o contexto pagão em que se encontrava a sociedade de Corinto,
e como esse contexto influenciava os cristãos imaturos, fazendo-os usar esse
dom de forma egoísta e fraudulenta; vimos também o quanto o dom de línguas do
livro de Atos era diferente do que era praticado em Corinto; e como nos dias
atuais pratica-se a mesma heresia do tempo de Corinto. Nesse folheto Nº27 veremos o que mais Paulo
tem a nos ensinar nessa área.
O Que Paulo nos diz?
1Coríntios 14
Os fenômenos ocorridos entre os coríntios
devem ser olhados com cautela, procurando explicações deles no que o Apóstolo
Paulo ensinou.
Veja que no inspirado entender de Paulo,
as línguas extáticas, inarticuladas, faladas em Corinto são:
a)- Sem proveito 1Co 14.6 (...em que vos aproveitarei,...).
b)- Sem entendimento 1Co 14.9 (...como se entenderá o que dizeis? Porque estareis
como se falásseis ao ar.)
c)- Infrutífera, 1Co 14.14 (... a minha mente fica infrutífera.)
d)- Sem edificação para a igreja,
1Co 14.17 (...o outro não é edificado.)
e)-
Sem instrução, 1Co 14.19 (...prefiro falar
na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar
dez mil palavras em outra língua.)
f)- Sem maturidade, 1Co 14.20 (...sede homens amadurecidos.)
g)- Sinal de insanidade e não de
equilíbrio, 1Co 14.23 (Se, pois, toda a
igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas,
no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais
loucos?).
Veja que, quando o dom de língua era
exercido dominantemente e descontrolado na reunião, a confusão reinava e o
evangelho era desonrado e desacreditado como acontece nos dias de hoje. Assim
como acontece nos dias atuais, quando todos se reúnem e falam em línguas
estranhas são taxados de loucos por aqueles que deveriam estar sendo
evangelizados. Essa palavra “louco”, no grego: maínomai, significa estar num frenesi descontrolado. Quando o
verdadeiro dom foi utilizado em Atos 2, não houve loucura e muitos entenderam
na sua própria língua o que estava sendo dito. Já aqui em Corinto, havia um
caos carismático, como acontece nos dias de hoje.
Essas línguas de Corinto duramente
repreendidas por Paulo não são as mesmas de Atos. Talvez sejam as mesmas
faladas hoje em dia. E, se Paulo viesse para os nossos dias, com certeza ele
repreenderia esses irmãos que usam essas línguas para parecerem mais
espirituais do que os outros, e que não se reúnem para a edificação mútua, mas,
para a confusão e desordem.
Pode-se dizer que as línguas que se ouve
hoje nessas igrejas são; ou línguas extáticas ou línguas fraudulentas; é o que
vamos ver agora, pois o verdadeiro dom de línguas é uma habilidade que o
Espírito Santo concede ao crente, com o objetivo do crescimento espiritual e o
aperfeiçoamento dos que fazem parte da igreja, mas, nunca leva o crente a um
estado de êxtase, como se vê hoje nas igrejas.
Existem regulamentos para se falar em
línguas que hoje são desobedecidos.
Regulamentos Para se
Usar esse Dom.
Devido à desordem estabelecida em Corinto,
Paulo dita alguns regulamentos para se falar em línguas. Regulamentos que não
devem ser esquecidos ou negligenciados, eles foram estabelecidos por Deus por
intermédio de Paulo divinamente inspirado. E, acreditem, Deus não daria o seu
dom se sua palavra fosse desobedecida.
Em 1Coríntios 14.26-40, encontram-se vários
regulamentos para o uso das línguas na Bíblia. Hoje, esses regulamentos são
totalmente desrespeitados.
Quatro Regulamentos Desobedecidos.
1)- 1Coríntios 14.27 “...que não sejam mais do que dois ou quando muito
três,...”. Desrespeitando essa regra, nos ajuntamentos de hoje, às
vezes, tem dúzias falando no mesmo tempo.
2)- 1Coríntios 14.27, “...e isto sucessivamente, ...”.
Isto é, numa sequência, um após o outro, em vez disso atualmente muitas pessoas
falam simultaneamente.
3)- 1Coríntios 14.27, “...e haja quem interprete.”
Tudo que fosse falado em línguas no culto ao Senhor, tinha que ser
interpretado. Hoje a bagunça é feita quer haja intérprete ou não. Geralmente
não há!
4)- 1Coríntios 14.28, “...não havendo intérprete, fique calado na igreja.”
O uso do imperativo presente ativo no original; sigáô, “fique calado”, significa ficar quieto, calar-se.
Esse imperativo demonstra que Paulo não
estava disposto a abrir exceções. O verbo calar indica que não se deve falar
sobre hipótese alguma. O tempo presente indica que não deviam falar nenhuma vez
em língua. Sem a interpretação, em uma igreja que estivesse obedecendo às
instruções de Paulo à risca, não se ouviriam línguas. Somente nas ocasiões em
que interpretes “bem conhecidos”, “experientes” e “comprovados” estivessem
presentes é que seriam exercidas as línguas. É uma ordem apostólica e Paulo
esperava que a mesma fosse cumprida. Paulo usa esse imperativo “cale-se”, três
vezes nessa seção v.28; 30; 34. Observe que no versículo 37, Paulo diz que o
que ele estava escrevendo é; mandamento do Senhor, e se alguém ignorar isso;
será ignorado, versículo 38.
Tanto naquele tempo como hoje o problema é o mesmo; todos falando juntos
sem ordem e sem decência, saturado de vozeirão e barulho.
Vimos aqui que os coríntios estavam usando
suas experiências extáticas como pretexto para fugir da autoridade do apóstolo
Paulo, mas em todos os tempos a autoridade de qualquer mensagem se comprova
pela sua submissão à autoridade dos escritos apostólicos do Novo Testamento.
Diante desses abusos qualquer um pode
deduzir que; se as igrejas que mais dizem que falam em línguas, desrespeitam a
Bíblia no uso destas línguas; essas línguas não são de Deus. É simples assim!
Os movimentos, hoje, onde têm essas manifestações de línguas estão sempre
desobedecendo essas determinações e mandamentos do apóstolo Paulo inspirado por
Deus. Será
possível que o Espírito Santo de Deus continuaria a dar um dom em ambientes
onde sua palavra é continuamente desobedecida?
É claro que não!
O movimento de língua estranha atual está
totalmente desacreditado como legítimo, já que não segue as ordens claras e
reguladoras contidas nesses versículos.
Outra prova de que esses fenômenos não
fazem parte dos dons distribuídos por Deus é que vários grupos diferentes e
com doutrinas diversas e estranhas à Bíblia, falam essas línguas estranhas; que
realmente são estranhas. Hoje, as “línguas” são usadas por muitas e diferentes
grupos religiosos que pregam e ensinam doutrinas contraditórias. A Igreja
Universal do Reino de Deus, Assembleia
de Deus, Deus é amor e até grupos que negam a trindade, como os Mórmons.
Todos esses grupos falam essas línguas estranhas. E até mesmo os Católicos
Carismáticos praticam essas algaravias extáticas.
Agora prestem atenção; se não for como
estou dizendo, então o Espírito Santo está dando seu sinal de aprovação a
igrejas que pregam coisas que contradizem completamente umas as outras. Sem
falar que muitas das doutrinas e práticas de alguns desses grupos, alem de
contradizer umas as outras, contradizem também totalmente a Bíblia Sagrada.
Será que o Senhor é Deus de confusão? Claro que não!
1Coríntios 14.33;40. Veja nesses
versículos que quando a igreja se reúne em adoração a Deus deve refletir o caráter
e a natureza dele, porque ele é um Deus de paz e harmonia, ordem e clareza, não
de brigas e confusão.
Em Cristo
Francisco Rodrigues
Filho
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