sábado, 13 de outubro de 2012

Convite à loucura - 30


Convite à Loucura Nº30 Função da Lei de Deus para o Cristão      
       No folheto Nº 20  escrevi,  e dei provas bíblicas  que o cristãos não precisa guardar o sábado, nem a lei do Velho Testamento afim de alcançar a salvação. Se quiserem obedecer à lei ao pé da letra que o façam, mas, não use isto como requisito para a salvação de suas almas, pois só através de Cristo é que podemos alcançá-la.
A Função da Lei.
      Pense na mulher pega em adultério (João 1-11). Ela havia violado o sétimo mandamento. A lei exigia seu sangue. Estava prestes a ser apedrejada. Essa é uma das funções da Lei: condenar!
     Você pode dizer: “Não podemos sair por aí condenando as pessoas.”
     É verdade! Nem precisamos! Elas já estão condenadas (João 3.18).
     Tudo o que a Lei faz é mostrar a própria pessoa quem ela realmente é.
     Quando você espana sua casa, depois você abre as janelas e vê o pó flutuando pelo ar, acaso foi a luz que criou o pó? Não! ...apenas expôs o pó. Quando a luz de Deus entra em nossa vida e ilumina nosso coração pecaminoso, a pessoa se vê de verdade, (Romanos 7.7-20). Resumindo esse texto; foi a Lei que mostrou o pecado de Paulo na sua verdadeira forma. Se alguém não conhece a Lei de Deus, não vai enxergar seu pecado como sendo extremamente pecaminoso e seu coração não vai estar preparado para o Evangelho da Graça.
Usando a Lei para Evangelizar!
      Quando você mostrar a um pecador que ele está longe de obedecer aos Dez Mandamentos. Ele vai reconhecer que realmente está longe de Deus e vai sentir necessidade da salvação de Cristo.
     Quem nunca adulterou? Alguém pode dizer: “Eu nunca fiz isso!” (Êxodo 20.14). Tem certeza? Veja que Jesus deixou esse mandamento ainda mais implacável, Mateus 5.27. Quem nunca roubou nada? Mesmo que seja algo insignificante? (Êxodo 20.15; Levítico 19.11; 13). Quem nunca mentiu? (Êxodo 20.16; Provérbios 19.5; 9). E quem nunca matou? (Êxodo 20.13). Agora sim, alguém pode dizer: “Eu nunca matei ninguém!” Mas quando alguém odeia seu próximo já é culpado de homicídio, Mateus 5.21-22; 1João 3.15.
     Muito bem, de acordo com a Bíblia os mentirosos, ladrões, adúlteros, assassinos e todos aqueles que violam os Mandamentos de Deus, irão para o inferno. Que é o mesmo que o lago de fogo e enxofre, Apocalipse 20.10; 14-15; mesmo que você seja uma pessoa boa e cumpra quase todos os mandamentos, nada disso vai adianta, eles têm que serem cumpridos na íntegra, Tiago 2.10-11.
A Lei cala a boca da Auto-justificação!
      A Lei de Deus está gravada no coração de todo homem, Romanos 2.12-16, e isto é justamente para que toda boca esteja calada diante de Deus. A rigorosidade da Lei é justamente para demonstrar que ninguém conseguirá obedecê-la inteiramente. Aqueles que dizem: “Eu sou pecador, mas têm gente pior do que eu!” ou “Deus conhece meu coração e sabe que eu sou uma pessoa boa.” Ainda têm aqueles que tentam se justificar dizendo: “Eu sou bom, procuro sempre fazer o bem!” Então, esse é o tipo de justificação que Deus não aceita e usa sua Lei para calar toda boca, para que todo o mundo seja culpável perante ele. (Romanos 3.19). E quando o homem reconhecer que é culpado e miserável, e que a perdição o espera, então a ele é revelado o Cristo, o Salvador que cumpriu toda a Lei de Deus, morreu na cruz, ressuscitou e está a direita do Todo Poderoso para nos justificar; Lucas 5.31-32; Romanos 5.6-21; 7.7-25; especialmente o versículo 20; e Efésios 2.4-8.
     Romanos 3.20, veja que esse versículo é claro; ninguém será justificado pelas obras da Lei. A Lei serve para trazer a tona o conhecimento do pecado. Gálatas 3.24, diz que a Lei nos serviu como um escravo que levava as crianças para a escola, assim a Lei serviu pra nos levar a Cristo e sua salvação! Já expliquei sobre esse termo grego no folheto Nº23.
     A Bíblia é clara quando diz que a Lei não justifica ninguém; Atos 13.39; Romanos 3.20; Gálatas 2.16; 3.10-11; 24.

Qual é a Finalidade da Lei, finalmente?
     A Lei mostra-nos o quanto é impossível obedecê-la totalmente, e assim nos leva a entender que precisamos urgentemente de ajuda (Gálatas 3.24) e essa necessidade de ajuda nos leva a Cristo, Romanos 3.28; 10.4.
    Esses que procuram ser justificados pela Lei separaram-se de Cristo; caíram de Graça; Leia Gálatas 5.4, e,  por isso está obrigado a guardar toda a Lei, Tiago 2.10. Nós os verdadeiros cristãos, fazemos parte da nova aliança Hebreus 8.6-13.
Mateus 5.17
      Uma pobre irmã alienada que guarda o sábado, mandou-nos esse texto com a vã esperança de nos calar. Se até os pobres teólogos da sua instituição ficaram doentes com o Convite à Loucura, quanto mais essa pobre alucinada que, segundo me disseram, nem a Bíblia lê! Pelo amor de Deus!
     Vou explicar melhor esse assunto! Os sabatistas (que guardam o sábado) citam esse texto na tentativa de provar, pela própria Bíblia, que Jesus não veio anular a Lei que, neste caso, conforme interpretam, refere-se aos Dez Mandamentos, nos quais se baseiam para ensinar que o sábado deve ser observado.
     Nesse texto Jesus não diz que cada letra da Lei permanecerá até que o céu e a terra passem, mas “até que tudo seja cumprido!” E em Lucas 16.16 diz que “a lei e os profetas duraram até João...” Ora, tanto um texto quanto o outro dão conta da transitoriedade da Lei. Ela passará depois do seu integral cumprimento. Visto que Jesus veio cumpri-la, e ele não falhou, a Lei já passou.
     Jesus não faz referência a uma duração perpétua da Lei, mas ao seu completo cumprimento (Lucas 24.44; Atos 13.29; Romanos 10.4). Quando Cristo morreu na cruz ele cumpriu o plano de redenção da humanidade. (João 19.30).

Lucas 16.16-17
     O ministério de João Batista marcou o ponto de mudança da história da redenção. Antes disso as grandes verdades de Cristo e seu reino estavam veladas nos tipos e sombras da Lei, bem como prometidas nos escritos dos profetas 1Pedro 1.10-12.
      Tanto aqui como em Mateus 5.17-18, mostra-nos que os grandes princípios morais da Lei, as verdades eternas contidas nos tipos e símbolos da Lei, bem como as promessas registradas pelos profetas, todos mantêm a sua força e não são anuladas pela mensagem do reino.
O que não se pode fazer é pegar a Lei ao pé da letra, como fazem esses alienados sabatistas; ou achar que a guarda da Lei está ligado a salvação eterna. Devemos sim, procurar guardar os princípios de toda a Lei em gratidão ao que Deus em Cristo fez por nós e não para barganhar com o Senhor e sua salvação pela Graça somente Efésios 2.8-9.
      Voltando a Mateus 5.17-18, e a questão da sabatista alienada; se eles acham que Jesus, nesse texto, se refere a duração perpétua da Lei, ao pé da letra, como eles ensinam, então temos que guardar todo aquele sistema de leis do Velho Testamento. Tudo mesmo, pois Jesus estava se referindo a “todo o sistema de leis do Velho Testamento,” e não somente o decálogo (Dez Mandamentos). Veja o v.38, que está em Levítico 24.20. Veja o v.43, que está em Levítico 19.18. Eles guardam todo o sistema de leis do Velho Testamento?      
      Voltando ao início do folheto; da mulher pega em adultério. A Lei exigia seu sangue. Estava prestes a ser apedrejada. Jesus o Senhor da Graça, longe de ser legalista, agracia aquela mulher com o perdão de seus pecados, João 8.11.
      Com toda certeza Jesus, apesar de ter guardado e cumprido a Lei, não era um sabatista!     
      “...temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.” Gálatas 2.16b.
      Um recado para os sabatistas! Creiam em Cristo e deixam a lei para os Judeus legalistas!

      Em Cristo
      Francisco Rodrigues Filho



sábado, 6 de outubro de 2012

Línguas estranhas Parte 5


Convite à Loucura Nº29 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 5)
   
       Até aqui, nesse pequeno estudo, vimos que o verdadeiro dom de línguas foi aquele do livro de Atos, folheto Nº25. No folheto Nº26, observamos o contexto da sociedade de Corinto, influenciando os cristãos imaturos, fazendo-os usar esse dom de forma fraudulenta. Depois no folheto Nº27 vimos o apóstolo Paulo repreendendo os exageros dos coríntios e como eles desobedeciam as Escrituras quando falavam em línguas. No folheto Nº28, vimos mais heresias criadas pelos que defendem esse linguajar estranho. E como esse povo interpreta mal os textos de 1Co 13; 1Co 14.2 e Mc 16.14-20.
       Vamos finalizar esse estudo vendo mais uma má interpretação do grupo que defende as línguas estranhas no texto de Mateus 3. 11.12. E para finalizar iremos ver uma admoestação bíblica no tocante a essa questão de que todos os líderes batizados com o Espírito Santo devem falar em línguas estranhas.
Mateus 3.11-12
       Os defensores da doutrina das línguas estranhas alegam que esse texto é mais uma confirmação de que estão certos. Dizem eles que esse texto prova que existe o batismo com água feito pelo homem, e existe o batismo com o Espírito Santo e com fogo feito por Jesus; e que esse batismo com fogo é justamente o fogo do Espírito que trás poder ao que é batizado. Será que o texto está dizendo isso mesmo? Vamos analisá-lo!
      João, o batista, iniciou sua pregação no deserto da Judéia; sua mensagem era o arrependimento (versículos 1-6). Ele dirigiu-se aos fariseus e saduceus falando-lhes sobre a ira vindoura; era uma repreensão ofensiva para os líderes judaicos, que imaginavam que a ira divina estava reservada apenas para os não judeus. João batista inicia chamando-lhes de raça de víboras, e no versículo 10, ele diz metaforicamente que quem não produzir bom fruto será cortado e lançado ao fogo, fogo que pressupõe ser o inferno! Depois disso, ainda no contexto da repreensão condenatória, ele diz que batizava apenas para arrependimento, simbolizando limpeza, mas também afirma que virá outro (referindo-se a Jesus) que batizará os crentes com o Espírito Santo, e batizará os não arrependidos (que era o caso dos líderes judeus) com um batismo de castigo, pois nesse contexto, o fogo é usado como meio de punição, veja no versículo anterior e posterior; ou seja; versículos 10 e 12.

     vs 10. Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao FOGO

     vs 12. A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em FOGO inextinguível.

     Esse fogo nada diz sobre poder; mas sim sobre castigo.
     Veja nesses textos que fogo sempre está relacionado a juízo; Mateus 25.41; Lucas 9.54; 12.49; 1Coríntios 3.13; 2 Tessalonicenses 1.7-8;  Hebreus 12.29; Judas 7.23; Apocalípse 21.8; Isaías 66.15-16; Joel 2.30-31; Amós 1.7; 10-14; 2.2; 5; Malaquias 3.2; 5. É isso! Esse negócio de: “Fogo de Deus caia sobre nós!” Isso é coisa de maluco fanático que não conhece as Escrituras.

    Duas passagens bíblicas nos faz ver o que acontece com aqueles sobre os quais fogo de Deus, ou, fogo dos céus, cai sobre eles; Jó 1.16 e Lucas 9.54, ou seja; QUEIMA e CONSUMI! Lavem suas mentes com sabão espiritual, livrem-se desses ensinamentos loucos e rendam-se ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Talvez ainda tenha esperança!

A Liderança têm que Falar em Línguas Estranhas?
      De acordo com os advogados da doutrina das línguas estranhas, todo líder eclesiástico deve ser “batizado com o Espírito Santo” e consequentemente deve fala em “línguas estranhas”, uma vez que uma coisa está ligada a outra.
     Existe grupos institucionais, “igrejas”, que não só incentivam os seus membros a que sejam faladores de línguas estranhas, como também só permitem que tais membros exerçam algum papel dentro da comunidade se falar as tais línguas. Ou seja; se o camarada não falar essas línguas não pode ser presbítero nem pastor nem bispo nem nada! É apenas um crentesinho merreca, criando assim duas classes de crentes, um pobre coitado, que no máximo só pode receber os outros na porta da igreja, e outro especial, mais amado por Deus! Isso é diabólico! E vai de encontro ao que a Bíblia diz que o falar em línguas estranhas não capacita ninguém a nada.
    Pra ser um obreiro de Deus basta ser convertido genuinamente, coisa que muitos e muitos e muitos desses líderes que falam essas línguas não são!

Vamos à Bíblia!
    1Timóteo 1.5-9. O propósito de Paulo ao escrever essa carta foi instruir Timóteo sobre as reuniões dos irmãos como igreja (vs 14-15). É muito importante para qualquer reunião da igreja é que seus líderes estejam qualificados para ensinar e dar exemplo aos demais (isso não quer dizer que eles eram superiores aos demais irmãos, como se ver nas caixas de concreto hoje, mas todos edificavam-se mutuamente).
      Esses versículos descrevem as qualificações de pastores e diáconos e em Tito 1.5-9, encontramos deveres e qualificações de outros ministros de Deus, mas o que importa no atual estudo é que dentre todas essas qualificações nada se fala sobre o falar em línguas estranhas nenhuma.

       Expliquem-me  por que nessas instituições, alguém só pode servir a Deus com liberdade se falar tais línguas! Tudo isso é engodo, falácia e mentira pra escravizar as pessoas a um tipo de alto clero que querem ser mais do que os outros.

Conclusão.
       Esses dons de manifestação temporária, que usa palavras comuns para falar em outras línguas e interpretá-las, como os outros (milagres, curas) eram para a autenticação da verdade e daqueles que a pregavam. Esse dom verdadeiro foi claramente identificado em Atos 2.5-12, como línguas, o que validava o evangelho como divino. Eles foram, entretanto, devido a imitação que havia na cultura grega, exaltados de modo desproporcional e seriamente abusados em Corinto. Daí, houve a necessidade de Paulo repreendê-lo severamente em sua carta.
       Gênesis 11.1-9, se vê aqui que; em Babel as línguas humanas, de forma sobrenatural, foram confundidas e as nações espalhadas por todo o mundo. Em Jerusalém, no dia de pentecostes, a barreira linguística foi, também de forma sobrenatural, vencida; Deus uniu novamente, pelo seu Espírito, todo o mundo. Agora a sua palavra pode ser pregada a toda nação, como sinal de que o grande dia em que o povo remido será escolhido “de todas as nações, tribos, povos e línguas (Apocalípse 7.9). Nossas diferenças linguísticas não impedirão de um dia nos reunirmos nos céus, como nos diz o livro de Apocalípse.

       No Novo Testamento se vê a restauração da unidade que foi perdida em Babel. Em Babel a terra, orgulhosamente, tentou subir ao céu, enquanto que em Jerusalém, o céu humildemente desceu a terra.

       Que Deus ilumine nossas mentes nos abençoando com sabedoria e humildade para que possamos entender a sua palavra.

       Levem em consideração que essa mentira já reina no mundo evangélico a mais de um século, e por isso é impossível combatê-la em tão poucas linhas.

      Se alguém desejar esclarecer alguma dúvida ou aprofundar-se ainda mais no assunto entre em contato conosco! Mas se você prefere continuar no engano, crendo nas baboseiras que seus líderes ensinam, o problema é de vocês; eu só estou fazendo a minha parte!

     Em Cristo
     Francisco Rodrigues Filho

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Faladores de Línguas Parte 4


Convite à Loucura Nº28 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 4)
   
       Vimos no folheto Nº25, que o verdadeiro dom de línguas era aquele do livro de Atos. No folheto Nº26, podemos observar o contexto da sociedade de Corinto, e como esse contexto influenciava os cristãos imaturos, fazendo-os usar esse dom de forma egoísta e fraudulenta. No folheto Nº27 vimos o apóstolo Paulo repreendendo os exageros dos coríntios e como eles desobedeciam as Escrituras quando falavam em línguas. Veremos agora mais heresias criadas por esses que defendem esse linguajar estranho.
1Coríntios 13.1
     Os defensores das “línguas estranhas” dizem que o barulho que eles fazem, não dá pra ser entendido por ninguém aqui na terra, pois são línguas dos anjos.

     Isso é mais uma evidência de como esse povo é ruim em interpretação Bíblica.

      Dizem eles que as línguas estranhas são idiomas dos anjos, baseando-se em 1Coríntios 13.1; “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.” Não necessita ser um teólogo para ver que nesse versículo Paulo está usando uma hipérbole, uma figura de linguagem que engrandece ou diminui em demasia a verdade das coisas; é um exagero. Observe que Paulo continua com a figura de linguagem no versículo 2, dizendo que: “Ainda que eu (...) conheça todos os mistérios e toda ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes,...”. RACIOCINE! Paulo não sabia todos os mistérios, e não tinha todo o conhecimento, e nem tinha fé capaz de mover montanhas. Com isso deduzimos que ele também não falava essa suposta língua dos anjos.

     Outra observação a se fazer nesse texto é que Paulo diz; “ainda que eu fale...” Isso mostra que ele não falava essas línguas. No entanto em 1Coríntios 14.18, ele afirma categoricamente que falava em outros idiomas mais do que qualquer irmão de Corinto.

      O Apóstolo Paulo estava escrevendo em termos gerais hipotéticos. Não há nenhum ensino Bíblico a respeito de alguma língua dos anjos especial que as pessoas pudessem aprender a falar. E para finalizar, a Bíblia está repleta de textos em que anjos se comunicam com os humanos e em nenhum desses textos eles falavam em alguma língua desconhecida dos homens.

1Coríntios 14.2
      Os defensores dessa doutrina usam esse versículo para dizer que o dom de língua é um mistério e não um idioma qualquer.

      Para a correta interpretação desse capitulo, é fundamental atentar-nos para as formas singular; língua, e a plural línguas. Paulo parece usar o singular para distinguir o falso dom da algaravia pagã e o plural para indicar o dom genuíno de uma língua estrangeira. Apesar de em algumas traduções não esteja indicado, de modo consistente, a distinção entre a forma singular e a plural. Mas o que nos interessa são os originais e não as traduções.

     Singular, veja versículos, 2; 4; 13-14; 19; 27. Plural, veja versículos, 6; 18; 22-23. Quando está no singular indica que se trata da falsa algaravia do falso discurso extático pagão. Quando é usado o singular é por que a falsa língua não pode ser plural; não existem diversos tipos de línguas inexistentes. Existem, todavia, diversas línguas estrangeiras; assim, nesse texto, quando fala a respeito do verdadeiro dom de línguas, Paulo emprega o plural a fim de fazer a distinção. Com isso aprendemos que mesmo na época de Paulo essas línguas extáticas já existiam, mas que nada tinham a ver com o verdadeiro dom de línguas.

    Veja também que quem estava falando essas línguas não se dirigiam a homens, mas sim a “deus”.  Pois a melhor tradução para esse trecho seria; “a um deus”. O texto em grego não tem o artigo definido, e por isso, não se refere ao nosso Deus Todo Poderoso, e sim a um deus, ou demônio. A algaravia deles era adoração a deuses pagãos. Mesmo que inconscientemente os coríntios estavam adorando a deuses pagãos com seu falso dom de línguas.
      A Bíblia não apresenta nenhuma ocorrência de qualquer cristão falando a Deus em nenhuma outra língua a não ser na língua dos seres humanos.

      “...visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.” Os Coríntios carnais, usando o falso discurso extático do paganismo, não estavam interessados em ser entendidos, mas em apresentar um espetáculo dramático. O espírito por intermédio do qual falavam não era o Espírito Santo, mas o próprio espírito humano deles ou algum demônio; e os mistérios que eles declaravam eram do tipo associado às religiões pagãs de mistérios, que era adotado pela sua profundidade que somente alguns poucos iniciados tinham o privilégio de conhecer e entender. Esses mistérios são totalmente diferentes daqueles mencionados nas Escrituras, os quais eram revelações divinas de verdades que antes eram escondidas.
      Se você costuma entrar em transe e balbuciar palavras que não compreende, cuidado; você pode estar cultuando a demônios.

Marcos 16.14-20
      Os que defendem a doutrina de línguas estranhas, dizem que esse texto conclui que essa doutrina é irrefutável, contudo, mais uma vez o que se conclui é como essa gente é ruim em interpretação bíblica. Dizem eles que esses sinais que estão registrados aqui, devem marcar a vida de todos os que crêem em Jesus. Mas, será mesmo isso que o texto está dizendo? Vamos analisá-lo!
      Depois de ressuscitado, Jesus apareceu a Maria Madalena que imediatamente foi anunciar a boa nova aos companheiros de Jesus, e eles não acreditaram nela (versículos 9-11). Jesus também apareceu a dois companheiros seus que foram imediatamente contar aos outros, mas também não lhes deram crédito (versículos 12-13). Finalmente foi necessário o próprio Jesus aparecer a eles. E assim sendo, lhes repreendeu a sua incredulidade e a sua dureza de coração, já que não tinham dado crédito aos que já o tinham visto ressuscitado. (versículo 14). Eles não acreditaram no testemunho da ressurreição, Lucas 24.10-11. Nisso Jesus diz: “Vão por todo o mundo pregar o meu evangelho, pois estes sinais vão lhes acompanhar, se vocês crerem...”. Daí ele descreve essa pequena lista de sinais. Jesus diz que esses sinais seguiriam os que cressem e não os que continuassem com a “incredulidade e dureza de coração.” E realmente quando eles creram, os sinais confirmaram suas palavras, veja versículo 20.
       Veja que o versículo 20 começa com; “e eles...” Quem eram esses, eles? Todo mundo que crer em Jesus? Claro que não! O contexto claramente diz que eram os discípulos.
        Esses sinais foram prometidos à comunidade dos apóstolos (Mateus 10.1; 2Coríntios 12.12), Não a todos os crentes de todas as épocas.
        Não há base bíblica para acreditarmos que todos os que crêem em Jesus têm o dever de operar esses sinais descritos em Marcos 16.17-18. Se bem que os defensores de línguas estranhas, não querem nem de longe beber alguma coisa mortífera, como o veneno; ou querem?
neós ou kainós ?
         Outro fato que derruba essa heresia é o termo grego “novas”, pois o texto diz que: “Falarão novas línguas.” Pois bem; a língua grega conhece basicamente duas palavras para expressar a idéia de novo, néos e kainós, neós é novo, não existente antes. Mas a que é empregada aqui é “kainós”, não descreve algo novo no sentido temporal, e sim algo não usual, nada corriqueiro. Não usado no momento, mas que já existia. Essa heresia poderia ser sustentada se o termo usado aqui fosse neós, mas é kainós. As “novas” línguas desse texto são as “outras” línguas de Atos 2. Obviamente, não eram novas para os ouvintes, e sim para aqueles que as falavam.

       Para quem acha que eu estou errado, pode até ser que eu esteja, escrevam-me, tenham coragem, mas só aceito objeções se forem pautadas na Bíblia Sagrada!
       Em Cristo
       Francisco Rodrigues Filho




segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Faladores de línguas parte 3


Convite à Loucura Nº27 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 3)
   
       Vimos no folheto Nº25, que o verdadeiro dom de línguas era aquele do livro de Atos, onde os homens de Deus pregavam sua palavra em vários idiomas que não foram por eles aprendidos. No folheto Nº26, podemos observar o contexto pagão em que se encontrava a sociedade de Corinto, e como esse contexto influenciava os cristãos imaturos, fazendo-os usar esse dom de forma egoísta e fraudulenta; vimos também o quanto o dom de línguas do livro de Atos era diferente do que era praticado em Corinto; e como nos dias atuais pratica-se a mesma heresia do tempo de Corinto.  Nesse folheto Nº27 veremos o que mais Paulo tem a nos ensinar nessa área.
O Que Paulo nos diz?
1Coríntios 14
     Os fenômenos ocorridos entre os coríntios devem ser olhados com cautela, procurando explicações deles no que o Apóstolo Paulo ensinou.
     Veja que no inspirado entender de Paulo, as línguas extáticas, inarticuladas, faladas em Corinto são:

      a)- Sem proveito 1Co 14.6 (...em que vos aproveitarei,...).

      b)- Sem entendimento 1Co 14.9 (...como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar.)

      c)- Infrutífera, 1Co 14.14 (... a minha mente fica infrutífera.)

      d)- Sem edificação para a igreja, 1Co 14.17 (...o outro não é edificado.)

      e)- Sem instrução, 1Co 14.19 (...prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.)

       f)- Sem maturidade, 1Co 14.20 (...sede homens amadurecidos.)

      g)- Sinal de insanidade e não de equilíbrio, 1Co 14.23 (Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?).     

     Veja que, quando o dom de língua era exercido dominantemente e descontrolado na reunião, a confusão reinava e o evangelho era desonrado e desacreditado como acontece nos dias de hoje. Assim como acontece nos dias atuais, quando todos se reúnem e falam em línguas estranhas são taxados de loucos por aqueles que deveriam estar sendo evangelizados. Essa palavra “louco”, no grego: maínomai, significa estar num frenesi descontrolado. Quando o verdadeiro dom foi utilizado em Atos 2, não houve loucura e muitos entenderam na sua própria língua o que estava sendo dito. Já aqui em Corinto, havia um caos carismático, como acontece nos dias de hoje.
     Essas línguas de Corinto duramente repreendidas por Paulo não são as mesmas de Atos. Talvez sejam as mesmas faladas hoje em dia. E, se Paulo viesse para os nossos dias, com certeza ele repreenderia esses irmãos que usam essas línguas para parecerem mais espirituais do que os outros, e que não se reúnem para a edificação mútua, mas, para a confusão e desordem.
     Pode-se dizer que as línguas que se ouve hoje nessas igrejas são; ou línguas extáticas ou línguas fraudulentas; é o que vamos ver agora, pois o verdadeiro dom de línguas é uma habilidade que o Espírito Santo concede ao crente, com o objetivo do crescimento espiritual e o aperfeiçoamento dos que fazem parte da igreja, mas, nunca leva o crente a um estado de êxtase, como se vê hoje nas igrejas.

    Existem regulamentos para se falar em línguas que hoje são desobedecidos.

Regulamentos Para se Usar esse Dom.
   Devido à desordem estabelecida em Corinto, Paulo dita alguns regulamentos para se falar em línguas. Regulamentos que não devem ser esquecidos ou negligenciados, eles foram estabelecidos por Deus por intermédio de Paulo divinamente inspirado. E, acreditem, Deus não daria o seu dom se sua palavra fosse desobedecida.

   Em 1Coríntios 14.26-40, encontram-se vários regulamentos para o uso das línguas na Bíblia. Hoje, esses regulamentos são totalmente desrespeitados.

 Quatro Regulamentos Desobedecidos.
   1)- 1Coríntios 14.27 “...que não sejam mais do que dois ou quando muito três,...”. Desrespeitando essa regra, nos ajuntamentos de hoje, às vezes, tem dúzias falando no mesmo tempo.

    2)- 1Coríntios 14.27, “...e isto sucessivamente, ...”. Isto é, numa sequência, um após o outro, em vez disso atualmente muitas pessoas falam simultaneamente.

   3)- 1Coríntios 14.27, “...e haja quem interprete.” Tudo que fosse falado em línguas no culto ao Senhor, tinha que ser interpretado. Hoje a bagunça é feita quer haja intérprete ou não. Geralmente não há!

    4)- 1Coríntios 14.28, “...não havendo intérprete, fique calado na igreja.” O uso do imperativo presente ativo no original; sigáô, “fique calado”, significa ficar quieto, calar-se.

     Esse imperativo demonstra que Paulo não estava disposto a abrir exceções. O verbo calar indica que não se deve falar sobre hipótese alguma. O tempo presente indica que não deviam falar nenhuma vez em língua. Sem a interpretação, em uma igreja que estivesse obedecendo às instruções de Paulo à risca, não se ouviriam línguas. Somente nas ocasiões em que interpretes “bem conhecidos”, “experientes” e “comprovados” estivessem presentes é que seriam exercidas as línguas. É uma ordem apostólica e Paulo esperava que a mesma fosse cumprida. Paulo usa esse imperativo “cale-se”, três vezes nessa seção v.28; 30; 34. Observe que no versículo 37, Paulo diz que o que ele estava escrevendo é; mandamento do Senhor, e se alguém ignorar isso; será ignorado, versículo 38.
     Tanto naquele tempo como hoje o problema é o mesmo; todos falando juntos sem ordem e sem decência, saturado de vozeirão e barulho.

     Vimos aqui que os coríntios estavam usando suas experiências extáticas como pretexto para fugir da autoridade do apóstolo Paulo, mas em todos os tempos a autoridade de qualquer mensagem se comprova pela sua submissão à autoridade dos escritos apostólicos do Novo Testamento.

      Diante desses abusos qualquer um pode deduzir que; se as igrejas que mais dizem que falam em línguas, desrespeitam a Bíblia no uso destas línguas; essas línguas não são de Deus. É simples assim! Os movimentos, hoje, onde têm essas manifestações de línguas estão sempre desobedecendo essas determinações e mandamentos do apóstolo Paulo inspirado por Deus. Será possível que o Espírito Santo de Deus continuaria a dar um dom em ambientes onde sua palavra é continuamente desobedecida? É claro que não!

      O movimento de língua estranha atual está totalmente desacreditado como legítimo, já que não segue as ordens claras e reguladoras contidas nesses versículos.

      Outra prova de que esses fenômenos não fazem parte dos dons distribuídos por Deus é que vários grupos diferentes e com doutrinas diversas e estranhas à Bíblia, falam essas línguas estranhas; que realmente são estranhas. Hoje, as “línguas” são usadas por muitas e diferentes grupos religiosos que pregam e ensinam doutrinas contraditórias. A Igreja Universal do Reino  de Deus, Assembleia de Deus, Deus é amor e até grupos que negam a trindade, como os     Mórmons. Todos esses grupos falam essas línguas estranhas. E até mesmo os Católicos Carismáticos praticam essas algaravias extáticas.

    Agora prestem atenção; se não for como estou dizendo, então o Espírito Santo está dando seu sinal de aprovação a igrejas que pregam coisas que contradizem completamente umas as outras. Sem falar que muitas das doutrinas e práticas de alguns desses grupos, alem de contradizer umas as outras, contradizem também totalmente a Bíblia Sagrada. Será que o Senhor é Deus de confusão? Claro que não!

     1Coríntios 14.33;40. Veja nesses versículos que quando a igreja se reúne em adoração a Deus deve refletir o caráter e a natureza dele, porque ele é um Deus de paz e harmonia, ordem e clareza, não de brigas e confusão.

Em Cristo

Francisco Rodrigues Filho



sábado, 18 de agosto de 2012

Convite à Loucura Nº 26


Convite à Loucura Nº 26 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 2)
                 
       Esforcei-me o quanto pude, no folheto anterior, para mostra-lhes que no Livro de Atos está presente o verdadeiro dom de Línguas, que era os homens de Deus falando e pregando sua palavra em qualquer idioma sem precisar serem poliglotas. O Espírito Santo de Deus os capacitava de maneira inigualável a se expressarem em uma língua que eles não dominavam. Mostrei também o quanto é diferente aquele dom maravilhoso do que se vê hoje nos templos por aí!
        Vamos agora estudar 1 e 2 Coríntios. Pois, como disse Paulo: “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.” 1Coríntios 12.1.
Contexto histórico.
        Coríntios era uma cidade portuária muito importante da Grécia. Uma cidade extremamente devassa, que tinha um templo de Afrodite em cima de uma montanha; onde cultuavam falsos deuses com sexo intensamente devasso. Afrodite, no panteão grego, era a deusa do amor. Cerca de mil sacerdotisas, as quais eram prostitutas “religiosas”, viviam e trabalhavam lá e desciam para a cidade à noite a fim de oferecer seus serviços aos homens da cidade e aos visitantes estrangeiros. Mesmo pelos padrões pagãos de sua própria cultura, Corinto tornou-se tão corrupta moralmente que o seu próprio nome virou sinônimo de depravação: “corintianizar” representava imoralidade flagrante e libertinagem acompanhada de embriaguez. De acordo com estudiosos, Corinto era uma cidade de marinheiros de gente de várias culturas, viajantes que quando passavam por ali queriam dar uma de playboys da era antiga. Bacanal, orgias, devaneios sexuais; tudo isso ligado ao paganismo religioso.
       1Coríntios 12. 1-14.40. Essa seção concentra-se nos dons espirituais na igreja
A situação da falsa religião em Corinto provocava manifestações espirituais forjadas que tinham que ser confrontadas. O principal objetivo desta epístola (carta) é a correção do comportamento.
                                                       A Lista de Dons                         
       Paulo não escreveu essa lista de dons para dizer que todos os crentes em todas as épocas fariam, ou teriam esses dons maravilhosos. Qual era, então, a finalidade de Paulo? Era justamente repreender os Coríntios por enfatizar alguns dons e desprezar outros (v.14-20). Eles também estavam desprezando aqueles irmãozinhos que tinham outros dons, mas não eram espetaculares (v.21-26).

        Por meio da ilustração que Paulo faz de como cada parte do corpo humano é essencial para o funcionamento do todo. Alguns membros egoístas estavam descontentes com seus dons, almejando dons que não haviam recebido (v.11). Paulo ressalta que os dons não devem ser buscados, mas recebidos do Espírito “como lhe apraz”. É somente ele quem “opera” ou estimula, (v.6), todos os dons do modo como ele mesmo decide. Por isso é idiotice ficar buscando dons. Almejar um dom por razões egoístas é errado, já que eles foram soberanamente concedidos por Deus como lhe aprouve (v. 7; 11; 18; 28).

        As línguas que vimos em Atos, era o verdadeiro dom de línguas; já o que veremos aqui na carta aos coríntios e o que vemos nos templos, hoje, são línguas fajutas ou manifestações de êxtase causado pela emoção com uma “ajudazinha” dos demônios.

         É justamente isso que me proponho a mostrar, na Bíblia, daqui pra frente.
Os dons espirituais são capacitações divinas para o serviço (ministério) que o Espírito Santo dá em certa medida a todos os cristãos e devem estar totalmente sob o seu controle, bem como ser usados para a edificação de todos que fazem parte da Igreja para a glória de Cristo.

         O que estava acontecendo em Corinto era que a falsa religião estava provocando manifestações espirituais forjadas, e como já disse, tinham que ser confrontadas. Paulo ensinou que os verdadeiros dons devem ser diferenciados das experiências místicas denominadas “êxtase” que na realidade era comunhão sobrenatural e sensual com uma divindade e também “entusiasmo”, que eram adivinhações, sonhos, revelações e visões. Tudo isso era encontrado nas religiões pagãs de Corinto. Leia 1Coríntios 12. 1-11.
       É por isso e muito mais que não devemos estabelecer como regra de interpretação e nem como modelo de comportamento religioso, as crenças e o comportamento dos crentes de Corinto. A Bíblia nos diz que a igreja de Corinto tinha todo tipo de pecado, de irmãos que se embriagavam na celebração da ceia (1Coríntios 11.21), a irmãos que estavam tendo relações sexuais com a madrasta (1Coríntios 5.1).

        Diante disso nos questionamos; “Devemos imitar os coríntios?” É o que os faladores de línguas estranhas estão fazendo. ESSE FALAR EM LÍNGUAS QUE ESTAVA ACONTECENDO EM CORINTO NÃO É A MESMA DE ATOS. NO MÍNIMO É A MESMA QUE FALAM HOJE, NOS TEMPLOS, PENTECOSTAIS E NEO-PENTECOSTAIS.
        A igreja de Corinto que se tornou célebre na deturpação das práticas do cristianismo, foi a primeira a lançar a confusão que ainda hoje perdura.
       Essa língua falada em Corinto é totalmente diferente da de Atos. Aqui, essas línguas não passa de algaravias, ou seja; linguagem pouco inteligível. É uma língua extática, onde a pessoa se fala num estado de êxtase, fora de si. Ou era uma linguagem fraudulenta que nada tem a ver com o verdadeiro dom de língua de Atos. A Bíblia não apresenta nenhuma ocorrência de qualquer cristão falando a Deus em nenhuma outra língua a não ser na língua comum dos seres humanos.
1Coríntios 12
       Outra  prova Bíblica de que o batismo com o Espírito Santo, não tem nada a ver com o falar em outras línguas, é o capítulo 12 de 1 Coríntios.
      Veja 1Coríntios 12. 29-30, e observe essas sete perguntas que Paulo faz. Ele usou, no grego uma partícula interrogativa quando se espera uma resposta negativa; grego: “mi.”Exemplo; a primeira pergunta: “Porventura, são todos apóstolos?” grego: “mi pántes apóstoloi;”. Também podia se traduzir por: “Acaso, são todos apóstolos?”. Cada uma dessas sete perguntas retóricas esperava-se um “não” como resposta. Ou seja; os irmãos de Corinto tinham dons, mas, não eram todos apóstolos, nem todos eram profetas, nem mestres. Não eram todos que operavam milagres. Também não eram todos que curavam. Não falavam todos em línguas. Entendeu?
      Não eram todos os irmãos que falavam em línguas!
       Você pode me perguntar: “O que isso tem a ver?” Explico agora! Nem todos os irmãos de Corinto falavam em línguas. Contudo todos eles foram batizados com o Espírito Santo; leia 1Coríntios 12.13.
       Isso deixa claro que o batismo com o Espírito Santo, não tem nada a ver com o falar em outras línguas. Nem todos falavam em línguas, contudo, foram todos batizados com o Espírito Santo.
    Os que defendem as línguas estranhas pregam que; sempre que se é batizado com o Espírito Santo, o que prova esse acontecimento é a manifestação de se falar essas línguas estranhas. Ou seja todos que forem batizados no Espírito têm que falarem línguas estranhas. 1Coríntios 12.13, Esse texto da Bíblia descarta essa idéia. Alguns irmãos em Corinto não falavam em línguas, apesar de terem sido batizados com o Espírito Santo.      
       O fenômeno de línguas estranhas na igreja de Corinto, é de natureza diferente da de Atos. Aqui se trata de fala extática, ou seja; pessoas em êxtase, emitindo oralmente sons inarticulados, que não formam idiomas, ou pessoas imaturas querendo exibir-se e vangloriar-se de um dom que nunca receberam de verdade como se vê nas igrejas hoje em dia, ao contrário das línguas faladas no livro de Atos.

Em Cristo

Francisco Rodrigues Filho

sábado, 28 de julho de 2012

Convite à Loucura Nº25. O Falar em Línguas Estranhas.















Convite à Loucura Nº25 O Cristão deve falar em Línguas Estranhas? (Parte 1)

      As “doutrinas” são muitas nesse enorme e multifacetado segmento religioso de nossos dias. Toda essa confusão religiosa tem acarretado problemas como a superficialidade da teologia, pessoas que ficam flutuando de igreja em igreja, a flexibilização dos costumes e a exploração da fé com objetivos puramente financeiros. A “oferta” evangélica na mídia é tão intensa que fica difícil distinguir o trigo do joio.
      Nós que fazemos o CONVITE À LOUCURA sabemos que nosso papel como veículo de informação, apologia, edificação e serviço só será plenamente exercido se nossa postura em relação ao segmento evangélico for, ao mesmo tempo, crítica e que tenha propósito. Somente assim, apontando rumos que podem ser melhores, todos os cristãos (que nos lêem) poderão colaborar no sentido de levar ao mundo o Evangelho que salva.

       Mais uma batalha a ser travada é essa que tem o objetivo de esclarecer a muitos cristãos sobre essa questão de alguns “falarem línguas estranhas”.
       Daqui pra frente, em uma sequência de estudos, iremos ver detalhadamente toda essa questão sobre línguas estranhas.
       Meus amados irmãos...
       Vamos à Bíblia Sagrada!
       Alguns camaradas, líderes e membros cegos, intoxicados de doutrinas e regras de religiosos, ensinam algo muito estranho sobre um dom que Deus outorgou aos crentes do passado (isso não quer dizer que ele não pode mais distribuir esse dom nos dias atuais). Vamos avaliar, na Bíblia, esses fenômenos e vamos, com a ajuda do Espírito Santo, descobrir o que o Senhor tem pra nos ensinar.
Atos  2
A Enorme Diferença Entre o “Dom de línguas” e essas “línguas” que se falam hoje em dia.
    Os adeptos das “línguas estranhas” não podem se basear em Atos Capítulo 2 para sustentar sua doutrina de que só os que falam essas línguas estranhas são os que foram batizados com o Espírito Santo. Nem que todos que são batizados com o Espírito Santo devem falar essas línguas estranhas!
     Primeiro vamos ver a enorme diferença entre o Dom de Línguas, para essas línguas estranhas faladas hoje em dia.
     No dia da festa de Pentecostes, quando os Galileus foram vistos falando tantas línguas diferentes, os judeus da Judéia ficaram atônitos. Leia Atos 2.1-13, essas línguas eram idiomas estrangeiros existentes, articulados, conhecidos dos ouvintes, que entenderam a mensagem em seus dialetos nativos (Atos 2.7-8;11).
     A primeira diferença é que o ambiente era muito diferente: A) Eles não estavam pedindo ou buscando, como fazem alguns camaradas nos dias de hoje. Passam horas, dias, semanas e até mesmo meses pedindo e buscando esse batismo; chorando, jejuando; é um verdadeiro descomedimento, um despropósito, uma baboseira só. Não! Os discípulos em Atos 2, não fizeram isso. B) Eles também não estavam pulando, gritando, ou dando gritos de “glórias”, e nenhum pastor ungido estava impondo suas mãos vazias sobre  suas cabeças vazias, como se faz nos dias atuais. E como eles estavam? A Bíblia diz que estavam “assentados”, Atos 2.2. Que diferença do que se vê na contemporaneidade.
      Atos 2.1-12; No versículo 4, o texto diz, literalmente no grego; “outras línguas”. Não eram línguas estranhas. O termo; “língua estranha” não existe no Novo Testamento. Mas sim, outros idiomas, e, quais foram esses outros idiomas? O próprio texto responde essa pergunta; veja Atos 2.6-8;11. A multidão podia entender, compreender o que os discípulos estavam falando, pois eles falavam nos seus dialetos e línguas de suas nações. Esse “falar em línguas” do livro de Atos é o legítimo dom de línguas dado por Deus, e é muito diferente das loucuras que se vê nesses ambientes pentecostais e neo-pentecostais.
     Não era língua estranha sem sentido algum, pois nenhum idioma no mundo é sem sentido, 1Coríntios 14.10; “Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido”. Nesse versículo Paulo aponta o óbvio: o propósito de toda língua é comunicar, e não impressionar e, certamente, não confundir, como os pentecostais, e outros amantes desse tipo de língua estranha, estão fazendo com suas distorções. Cada pessoa ouvia os apóstolos falar em sua própria língua (Atos 2.6-8;11). O verdadeiro dom de línguas nunca foi um blá, blá, blá, que ninguém compreende, mas uma língua humana que deveria ser traduzida 1Coríntios 14.13.
Atos 10
Vejamos o Dom de Línguas na experiência de Cornélio.
      Atos 10.44-48; Aqui está a segunda ocorrência do verdadeiro dom de línguas no livro de Atos, na experiência de Cornélio e os da sua casa.
     Leia o versículo 46 de Atos 10, e responda francamente; como poderia os ouvintes saber ou entender que Cornélio e sua casa estavam exaltando a Deus, se eles estivessem falando uma língua estranha como essa que se falam nas igrejas nos dias de hoje? Um “blaraculuxuminaxaiaram”que ninguém, em país nenhum entende. O povo que veio com Pedro, como diz o texto, entendia que Cornélio estava exaltando a Deus porque não era uma língua estranha sem sentido, que Cornélio falava, e sim outro idioma.
Atos 19
Vejamos a Experiência dos Doze Discípulos de João.
      A terceira e última ocorrência do verdadeiro “Dom de línguas” em Atos, acha-se na experiência dos doze discípulos de João, o batista, em Éfeso; Atos 19.1-7. Os pentecostais usam esse texto para ensinar que a  pessoa depois de convertida, depois de ser crente, recebe uma segunda bênção que é o do batismo com o Espírito Santo, e isso é evidenciado pelo dom de línguas estranhas. Isso mostra o quanto esse povo é ruim em interpretação Bíblica. O texto claramente demonstra que esses camaradas, discípulos de João, não eram crentes, pois nem conheciam Jesus, nem o Espírito Santo, (Atos 19.2).
      Esse texto de Atos 19.1-7, também nos esclarece que recebemos o Espírito Santo no momento em que cremos, enquanto os pentecostais, e seus ramos, ensinam que; Creem depois é que  recebem, depois de falarem línguas estranhas. Paulo perguntou: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?” Ou seja;  Vocês receberam   o   Espírito  Santo  no momento em que creram? Isso demonstra claramente que se recebe o Espírito Santo no momento que se crer! O Evangelho de Jesus Cristo revelado por Deus deve ser ouvido (Romanos 10.17) e crido (João 1.12) para se receber o Espírito Santo e a salvação, (Efésios 1.13-14), veja nesse versículo que crer e receber o Espírito Santo são duas ações simultâneas. Quem não recebeu, não creu, quem creu, já recebeu! Não pode existir essa conversa de crer e depois ficar fazendo simpatias, bruxarias e loucuras para recebê-lo. Veja também que em Atos 19.4, Paulo deu instrução não sobre como receber o Espírito, como se fazem nesses redutos pentecostais, mas sobre Jesus Cristo. Tem igrejas por aí que dão até cursos de como receber o Espírito Santo; outras ensinam detalhadamente o que fazer para que o Espírito venha sobre eles. Paulo do contrário ensina-lhes sobre Cristo nossa salvação, e, em crendo, são automaticamente batizados por Cristo com o Espírito Santo.
     Essas línguas em que esses dozes homens ficaram profetizando, eram outros idiomas como os de Atos 2. Profetizar é falar e pregar corajosamente a palavra de Deus
Um Resumo do que Vimos!
     Os fenômenos de línguas que vimos em todo o livro de Atos, são o verdadeiro fenômeno de línguas dado por Deus. Concluímos, pois que o verdadeiro “Dom de Línguas,” nada tem haver com essa bagunça esquisita que se vê nesses ambientes pentecostais.
     Todos esses dons estiveram presentes e bem ativos no início da igreja e teve um objetivo sem igual.
     Se você fizer um estudo minucioso nas escrituras sobre esse tema, verá que os dons de milagres (que depois escreverei sobre eles), cura, variedade de línguas e interpretação de língua, foram manifestações temporárias, somente para a era dos apóstolos e, portanto, cessaram. O propósito deles era autenticar os apóstolos e suas mensagens como a verdadeira Palavra de Deus, até que a Bíblia completa fosse concluída e se autenticasse por si própria.

Em Cristo
Francisco Rodrigues Filho