sábado, 20 de abril de 2013

Convite a loucura - 35


Convite à Loucura Nº35 Uma Resposta aos Ateus.
        Senti a necessidade de escrever sobre esse tema por causa de alguns idiotas[1] que estão cursando na faculdade, que têm seus professores como seus deuses e a arrogância como seu meio de vida, e andam espalhando que a Bíblia não merece a confiança de um pensador sério. Eu sei que os que assim pensam são idiotas que nem coragem têm para estudarem a história da Bíblia; mas que, com sua arrogância estão levando ao desvio aqueles que tentam entender as coisas de Deus com seriedade. É com esses últimos que me preocupo!

       O ódio desses ateus para com a religião e a igreja institucionalizada os leva a atacar a Bíblia (Palavra de Deus) e o próprio Deus Todo Poderoso. E assim compram uma briga comigo; humilde defensor do Evangelho, mas, intolerante com aqueles que tentam ridicularizar nosso Deus.

       Seus ataques inflamados contra Deus podem ter-lhe rendido aplausos no seu ambiente de ateísmo, mas eles não procuram testá-los diante de um eloqüente e bem informado defensor da fé cristã.[2] Entre quatro paredes de uma faculdade secular, pagã, materialista e sob o domínio do deus desse século, esses professores ateus encontram um público pronto entre aqueles a quem falta treino para enxergar através de sua fachada superficial. São zumbis que só aprendem a papagaiar seus mestres e repetir aquilo que o sistema lhes passa.

       Mas, com o Convite à Loucura o buraco é mais em baixo. Nisso; mesmo com minhas limitações de conhecimento, tempo e influência, mas, na certeza de que o Deus de sabedoria está do meu lado, achei-me na obrigação de abater esse dragão da incredulidade.

        O meu conselho para os alunos de faculdade que aceitam cegamente as palavras desses ateus[3] é que meditem em Provérbio 18.17, que diz: “O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina.” Em outras palavras, sempre que ouvimos a apresentação de um lado do caso, as evidências nos parecem persuasivas. Em seguida, porém, ouvimos o outro lado da história e de repente vemos o primeiro caso desfazer-se à luz de novos fatos e argumentos.

O Que é um Ateu?
        O politeísmo[4]é a crença que dominou grande parte do pensamento grego antigo, já o teísmo[5] que é minha linha de pensamento, dominou a posição cristã medieval, já o ateísmo floresceu no mundo moderno. Alguns deles não gostam de serem chamados de ateus. Ateus, humanistas ou materialistas, o importante é que todos são na verdade não-teístas, e a sua maioria é antiteísta. O ateu acredita que não há Deus neste mundo e nem no além. Só existe um universo ou cosmo e nada mais. Eles baseiam seus argumentos no ceticismo de Hume[6] e no agnosticismo de Kant[7].

A Existência do Mal.
      Os ateus oferecem o que, eles mesmos, consideram ser razões boas e suficientes para acreditar que Deus não existe. Usam quatro argumentos, a saber; 1)-a existência do mal. 2)-a aparente falta de propósito da vida. 3)-ocorrências aleatórias no universo; e 4)-a primeira lei científica da termodinâmica, que os ateus geralmente a citam de modo incorreto. Devido ao espaço desse folheto,[8] mostrarei a falácia somente desse primeiro argumento sobre a existência do mal, que diz: “Se Deus é absolutamente bom, então por que o mal existe?”

      O raciocínio do ateu é circular. Para saber que há injustiça no mundo, é preciso haver um padrão de justiça. Quando os ateus eliminam Deus por causa do mal estão postulando um padrão moral supremo para declarar que Deus é mau. Se Deus não existe, de onde vem esse padrão moral supremo?
       Mas, para nós que cremos em Deus, ele é o padrão moral supremo, já que não pode existir uma lei moral suprema sem um Provedor Supremo da lei moral.

       Ninguém jamais demonstrou que qualquer mundo alternativo é moralmente melhor que o mundo que temos. Logo, nenhum ateu pode demonstrar que Deus não criou o melhor mundo, mesmo com a privação do bem. Isso, é claro, não significa que estou comprometido com a crença de que o mundo atual é o melhor mundo que poderia ser alcançado. Deus ainda não terminou sua obra, e as Escrituras prometem que algo melhor será alcançado.[9]
      A suposição do que crê em Deus é que este mundo é o melhor caminho para o melhor mundo atingível.

O Mal é uma Evidência a Favor da Existência de Deus.
       A pergunta deles é: “Se existe um Deus, por que há tanto mal? Contudo, usando esse mesmo raciocínio, podemos perguntar: “Se não existe um Deus, por que há tanto bem?” Ou não é verdade que existe muito bem nesse mundo também?

       O fato dos inimigos de Deus usar o padrão do bem para julgar o mal, dizendo acertadamente que esse horrível sofrimento não é o que deveria ser, significa que eles têm uma noção do que deve ser, que essa noção corresponde a algo real, e que existe, portanto, a realidade chamada Bem Supremo. Este é outro nome para Deus.

       Se Deus não existe, onde nós encontramos o padrão de bondade pelo qual julgamos o mal como mal? Ou, como alguém disse: “Se o universo é tão cruel...por que... os seres humanos o atribuem à atividade de um Criador sábio e bom?” Em outras palavras, a própria presença dessas idéias em nossa mente, isto é, a ideia do mal e, por conseguinte, da bondade e de Deus como origem e padrão da bondade, precisa ser explicada.
A Origem do Mal.
        Deus é bom, e criou criaturas boas,[10] com uma qualidade boa chamada livre-arbítrio. Infelizmente, elas usaram este poder bom para trazer o mal ao universo ao se rebelar contra o criador.[11] Então o mal surgiu do bem, não direta, mas indiretamente, pelo mau uso do poder bom chamado liberdade. A liberdade é boa, mas, com ela vem a possibilidade do mal. Então Deus é responsável por tornar o mal possível, mas as criaturas livres são responsáveis por torná-lo real. Deus é sábio o suficiente para prever que necessitamos de alguma dor por razões que podemos não entender, mas que ele prevê como necessária para algum bem eventual. Portanto, ele não está sendo mau ao permitir que a dor exista. Certamente existem ocasiões em que Deus permite o sofrimento e nos priva do bem menor do prazer a fim de ajudar-nos a alcançar o bem maior da educação moral e espiritual. Sabemos que o caráter moral é formado por meio de provações, da superação de obstáculos e da perseverança diante das dificuldades. O sofrimento tem uma qualidade refinatória. Romanos 5.3-4.

        A razão de ser de nossa vida neste mundo não é a comodidade, mas o treinamento e a preparação para a eternidade. Até Jesus aprendeu com o sofrimento.[12]     
     
       Nós vivemos em um mundo dilacerado; Jesus foi honesto o bastante para nos dizer que teríamos provas e tribulações.[13] Toda lágrima que derramamos se torna uma lágrima dele. Ele pode não enxugá-las já, mas o fará, Apocalipse 21.3-4.

 Os ateus são desonestos em suas idéias.
        Eles sabem que um mundo sem fé em Deus, de forma alguma será um lugar mais humano e mais digno. Pelo contrário, eles sabem que o seu ateísmo está lhes puxando para um caminho de narcisismo, hedonismo e melancolia. Isso eles não ensinam aos seus discípulos; mas preferem seguir esse caminho, em última análise, autodestrutivo.

       Eles se negam a investigar paciente e atentamente para onde as evidências da ciência e da História de fato apontam. Meu conselho para eles é que sigam o exemplo de muitos e muitos ex-ateus que depois de um estudo profundo em busca da verdade terminaram de joelhos nos pés de Jesus.

        O fator mais importante no processo de secularização de nossa sociedade é o fator educacional. Nossas escolas podem não nos ensinar a ler corretamente, mas, o fato do estudante estar na escola até os 16 anos tende a favorecer a eliminação, de sua cabeça, o pensamento religioso. A educação, portanto, é uma poderosa aliada do humanismo.

       Somos responsáveis por ensinar a nossos filhos o caminho que deverão seguir (Provérbios 22.6) e, para isso, precisamos protegê-los contra os ataques do humanismo, do ateísmo, do relativismo, do evolucionismo e de qualquer ensino que se opõem à cosmovisão cristã, Efésios 6.4.

        Martinho Lutero afirmou: “Minha preocupação é que as escolas se revelem como os maiores portais do inferno, se não trabalharem com afinco no ensino das Sagradas Escrituras, gravando-as no coração da juventude. Não aconselho ninguém a colocar seu filho debaixo da autoridade de quem não tem a Bíblia como autoridade maior. Toda instituição na qual os homens não estejam crescentemente ocupados com a Palavra de Deus acaba corrompendo”.

      Hoje nas escolas dos Estados Unidos a bruxaria é uma matéria que vale ponto, enquanto que a Bíblia foi abolida de suas bibliotecas. É fato que Deus já foi expulso a muito tempo das Universidades seculares.

       Que Deus tenha misericórdia do futuro de nossas crianças. Amem!
      
       Em Cristo
       Francisco Rodrigues Filho
           




[1] Perdoem-me a forma de me expressar, mas, já não tenho paciência.  
[2]  Não me entendam mal, aqui não me refiro a minha pessoa, já que sou um humilde e eterno aprendiz, mas há muitos doutores em teologia e apologética por aí; sei que em sua maioria eles só se preocupam em arrecadar fundos, mas acredito que ainda existam aqueles que se preocupem em defender o evangelho.
[3] Não que todos os professores de faculdade sejam ateus; me refiro, claro, aos que são!
[4] O politeísta é aquele camarada que afirma que existe muitos deuses finitos no mundo.
[5] Teísmo é a cosmovisão segunda a qual um Deus infinito e pessoal criou o universo e intervém milagrosamente nele de tempos em tempos, de acordo com sua vontade.
[6] David Hume, filósofo e historiador, nasceu na Escócia e freqüentou a Universidade de Edimburgo. Durante o apogeu do iluminismo europeu, Hume dedicou-se ao estudo rigoroso da filosofia. Esse estudo o levou ao ceticismo.
[7] Immanuel Kant, nasceu na Prússia Oriental,  extremo-leste do império Alemão. Lecionou na Universidade de Konigsberg, e é criador de algumas teses malucas.
[8] Dependendo da necessidade, poderemos, no futuro, escrever outros folhetos sobre os outros argumentos.
[9] Isaías 66.22-23; 2Pedro 3.12-13; Apocalipse 21.1-7.
[10] Eclesiastes 7.29. “Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.”
[11] Gênesis 2.15-17; 3.1-19.
[12] Hebreus 5.8, “(Jesus) embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”.
[13] João 16.33b, “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O Crente pode perder a Salvação?


Convite à Loucura Nº33 Crente Pode Perder a Salvação?

        Você sabia que há salvação fora da igreja? E que a igreja nem auxilia na salvação! Alguns podem dizer: “É claro que só quem salva é Cristo!” Contudo, apesar dessa afirmação, vivem como se a igreja institucional tivesse o poder de salvá-las. Para esses, que assim pensam, tenho uma novidade; a igreja nunca salvou ninguém e em muitos casos ela distancia as pessoas de Cristo e de sua salvação. Outros dizem que a igreja não salva, mas quando alguém dela se afasta, logo dizem que aquela pessoa está perdida, afastada de Cristo, no inferno. É assim ou não é?

Você é um afastado da igreja institucional?   
         Logo que alguém deixa sua igreja por algum motivo, motivo para deixá-la é o que não falta, os outros membros logo espalham que aquele camarada está afastado de cristo, perdeu a salvação, e isso está tão enraizado na cabeça das pessoas de tal modo que o próprio indivíduo que se afastou da igreja começa a achar que realmente está afastado de Cristo, embora seja um crente sincero no Senhor Jesus. Temos uma boa nova para vocês, que na realidade não é novidade, mas já foi pregada a mais de dois mil anos atrás.
A Boa Nova de Novo!
          Quem ouviu o evangelho da salvação, e nele creu, e foi selado com o Espírito Santo da promessa; está salvo, (Efésios1.13). E nada nesse mundo tem o poder de separar essa pessoa de Cristo. Em Cristo Jesus, nós, que estávamos longe de Deus, viemos para perto dele pelo sangue de Cristo, Efésios 2.12-13.
         E uma vez perto dele, nada nesse mundo, nem a morte, nem vida, nem anjos, nem autoridades celestiais, nem coisas do presente, nem do futuro, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar desse imenso amor, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor, Romanos 8.38-39. Nada e nenhum ser no universo poderá nos separar do alcance do Espírito de Cristo. A única pessoa que não consta na lista, e que poderia fazer isso, seria o próprio Deus; no entanto, é ele mesmo quem nos tornou justos (v.33). A segurança do crente jamais pode ser vencida, enfraquecida nem ameaçada, por qualquer poder concebível dos céus, do inferno ou da terra.
         Quem ensinar que sua salvação pode ser perdida, na realidade está tentando lhe manipular e lhe causar medo em troca de algo; cuidado!
         Claramente a Bíblia nos diz que os salvos em Cristo têm a vida eterna (João 3.16, 1João 5.11). Ou alguém tem vida eterna ou não é salvo.
          Eterno em grego aiônios ; significa sem fim. Ou seja; uma coisa que não terá mais fim, nunca. Vida eterna que pode um dia acabar não é vida eterna.

          A nossa salvação não depende do nosso esforço, mas unicamente da graça de Deus (Efésios 2.8; Romanos 6.23). Se a minha salvação dependesse do meu esforço, eu é que seria o salvador de mim mesmo; essa é a conclusão lógica desse pensamento; contudo nossa salvação não depende de nós. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;” Efésios 2.8. Leia também Filipenses 2.13.

          O teólogo antigo João Calvino desenvolveu a teologia da eleição e predestinação. Usando versículos como João 10.27-29; Romanos 8.38-39 e outros. Criou o extremo de que; “uma vez salvo, sempre salvo.”  Já seu discípulo Armínio, fez objeções às suas idéias, e usando versículos que indicam a real possibilidade do desvio ou da apostasia fatal, tais como Lucas 13.24; Colossenses 1.22-23; 1Coríntios 9.27; 2Pedro 2.20-21, criou um ensino que vai de encontro com o de João Calvino, indo ao extremo oposto. É certo que há trechos bíblicos que podem ser usados em apoio tanto ao calvinismo quanto ao arminianismo. É um ensino que aparentemente entra em contradição consigo mesmo, mas tão-somente devido à nossa incapacidade intelectual de acompanhar dois lados extremos de uma única grande verdade divina. Tais doutrinas formam um “paradoxo”, isto é, um ensino que aparentemente se contradiz consigo mesmo. O Problema da “segurança” e do “desvio” é meramente uma subcategoria do problema mais profundo do “livre-arbítrio humano” e do “determinismo divino”. De alguma maneira ambas as doutrinas são verdadeiras. Como resolver esse problema? Veremos!

A Segurança eterna do crente é absoluta, mas a possibilidade de queda é relativa.
         Não podemos imaginar que a promessa de segurança eterna, feita pelo Senhor Jesus, possa vir a falhar; e essa promessa se vê clara e poderosamente em passagens como João 10 e Romanos 8, citado acima. Cristo prometeu, incondicionalmente, a segurança eterna de todos os crentes. Não podemos suavizar tal ensinamento.
      Mas também, tanto as Escrituras como a própria experiência humana comum demonstram que crentes verdadeiros podem desviar-se e cair a um lugar onde perdem totalmente o interesse pelas verdades espirituais, e que alguns deles chegam ao extremo da apostasia, isto é, de perderem completamente a fé. E não estou falando do indivíduo que apenas deixou de congregar-se em uma caixa de concreto.
      Contudo esse desvio ou apostasia podem ser considerados como relativos, isto é, representam um estado temporário da alma, e não uma situação eterna do indivíduo.
       Podemos concluir, então, que um crente pode desviar-se nesta vida. Só que; deste lado da existência ou do outro lado daquilo a que chamamos de morte física, tal crente voltará ao Senhor Jesus.

O Outro Lado da Vida.
       Podemos especular, como fizeram certos pais alexandrinos da igreja primitiva, que as questões finais da salvação não são necessariamente determinados nessa existência física, mas antes, podem ser fixadas ao longo da existência eterna da alma. Essa crença em um mundo intermediário, onde as almas se perdem ou são salvas, é muito antiga; e não se trata da doutrina católica do purgatório, não me entendam mal! Não só em meio aos pais alexandrinos como também era uma doutrina judaica comum.
        O teólogo que acha que sabe de tudo e que pensa que conhece tão profundamente a verdade divina que nada mais resta pra ser aprendido, está tão enraizado nesse engano que chamá-lo de idiota ainda é um elogio.

Conclusão.
        É bíblico que Cristo garante a salvação eterna dos crentes. Também é bíblico que o crente pode se desviar e ficar em um estado decaído. Só que esse desvio do crente é uma possibilidade relativa. Em outras palavras, isso pode ocorrer e realmente ocorre e aquele que se desviou pode experimentar a morte física estando nesse estado decaído; entretanto, em algum ponto, na longa história da alma, a promessa de segurança absoluta, feita pelo próprio Senhor   Jesus, se cumprirá. Tal crente será reconduzido aos pés de Cristo, e a sua salvação será levada à sua total posse, porque a promessa de segurança feita por Cristo é absoluta, e nenhum dos eleitos pode finalmente perder-se.
       Sim, o verdadeiro crente pode ser derrotado; mas essa derrota é tão-somente temporária. Se aplicarmos os meios espirituais que nos foram proporcionados, não teremos necessidade de cair. Desde esta vida terrena poderemos desfrutar de uma salvação abundante, conforme deve ser o desejo de todo o crente sincero e autêntico. Portanto, devemos nos mostrar diligentes em confirmar ainda mais nossa chamada e eleição.

       “Portanto, irmãos, esforçai-vos cada vez mais por firmar vosso chamado e eleição; porque, fazendo isso, não tropeçareis jamais.” 2Pedro 1.10.

         Em Cristo
         Francisco Rodrigues Filho

  

sábado, 12 de janeiro de 2013

Lei da Mordaça.


Convite à Loucura Nº32 A Lei da Mordaça.
        Etimologia; Mordaça é o objeto com que se tapa a boca de alguém a fim de que não fale nem grite.
        Figuradamente, mordaça é a repressão da liberdade de falar ou de escrever.
        Lei da Mordaça é o espírito que permeia as instituições religiosas. Aplicando a lei da mordaça em seus líderes e membros, o sistema religioso tenta coibir, conter, refreiar a verdade do Evangelho da Graça pregado pelo “Convite à Loucura”.
        Mordaça sugere um ato de dominação para quem coloca a mordaça e de submissão á quem é amordaçado. É esse espírito que reina nas instituições religiosas. Os que fazem parte do alto-clero domina seus súditos submissos, sem que esses últimos reflitam na Palavra de Deus e por isso erram por não conhecerem nem a Palavra de Deus nem seu poder, Mateus 22.29. Outros conhecem as Escrituras contudo optam por obedecer e ser submissos aos seus líderes do que em obedecer a Palavra de Deus.

A Filosofia que destrói a Lei da Mordaça.   
         A filosofia consiste na busca pela verdade, e visto que toda verdade é verdade de Deus, então, a filosofia contribuirá ao nosso melhor entendimento de Deus e do seu mundo. A palavra filosofia é derivada de duas palavras gregas que significa: “amando a sabedoria”. Uma pessoa que possui um espírito filosófico, é movido pelo desejo de observar, contemplar, julgar e avaliar as coisas, as ações, as pessoas, os acontecimentos, a vida; em resumo, é movido pelo desejo de saber.
         O primeiro trabalho de uma seita no processo de lavagem cerebral que realizam nos seus adeptos é destruir o espírito filosófico que possa existir neles; e para isso eles usam a lei da mordaça. A lei da mordaça cala àqueles que vêem que algo está errado e tentam questionar, mas têm a mente fachada para que nunca cheguem ao pleno conhecimento da verdade.
     Todo o sistema religioso atual luta contra essa idéia de que a pessoa simples use sua capacidade natural de filosofar. Eles odeiam quem faz perguntas e condicionam suas ovelhas a ouvirem e obedecerem e nada mais. A centena de anos essa lavagem cerebral vem sendo aplicada e o povão não reage.
      Quando algum líder, que entende um pouco mais se levanta contra suas doutrinas, logo lhes é aplicado, por seus superiores, “a lei da mordaça”. A Bíblia diz que devemos usar de filosofia pois só assim poderemos; anular sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando assim cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2Coríntios 10.4-5).
Mentes Fechadas
       Muitas instituições heréticas acreditam ter a verdade de Deus dentro de uma pasta, como se ela ali estivesse. Pensam que somente elas estão de posse dos oráculos divinos. Por isso seus membros possuem mentes fechadas. Essa indisposição de ao menos considerar qualquer outro ponto de vista tem frequentes manifestações radicais.
       Agora partindo para as instituições que se dizem ortodoxas, que agem conforme a doutrina religiosa tida como verdadeira, elas não são tão radicais como as seitas heréticas, mas também ensinam aos seus membros a fecharem suas mentes. Proíbem a membresia de lerem meus folhetos. O contrário disso deveria observar julgar, discernir todas as coisas. No entanto os que fazem parte do alto-clero dizem as pessoas para que não leiam isso ou aquilo. Por que esse medo? Por que ordenar que as pessoas se fechem para o novo? (que na realidade não tem nada de novo, pois já foi pregado a mais de dois mil anos atrás). Não será que todo esse medo é pelo mesmo motivo que as seitas ensinam aos seus adeptos a se fecharem? Isto é; medo de que eles cheguem ao pleno conhecimento da verdade? É claro que sim!
     “Julgai todas as coisas, retende o que é bom...” 1Tessalonicenses 5.21.  Já expliquei bem esse texto no folheto Nº16.
      Quando as seitas ouvem os argumentos do Convite à Loucura, simplesmente revidam: “Sim, mas em tal lugar na Bíblia diz que...!” Em vez de se ocuparem com as provas que apresentamos, eles tentam nos atrair ao seu território, sem admitir as nossas evidências ou sequer demonstrar refletir nelas.
       Esse comportamento é bastante comum entre os adeptos das seitas e entre aqueles que estão mercadejando a Palavra de Deus.
Exemplos de Rejeição à Lei da Mordaça
       Tentaram aplicar a lei da mordaça também nos discípulos de Jesus, mas foi em vão. Ordenaram a Pedro e João que não falassem nem ensinassem em o nome de Jesus. Eles não obedeceram, Atos 4.16-20; 5.28-29. E por causa dessa desobediência o sinédrio queria matá-los e graças a Gamaliel apenas os açoitaram e os soltaram. E o texto Bíblico ainda diz que os apóstolos se alegraram por terem sido considerados dignos de sofrer por causa do nome de Cristo, Atos 5.40-42.
       Por três vezes foram proibidos de falar em nome de Jesus, foram por três vezes, nesse texto, amordaçados, mas a mordaça não permaneceu pois eram servos verdadeiros de Cristo, Atos 4.17-18; 5.28; 40. É assim que os filhos de Deus agiam no passado e devem agir hoje; não se deixando amordaçar!
       Para você que prefere viver nesse mundinho de hamster, com uma visão de toupeira nesse processo de “emburrecimento” e com esse espírito de “zumbificação” espiritual, o problema é seu, aceite viver pra sempre amordaçado e sob o controle de seus líderes. Só sei que nós do Convite à Loucura, assim como os apóstolos Pedro e João, não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos, Atos 4.20.
      Meu conselho é; não deixem matar o filósofo que há em você. Pergunte, estude, duvide, peça, busque, bata e toda porta se abrirá, Mateus 7.7-8.
      Nos seminários, dissimuladamente, eles ensinam que os alunos devem ler tudo, até textos de hereges como Karl Barth e outros. No entanto flagrei pastores proibindo sua comunidade de lerem meus folhetos. Usem de filosofia; o que está por trás desse receio? Por que esse medo? Pensem, pensem!
      A realidade é que eles temem que olhos sejam abertos, assim como os meus e de muitos outros irmãos foram, e vejam que para servir a Deus não necessitamos ser escravos do institucionalismo religioso.
      Como escreveu Arthur Ford, citado por R. N. Champlim:
                          “Da covardia que teme novas verdades,
                            Da preguiça que aceita meias-verdades,
                            Da arrogância que pensa conhecer toda a verdade,
                            Ó Senhor, lívra-nos.”
        Em Cristo
        Francisco Rodrigues Filho

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A verdade sobre a Ceia do Senhor


A verdade sobre a Ceia do Senhor

Recentemente, estive freqüentando um edifício religioso, que está passando por uma reforma, e se concluída, logo se tornará uma bela catedral, e nessa oportunidade, tive a chance de participar de um ritual legalista religioso e hipócrita, que eles denominam de “Ceia do Senhor ou Santa Ceia”, onde, fui muito criticado pelo meu comportamento em relação à liturgia, ou seja, no modo como o ritual era ministrado.

As objeções surgiram, quando, antes do sacerdote, ou melhor, sacerdotisa, que na ocasião, era uma mulher que ministrava a cerimônia, ler o trecho bíblico de 1Co 11.23..., onde, ninguém, jamais, em tempo algum, poderia comer aquele minúsculo pedaço de pão e beber aquele copinho com suco de frutas cítricas industrializado com sabor de uva. O sistema clerical moderno quer impor na marra, que tudo aquilo feito naquela reunião e em muitas outras pelo mundo, é um momento genuinamente cristão denominado de Ceia do Senhor.

Mas, na verdade, o que é a Ceia do Senhor? Existe alguém hoje que celebra esse sacramento ou ordenança seriamente hoje? Essas e outras perguntas serão respondidas a luz da palavra de Deus e do testemunho histórico.

Basta uma leitura atenta do texto Bíblico para logo poder perceber que a Ceia tinha um lugar especial na vida dos cristãos do primeiro século, e de acordo com as mais deferentes tradições eclesiásticas de nosso mundo moderno, ela pode ser tomada semanalmente, mensalmente ou até mesmo anualmente, mas no texto Bíblico Também podemos perceber essas tradições, mas o que importa aqui não são tradições e sim a importância e a forma de cear dos cristãos, e também, não menos importante, o significado. Frank Viola dá um conceito muito legal sobre a ceia quando diz:

“O partir do pão também nos recorda da cruz de nosso Senhor. O pão é feito de trigo moído. O vinho, de uvas pisadas. Ambos os elementos representam morte. Quando através da Ceia, comemos da carne de Cristo e bebemos o seu sangue, recebemos sua vida que nós é comunicada (Jo 6.53). Este é o princípio da ressurreição: a vida que brota da morte.”

Hoje em nosso mundo gospel, esse conceito não existe mais, pois o momento da Ceia tornou-se, principalmente em ambientes pentecostais, à hora da revelação e lavagem de roupa suja, onde os agregados da congregação são ameaçados com a morte física e doenças se caso tome a Ceia indignamente. Mas, quanto à explicação desse misticismo, será assunto de outra publicação em breve. Com isso, a igreja torna-se num lugar sombrio, onde se observa quem tomará ou não a Ceia, pois é o momento ideal para se identificar pecados na igreja. E o pior de tudo, é a hipocrisia de quem ministra, pois está muito interessado em saber quais são os possíveis escândalos da igreja que serão revelados através do medo e achando que está sendo o mais santo de todos por ser um sacerdote de meia tigela.

Uma leitura atenta de 1Coríntios 11, derruba por terra toda essa farsa que é a atual Ceia de nossas instituições eclesiásticas, e desmascara esses falsos profetas, lobos devoradores travestidos de ovelhas, mercadores e traficantes da Palavra. 1Coríntios 11 deixa bem claro que os cristãos primitivos se reuniam para tomar a Ceia como uma refeição! Alguns apressadinhos comiam e nem esperavam os atrasados chegarem e outros até bêbados ficavam (1Co 11.21-22). Agora pense um pouco! Poderia um cristão ficar bêbado com um simples copinho de suco de frutas cítricas com sabor de uva e se fartar com um pedacinho de pão? Claro que não! Então, já começa com tudo errado essas reuniões cerimoniais denominadas de Ceia, pois é menos gasto para uma congregação de 100 pessoas comerem um simples pedacinho de pão e um copinho minúsculo de suco. Ora, quanto seria para os cofres eclesiásticos a cada reunião um banquete para 100 pessoas? Com certeza esse gasto mensal quebraria a banca e não haveria dinheiro para a mesada do sacerdote fiscal dos negócios de Deus aqui na terra.

Com essas atitudes eclesiásticas hodiernas, podemos perceber claramente a verdadeira intenção desses comerciantes da fé em ministrar a “ceia” em nossos dias. Para entender-mos melhor, veremos o que é a Ceia do Senhor.

Os cristãos tomavam a refeição simbólica da Ceia do Senhor para  relembrar e comemorar a Última Ceia, na qual Jesus e seus discípulos observaram a tradicional festa judaica da Páscoa[1]. Na Páscoa os judeus regozijavam-se porque Deus os havia libertado de seus inimigos na terra do Egito. Na  Ceia do Senhor, os cristãos celebravam o modo como Jesus os havia libertado do pecado e sua esperança pelo dia quando Cristo haveria de vir   (1Co 11.26).  A princípio, a Ceia do Senhor era uma refeição completa que os cristãos partilhavam em suas casas[2]. Cada convidado trazia um prato para a mesa comum. A refeição começava  com oração e com o comer de pedacinhos de um único pão que representava o corpo partido de Cristo. Encerrava-se a refeição com outra oração e a seguir participavam de uma taça de vinho, que representava o sangue vertido de Cristo.

Algumas pessoas comentavam que os cristãos estavam participando de um rito secreto quando observavam a Ceia do Senhor, e inventaram estranhas histórias a respeito desses cultos. O imperador Trajano proscreveu essas reuniões secretas por volta do ano 100 dC. Nesse tempo os cristãos começaram a observar a Ceia do Senhor durante o culto matutino de adoração, aberto ao público.[3]

Assim era Ceia que Jesus havia ensinado e praticado com os apóstolos no Cenáculo. Era o partir do pão entre os irmãos, tudo feito "com alegria e singeleza de coração", longe dos ritualismos do templo e das regras cerimoniais da religião. A partir de metade do século II, essa prática simples e natural feita entre os irmãos, de partir o pão e beber o vinho em memória de Cristo, foi recebendo elementos místicos[4]. Alguns, entre eles, Tertuliano e Orígenes, começaram a ensinar que o pão e o vinho, após serem consagrados por meio de oração, se transmutavam no próprio corpo e sangue de Jesus através de um processo místico. Uma doutrina que não havia sido ensinada nem por Jesus nem pelos Seus apóstolos.
 Então, com o andar dos séculos, a Ceia foi perdendo sua forma original. A simplicidade, alegria e singeleza de coração no partir do pão nas casas foram abandonadas descaradamente em função do misticismo, cerimonialismo e liturgia institucional. Atualmente, com a deturpação sofrida não somente por essa prática, mas por muitas outras, a narrativa de Atos 2:42-46 pode até causar espanto. Pessoas partindo o pão em suas casas, com alegria e singeleza de coração??? Isso não pode ser a Santa Ceia!!! Cadê o templo? O altar ou púlpito devidamente adornado? Tinha algum líder devidamente credenciado e vestido para celebrar essa cerimônia[5]?
 E a liturgia? Poderão questionar alguns, condicionados pela religião a pensar que a Ceia é uma ritual cheio de regras, maneirismos, misticismos e tantos outros "ismos" que vemos nas igrejas atuais[6]...
 A Ceia era a manifestação externa daquilo que aqueles irmãos já viviam em sua rotina diária[7]. Lucas nos mostra que "todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum" (Atos 2:44). Não havia divisões nem sectarismos. Logo, a Ceia era uma manifestação externa daquilo que eles já viviam espiritualmente como Igreja. Não havia necessidade de rituais vazios.
Se fôssemos ao 1º século e víssemos como os irmãos celebravam a Ceia, perceberíamos a gritante diferença que há entre aquela sincera celebração e o ritual no qual se transformou hoje. Nos primórdios da Igreja, a Ceia estava inserida numa autêntica refeição. Os irmãos se reuniam, comiam juntos e, inserido nesse momento de alegre refeição coletiva, compartilhavam um pão e um cálice de vinho, como forma de comunhão, em memória de Cristo. Sem cerimonialismos, palavras decoradas, constrangimentos ou qualquer tipo de misticismo. Algo simples, mas, ao mesmo tempo, profundo.

Então, a Ceia está inserida num contexto maior de verdadeira comunhão. Se não houver verdadeira e genuína comunhão no seio da Igreja, a celebração da Ceia perde o seu significado. Com o passar dos anos, essa prática foi virando um ritual, realizado exclusivamente por "homens especiais" devidamente autorizados a realizá-lo, adotando todo o ritualismo próprio das religiões e dos religiosos, participando desse ritual, geralmente realizado num templo, pessoas que, muitas vezes sequer se conhecem ou mantém qualquer comunhão no dia a dia[8]...

Que o Senhor Jesus nos guie à verdadeira comunhão que deve existir em Sua Igreja. Uma comunhão sem sectarismos, dissensões, denominacionalismos, institucionalismo, vaidades pessoais e os rituais e conceitos próprios das grandes religiões. A Igreja de Cristo não é uma religião. É comunhão sincera entre irmãos, que pertencem a um mesmo Corpo e Senhor. A celebração da Ceia deve estar inserida nesse contexto. Se não estiver, não passa de um dentre as centenas de rituais vazios feitos em nome de Deus.
Então, com tudo isso, pode existir alguma verdade nas igrejas institucionais de nossos dias?

sábado, 10 de novembro de 2012

Compilador e escritor dos Folhetos "Convite à Loucura".


FRANCISCO RODRIGUES FILHO é motorista carreteiro, casado e pai de três filhos. Nasceu no Ceará, em Abril de 1971. Fez bacharelado em teologia por quase oito anos em faculdade Batista, foi missionário plantador de igreja durante cinco anos no interior do Rio Grande do Norte, é um eterno estudante da Bíblia, livre pra pregar o Evangelho puro e simples, pregador da Palavra e servo de Jesus Cristo.

Devemos ser testemunhas de quem?


Convite à Loucura Nº31 Os Cristãos devem ser Testemunhas de Jeová? 
    Vou procurar ser o mais conciso possível. Algumas pessoas dizem ser testemunhas de Jeová e procuram persuadir a outras a que sejam também! Dizem eles que todos estão errados em adorar o Deus da Bíblia e que eles são os únicos a adorarem Deus como realmente ele merece! Será? É o que veremos nesse folheto.
Testemunhas de Cristo Jesus.
     “Vós sois minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” Isaías 43.10.

      Os Israelitas sempre foram testemunhas de Jeová, eles não falharam nessa tarefa. Contudo a questão é; nós os cristãos devemos ser testemunhas de Jeová? De acordo com a Bíblia, não. Devemos ser sim testemunhas de Jesus Cristo, Atos 1.8, “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.”

     Ser testemunha de Cristo em todo mundo é o dever de todo cristão fiel.

       O foco do nosso testemunho é a ressurreição de Jesus Cristo. Atos 2.32; 3.15; 5.32; 10.39-43; 13.30-31. Nós do Convite à Loucura somos testemunhas de Cristo.
O Nome de Jeová.
       Andam de porta em porta ensinando suas doutrinas heréticas e uma delas é a questão do nome de Deus. Vamos à Bíblia!

a)     - A Bíblia, referindo-se a Jesus, diz que não há outro nome, pelo qual importa que sejamos salvos, Atos 4.11-12.

b)    - É por meio do nome de Jesus que recebemos remissão do nossos pecados, Atos 10.43.

      c) - A verdadeira Igreja deve se reunir em nome de Jesus, Mateus 18.20; 1Coríntios 5.4.

      d) - Na tribulação dos últimos tempos, os cristãos serão odiados por causa do nome de Jesus, Marcos 13.13; João 15.21; 1Pedro 4.14.

       e) - Para sermos filhos de Deus, devemos crer no nome de Jesus, João 1.12; 3.18. E aí por diante, poderíamos encher dez folhetos mostrando que; o que importa para o cristão é o nome de Jesus e não o de Jeová.

        O verdadeiro nome de Deus é o tetragrama, hebraico, YWHW. E esse nome é tão sagrado para o Israelita que eles nem ousavam pronunciá-lo, por isso eles preferem O SENHOR. Veremos o que realmente importa para os cristãos.

O Exemplo do Senhor Jesus.
         O Senhor Jesus nunca iniciou suas orações dizendo: “Deus Jeová.” Ou “Jeová Deus”, mas: “Pai.” Mateus 11,25; 26.39-42; Lucas 10.21; 22.42; 23.34-46; João 11.41; 12.27-28; 17.1-26. A oração modelo foi iniciada da seguinte maneira; “Pai nosso”, (Mateus 6.9; Lucas 11.2), e nos dá a conclusão de que o nome real de Deus não precisa ser invocado, principalmente com tanto destaque como ensinam as Testemunhas de Jeová. Não é necessário ser muito inteligente para deduzirmos que se fosse tão importante pronunciar o nome de Jeová, Jesus teria nos ensinado. Além do mais, o nome dado aos cristãos para que fosse invocado na nova aliança é o do Senhor Jesus; “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”  Filipenses 2.9-11.

Trindade.
       Os adeptos das Testemunhas de Jeová, e outras seitas heréticas, não creem na Trindade por não entendê-la como querem! Esse estudo se dirige a todos eles.

       É verdade que a palavra Trindade não está na Bíblia. No entanto, nem sequer a palavra bíblia está na Bíblia! E nem por isso deixaremos de crer na Bíblia. Não me deterei (por enquanto) a explicar o que seja Trindade. Até por que, existem milhares de livros tentando explicar essa difícil doutrina.

Perguntas que não querem calar!
       O que farei é algumas perguntas, e se forem respondidas de uma forma bíblica e convincente por esses hereges, seremos ganhos para a sua religião. Renegarei tudo o que escrevi e serei um deles! Então vamos lá!

       1)-Por que o verbo do capítulo 1 de João, que é Jesus, tem prerrogativas de Deus? O verbo é eterno v.1, é criador v.3; Colossenses 1.16-17; Hebreus 1.2. Como a Bíblia diz que Jesus é criador, enquanto que Isaías 44.24, diz que Deus Pai fez tudo sozinho?
       2)-Como pode, Lucas 2.11; Filipenses 3.20; 2Timóteo 1.10; 1João 4.14; e muitos outros textos dizerem que o Senhor Jesus é Salvador, e Isaías 43.11 e Isaías 45.21, dizem claramente que não há outro Salvador além de Jeová?

       3)-Gostaria que nos explicasse o porquê que em Isaías 42.8 e 48.11, diz que a Glória pertence a Jeová e que ele não a reparte com ninguém; enquanto que em João 17.5; o próprio Jesus reivindicava a Glória que ele repartia com Jeová, antes que houvesse mundo. Ou seja; no início, Jesus repartia essa Glória com Jeová.

       4)-Se o Deus Pai, Jeová é o “Senhor dos senhores”, Deuteronômio 10.17; Salmos 136.3. Como  pode, Jesus, o cordeiro, também ser o “Senhor dos senhores?”; Apocalípse 17.14; 19.16.

       5)-Qual a explicação para esses versículos; Mateus 1.23, Jesus é Deus conosco. João 20.28, Tomé chama Jesus de Deus e Senhor. Tito 2.13, diz que Jesus é o Grande Deus e Salvador. 2Pedro 1.1, diz que Jesus é Deus Salvador. 1João 5.20, diz que Jesus é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Apocalípse 1.8, diz que; aquele que há de vir, ou seja, Jesus; é o Senhor Deus, e, é Todo Poderoso.

       6)-Como pode ser explicado toda essa igualdade do Pai com o Filho? João 5.17-18; 23; 10.30; 14.8-9; 1João 2.22-23; Colossenses 1.15; 2.9.



        O próprio Jesus diversas vezes disse, claramente, ser Deus. A prova disso é que os Judeus achando isso uma blasfêmia, queriam apedrejá-lo. João 8.58-59 e João 10. 31-33. Se Jesus não estava dizendo ser Deus, por que então os Judeus queriam apedrejá-lo?

       Existem muitas outras questões que só a doutrina da Trindade Divina pode explicar, no entanto ficaremos só com essas que já são o bastante para calar aqueles que não crêem na Trindade nem que Jesus é Deus Todo Poderoso.

       Traga uma resposta convincente para cada questão, e nos ganhará para sua religião. Se vocês não têm respostas Bíblicas para essas perguntas, eu tenho; a Trindade é a única explicação Bíblica.

       Em Cristo

       Francisco Rodrigues Filho